Carregando...
 
Skip to main content

arquetipo

MUNDO INTELIGÍVEL — ARQUÉTIPO


VIDE: noeton; forma, Princípio, Símbolo, nama-rupa, formas, Sephiroth, paradeigma


Mestre Eckhart

Os Arquétipos de todas as coisas são iguais, embora sendo os Arquétipos de coisas desiguais. O anjo o mais elevado, a alma e a pequena mosca não têm em Deus senão um só Arquétipo (Seu Ser, ao qual se identificam todos os Arquétipos)... A todas as coisas, Deus dá de maneira igual e, ma medida em que estas coisas emanam de Deus, elas são iguais; sim, anjos, homens, e todas as criaturas saem de Deus a princípio iguais. E aquele que tomasse as coisas em sua Fonte primeira, as veria todas iguais. Mas, se elas já são tão iguais no tempo, elas o são ainda mais em Deus na eternidade. Que se tome uma pequena mosca, tal qual em Deus está, ela é mais nobre que o anjo mais elevado não o é em si (como criatura). Em Deus todas as coisas são iguais e são Deus mesmo.


Titus Burckhardt: Ibn Arabi Seth

A essência imutável ou arquétipo não tem ser como tal, pois nada mais é que uma possibilidade não-manifestada contida na Essência divina. É de uma maneira toda simbólica que o arquétipo pode ser considerado como receptáculo (qâbil) ou um "fôrma" se "opondo" ao Ser divino. Ver também o início do capítulo sobre Adão.

Toshihiko Izutsu: Sufismo Taoismo

Cada esencia ayn, es decir cada cosa en su estado arquetípico exige existencia a Allah. En consecuencia, la Misericordia de Allah alcanza y abarca cada esencia. Porque Allah, merced a la Misericordia misma que ejerce sobre ésta, acepta reconoce y aprueba el deseo latente de existir de la cosa incluso antes de que dicho deseo aparezca realmente y da existencia al deseo en cuestión. Por esta razón afirmamos que la Misericordia de Allah se extiende a todas las cosas, tanto en la realidad actual como en la posibilidad.

Cada cosa, ya desde su estado arquetípico, abriga un deseo (ragba) latente de existencia real. La Misericordia de Allah abarca incluso este deseo ontológico cuando éste se encuentra en estado de mera posibilidad y le otorga existencia. El deseo así actualizado constituye la «preparación» (isti’dâd) de la cosa. La explicación que da al'Qâshânî del párrafo citado es de gran importancia filosófica.

Los arquetipos permanentes, en su estado de latencia, no poseen más que una existencia inteligible como objetos del Conocimiento de Allah; no poseen existencia real de por sí. Están deseosos de existencia real y la piden a Allah. Cuando los arquetipos se hallan en dicho estado, la Misericordia esencial de Allah se extiende a cada arquetipo, confiriéndole la capacidad de recibir una teofanía ontológica. Esta receptividad, o la «preparación» esencial para recibir existencia, es exactamente el deseo del arquetipo de obtener existencia real.

De este modo, el primer efecto de la Misericordia esencial en un arquetipo aparece en forma de aptitud natural para recibir existencia. Dicha aptitud recibe el nombre de «preparación». Allah ejerce la Misericordia sobre un arquetipo incluso antes de que éste posea «preparación» para la existencia, creando la «preparación» merced a la «santísima emanación» (al'fayd al'aqdas), es decir la manifestación esencial que tiene lugar en lo invisible. Así, pues, la «preparación» de un arquetipo es, a su vez, resultado del la Misericordia divina sobre ello el arquetipo, ya que, antes de que se produzca, el arquetipo propiamente dicho no tiene existencia, ni tan siquiera para pedir su propia «preparación».

Estas palabras ponen de manifiesto que el ejercicio de la Misericordia divina no es sino el proceso de manifestación de lo Absoluto al que con frecuencia se ha hecho referencia a lo largo de las páginas anteriores. Por que la Misericordia es concesión de existencia y, en la concepción de Ibn Arabi, la concesión de existencia a las cosas del mundo por parte de lo Absoluto es exactamente lo mismo que la manifestación de lo Absoluto en dichas cosas.

Nasr: Sohravardi

Do aspecto masculino desta hierarquia suprema - isto é, seu aspecto como domínio e contemplação - surge a ordem latitudinal de anjos que corresponde ao mundo dos arquétipos, ou "ideias Platônicas." Os membros desta ordem não geram um ao outro - como na ordem longitudinal. Na verdade, eles subsistem lado a lado um com o outro. Tudo no Universo visível é uma "teurgia", ou "ícone", de um destes arquétipos, "contendo" sua "influência angelical" particular, e por isso Sohrawardi chama estes arquétipos de os mestres da espécie, ou mestres das teurgias, uma vez que cada um domina uma espécie particular para a qual ele é o arquétipo celestial e "ideia Platônica." Neste ponto, Suhrawardi faz pleno uso dos nomes dos Amahraspands Mazdeanos para designar os arquétipos das várias espécies. Por exemplo, o arquétipo da água ele chama de Khurdad, o dos minerais, de Shahriwar, o das plantas, Murdad, e o do fogo, Urdibihisht. Cada uma destas coisas é deste modo dominado por um anjo latitudinal particular para o qual ele age como teurgia. Desta maneira, Suhrawardi identifica as ideias Platônicas com os poderes separados de Ahura Mazda do Zoroastrismo.

As ordens angelicais descritas deste modo estão ainda acima do cosmos visível. Mas, do aspecto feminino da ordem longitudinal dos arcanjos, que é seu aspecto de amor e receptividade para iluminação e irradiação, vêm ao ser as estrelas fixas, e através delas os outros céus astronômicos. Os céus visíveis são deste modo uma "materialização" das substâncias angelicais. Eles podem, de fato, ser considerados como a cristalização daquele aspecto dos arcanjos que é o "não-ser," ou "privação," ou separação da Luz das luzes, e é apenas essa Luz que pode ser considerada como sendo absolutamente Real e então sem qualquer tipo de privação. [S.H. Nasr 1964. Three Muslim Sages. Caravan. Tr. Instituto Nokhooja]


CITAÇÕES: