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Papel dos Anjos

ANJOS — PAPEL


Os mensageiros formam parte da corte celestial: tem como função cantar a glória de Deus (Sal 103,20), mas também levar mensagens aos seres humanos, interpretar suas visões (Dn 8,15-16) e, finalmente, apresentar à Deus as orações dos homens (Tob 12,12). Nos últimos séculos antes de Cristo se nomeia a três anjos: Miguel e Gabriel no livro de Daniel (10,13 y 8,21-23), e Rafael no Livro de Tobias (Tob 5,4-5 y 12,15). Outros nomes são designados a estes seres celestiais: «o exército do Senhor» (Jos 5,14), daí o nome de Deus Sabaot; os «santos» (Sal 89,6); os querubins» (Gn 3,24), touros alados com cabeça humana; os «serafins» (Is 6,2), os ardentes ou serpentes venenosas. No Livro de Job são chamados «filhos de Deus», no sentido que lhe pertencem. Entre eles, um mensageiro tem como função inspecionar os seres humanos e acusar os culpados: é Satã, o acusador, o adversário em um processo (Job 1,6). Alguns raros textos falam de seres celestiais maléficos (1 Re 22,22; Zac 3,1; ver Satã).

Un desarrollo particularmente amplio y original del tema de la Naturaleza Perfecta se encuentra en un filósofo algo anterior cronológicamente a Sohravardi: Abû’l-Barakât Baghdâdî, pensador sutil, muy personal, de origen judío y convertido al final de su vida al Islam, fallecido hacia 560/1165, cuando tenía unos ochenta años. Puesto que se ha hablado de él más ampliamente en otro lugar, no haremos aquí más que recordar cómo el tema de la Naturaleza Perfecta se inserta en su obra con ocasión del problema de la Inteligencia agente, problema heredado de Avicena y los avicenianos. Cuando la Inteligencia agente de los filósofos avicénicos es identificada con el Espíritu Santo, identificado a su vez por la revelación coránica con el ángel Gabriel, o, dicho de otro modo, cuando el Ángel del Conocimiento es identificado con el Ángel de la Revelación, no es una racionalización del Espíritu lo que se produce sino, muy al contrario, es todo el problema de la noética el que se encuentra entonces planteado en términos de angelología. Y también entonces se plantea la cuestión: ¿por qué no puede haber más que una sola Inteligencia agente? Responder a la pregunta supone determinar si las almas humanas son todas idénticas en cuanto a especie y quididad, o cada una de ellas difiere de las otras en especie, o bien están agrupadas en familias espirituales que constituyen otras tantas especies diferentes. "Por eso los antiguos sabios ... iniciados a las cosas que no perciben las facultades sensibles, profesaban que para cada alma individual, o quizás para varias juntas que tuvieran la misma naturaleza y afinidad, hay un ser del mundo espiritual que a lo largo de toda su existencia asume hacia esa alma o ese grupo de almas una solicitud y una ternura especiales; él es el que las inicia al conocimiento, las protege, las guía, las defiende, las reconforta, las hace triunfar, y este ser es el que ellos llamaban Naturaleza Perfecta. Y es este amigo, defensor y protector, el que en lenguaje religioso se llama ángel." Aunque la relación sicígica esté menos explícitamente marcada, la tesis no deja de reflejar aquí un eco fiel del hermetismo: define la situación que resultará, en Sohravardi, de la relación que se establece entre el Espíritu Santo, el Ángel de la humanidad y la Naturaleza Perfecta de cada hombre de luz. Ya se hable del ser divino o del Ángel-arquetipo, desde el momento en que su aparición revela la dimensión transcendente de la individualidad espiritual como tal, debe presentar rasgos individualizados e instaurar una relación individualizada. Por eso mismo se establece una relación inmediata entre el mundo divino y esta individualidad espiritual, sin que dicha relación dependa de la mediación de ninguna colectividad terrenal. "Algunas almas aprenden únicamente de maestros humanos; otras lo han aprendido todo de guías invisibles que sólo ellas conocen." (Corbin Homem Luz)


O texto, «reunindo toda espécie de peixes» pode significar o apelo das nações de toda raça. Aqueles que estão a serviço «da rede lançada no mar», é o Senhor da rede, Jesus Cristo, assim como os anjos que se aproximam para servi-lo, e que não retiram a rede do mar para o arrastar, longe dela, sobre a margem das realidades estrangeiras a esta vida, se a rede não está cheia , quer dizer se «o pleroma das nações» não entrou em suas malhas. Mas quando aí entrou, então puxam longe das realidades daqui de baixo, e levam sobre o que é representado pela margem: aí se porão ao trabalho aqueles que a terão puxado e que, sentados ao longo da margem onde estarão instalados, colocarão cada um dos bons peixes presos à rede, no lugar que lhe cabe neste que é chamado aqui suas cestas, e aqueles que estão em disposições contrárias e chamados maus peixes, jogarão fora. Este «fora», é a fornalha de fogo, segundo a interpretação do Salvador: «Assim será na consumação do século: chegarão os anjos que separarão os maus do meio dos justos, e os jogarão na fornalha de fogo». De resto, deve-se notar que, já, pela parábola do joio e a precedente similitude, aprendemos que os anjos devem receber a missão de julgar e separar os maus dos justos, pois é dito mais alto que «o Filho do homem enviará seus anjos e que eles recolherão, em seu reino, todos os escândalos e aqueles que cometem a impiedade, para os jogar nas fornalha de fogo: aí haverá choros e ranger de dentes». Aqui é dito que «virão os anjos, que separarão os maus do meio dos justos e os jogarão na fornalha de fogo» (v. PARÁBOLA DA REDE). [Orígenes: Sobre Mateus]

Deus criou os anjos diferentes pelas formas e dimensões com uma dupla meta: restabelecer a ordem (içlâh)1 nas suas obras e povoar seus céus.

Sua ação se estende à todas as categorias do ser criado. Em relação aos espíritos, eles tem por marca reprimir as revoltas dos djinns e dos shayâtîn, preservando as portas do céu de seus assaltos e de suas curiosidades (cf. infra, p. 191). Quanto aos homens, eles são os «mensageiros» de Deus (Cor. 53, 1), lhes incitando, por exemplo de sua fidelidade e sua docilidade, à seguir seus mandamentos, e os protegendo e sustentando na sua luta contra Iblis e os shayâtîn que se põe a obra para os afastar. No que diz respeito ao universo, no seu conjunto, eles regem todos os movimentos. Exército de Deus, seus «apóstolos», seus «discípulos», suas «ajudas», percorrem o universo e aí constituem a alma e o movimento. O céu é um anjo, a terra um outro, como são todos os corpos do universo e seus fenômenos, tais como a tempestade e o fogo. O fluxo e o refluxo são comandados por um anjo o qual, colocando seu pé no mar, produz o fluxo, e, o retirando, o refluxo (Ps.-Balkhî, I, 175).

Para poder se adaptar à seus múltiplos papéis, não é inconcebível que os anjos desposem as diversas espécies de ser; assim ter-se-ia anjos espirituais, corporais, vegetais e sólidos. O Corão (25, 48; 27, 63; 30, 46) atribui aos ventos um dos papéis assumidos pelos anjos: eles são «enviados» como «anunciadores de boas novas» (bushran, mubashshirat). Um verso atribuído à Umayya b.a. aç-Çalt confirma esta comparação: «eles vão e vem como o vento o qual, tão logo voltado à Oeste, retorna à seu ponto de partida sem ser estimulado.» [Toufy Fahd: Génies, Anges et Démons (tradução anotada de Antonio Carneiro)]


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