VIDE: FILOSOFIA PRIMEIRA; SABEDORIA METAFÍSICA
PERENIALISTAS
René Guénon: A METAFÍSICA ORIENTAL; INTRODUÇÃO GERAL AO ESTUDO DAS DOUTRINAS HINDUS
Ananda Coomaraswamy: DA PERTINÊNCIA DA FILOSOFIA
...a metafísica não pode de modo nenhum ser considerada uma doutrina que oferece consolo a uma humanidade sofredora. O que a metafísica entende por imortalidade e por eternidade implica e exige de qualquer homem uma negação total e descomprometida de si mesmo e uma mortificação final, ou seja, morrer e ser enterrado na Divindade. "Quem quer que seja que perceber isto evita a morte contingente (punar mrtyu); a morte não o apanha, pois a Morte passa a ser a sua essência, e de todos estes Anjos ele se torna o Único" (Brhadaranyaka Upanixade 1.2.7). É que a Identidade Suprema não é menos uma Morte e uma Escuridão que uma Luz e uma Vida, não é menos Asura que Deva: "A projeção dele é Eviternidade e também é Morte" (yasya chaya amrta, yasya mrtyuh, Rg Veda X. 121.2; v. Escuridão Luz). E é isso que entendemos ser a finalidade suprema da Primeira Filosofia.
Frithjof Schuon: O ESOTERISMO COMO PRINCÍPIO E COMO VIA
Francisco García Bazán: A DOUTRINA METAFÍSICA
ÍNDIA: METAFÍSICA
FILOSOFIA MEDIEVAL
Alain de Libera: METAFÍSICA MEDIEVAL
SUFISMO
Christian Jambet: O ATO DE SER
A metafísica é bem a «ciência divina», ou a «sabedoria divina». A ciência que podemos ter do ser enquanto ser é, certamente, indigna da ciência que Deus tem dele mesmo e dos existentes possíveis. Mas ela não difere essencialmente, ela desta é o reflexo no espelho de nossa inteligência, infinitamente distante de alcançar a perfeição, e no entanto expressiva da intelecção do Sujeito por excelência, o Sujeito divino. A definição que Sadra dá a metafísica é conforme às lições de Aristóteles e de Avicena: ela será a ciência do existente enquanto existente. Ela culminará no reconhecimento do existente mais elevado, do existente necessário por si: «Posto que se estabeleceu e verificou que a sabedoria primeira e a ciência mais alta é a busca dos estados do existente e das divisões primeiras do existente absoluto, sem que seja uma espécie particular, do registro das matemáticas ou da física, e bem seu sujeito, é a natureza do existente absoluto, ou o conceito do existente enquanto existente. É necessário portanto que seu sujeito tenha uma realidade evidente por si mesma, que não se destaca de uma definição representativa ou de uma demonstração prévia».