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id da página: 9021 Teosofia Oriental

Teosofia Oriental

THEOSOPHIASOHRAVARDI — TEOSOFIA ORIENTAL



O termo Ishrâq, outro nome da teosofia oriental de Sohravardi, designa a luminosidade do astro ao nascer, aurora consurgens. É o "Oriente" como nascedouro e origem da luminosidade. Bem entendido, o termo não é tomado em seu sentido geográfico. Ele se refere ao mundo espiritual, Malakut, que é o oriente dos mundos com respeito ao nosso mundo terrestre. O astro que se levanta é o sol de Malakut. Com ele se eleva um modo de conhecimento que é conhecimento do "Oriente" das coisas, conhecimento dos seres e das coisas a seu "Oriente", uma vez que a alma conhecedora, se eleva ela mesma a seu "Oriente". A sabedoria "oriental" é caracterizada (ishrâq) como um conhecimento que é presença ('ilm hozüri), em contraste com um conhecimento que é apenas representação das coisas por intermédio de uma forma ou species ("ilm süri). É isso que Avicena perseguiu com seu projeto de "filosofia oriental', mas Suhrawardi disse muito bem que Avicena não pode levar a bom termo a tarefa, e que ele mesmo realizaria o projeto.

Rapidamente, as características essenciais da doutrina Ishrâq como doutrina filosófica e como prática espiritual são: I) A vontade deliberada de renovar a teosofia da Luz professada pelos sábios da antiga Pérsia. 2) Esta ressurreição faz eclodir uma espiritualidade cuja característica é conjugar indissociavelmente a pesquisa filosófica do Conhecimento e a frutificação deste Conhecimento em uma conversão, um metamorfose interior do homem. O Conhecimento que se expressa consequentemente não será jamais um conhecimento teórico, mas em essência um conhecimento redentor, que nos dias de hoje tem o senso atribuído ao termo gnose.

Antes de iniciar o diálogo, é interessante enfatizar a descrição da metodologia empregada por Sohrawardi e que está por trás do início do recital. O Xeique se afasta dos afazeres mundanos, e por causa de um estado que ele descreve como "inquietude", ele passa a noite toda em vigília. Essa "inquietude" é a inquietude da alma que, por vezes, contempla a si mesma como estando em separação ou em imperfeição. Ao invés de tentar apaziguar essa emoção, o Xeique mantém-se desperto e "circum-ambula", ou seja, dá voltas ao redor das necessidades de sua essência até o amanhecer, ou seja, até o momento do Ishraq, ou iluminação. Como resultado, se abre o Alam al-Mithal, o Mundo Imaginal ou o Mundo das Similitudes, onde ele vive suas experiências visionárias. É a Imaginação Ativa que atua como o órgão de percepção visionária. Ela é guiada pelo próprio Anjo e é capaz de ser projetada no Mundo Imaginal e contemplar nele, as realidades espirituais e as verdades perfeitas. [Resumo do Instituto Nokhooja do Sussurro das Asas de Gabriel]


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