VIDE: A TRIPLA CRIAÇÃO DO HOMEM
Bíblia das Origens
O triplo “Criou” ('BR) para o Homem (H'DM) de Gen 1,27 não é o efeito de uma acesso de lirismo passageiro do redator deste primeiro RELATO posto que ele se encontra no terceiro relato (5,1-2) que conta uma segunda vez a Criação do Homem tornado entrementes “Adão” ('DM; vide Adam). O texto de 5,1 e 2 difere daquele do Gen 1,27 que relembra tendo em conta desta diferença provocada pela “Queda” mas o verbo 'BR aí figura três vezes como em Gen 1,27. A repetição deste triplo 'BR do qual ele é o único beneficiário mostra bem que o Homem é para a Bíblia das Origens a Criatura livre por excelência, e certamente aparte sob esta relação.
Não é portanto arbitrariamente que Criar figura no texto a respeito dos primeiros animais e não de seus sucessores, nem a respeito da luz, do firmamento, dos astros e das plantas, que o processo da evolução “darwiniana” ou a dinâmica do hipotética “big bang” são suficientes a explicar. Este Criar intermediário se situa sobre o fio condutor que vai do Criar inicial ao triplo Criar saldando a aparição do Homem e desvela o elemento comum que os reúne em última análise. Não é somente a ação pessoal de Deus. Não é também a meta privilegiada desta ação, que seria a simples vinda à existência do Homem no seio de nossas bíblias. É a liberdade em vista da qual o mundo em geral, os peixes e os pássaros em particular e o Homem por excelência são sucessivamente concebidos por Deus, segundo a Bíblia das Origens.
A liberdade que não é somente um dom irrevogável, uma faculdade inestimável. Aqueles que a receberam devem exercê-la. A pôr em prática. Dela beneficiar, dela desfrutar nos limites de sua natureza. Antes de ser um risco ela é plenitude. Não é por acaso que o texto faz dizer por Deus àqueles que acaba de Criar: preenchei o espaço! Vosso espaço! Aos peixes, as águas, os mares. Ao Homem a terra. Aos pássaros também: não diz os céus, mas a terra. Prova que não se trata de seu meio mas dos limites naturais de sua liberdade.
RELATOS DE BELZEBU A SEU NETO: SANTO PLANETA PURGATÓRIO
"E agora, meu filho, depois de tudo que expliquei, podemos voltar à pergunta: por que e como os corpos esserais supremos, ou como seus favoritos os chamam, as "almas", aparecem no Universo, e por que Nosso Pai Comum Uniesseral colocou Sua divina atenção justamente sobre esses surgimentos cósmicos?
Na realidade, estabelecido e regularizado em todos os cosmos de escala diferente o "equilíbrio geral de harmonia cósmica", os tetartocosmos, isto é, os "agregados de microcosmos" relativamente independentes surgidos na superfície dos planetas, encontraram aí condições ambientais que correspondiam acidentalmente a certos dados presentes neles e lhes permitiam existir por tempo determinado sem "sekruano", ou, dito de outra forma, sem uma "tensão individual constante". Foi então que, na presença de cada um deles, surgiu a possibilidade automática de se mover de maneira independente de um lugar a outro, na superfície desses planetas.
E, notando Nosso Criador Eterno esse movimento automático neles, teve pela primeira vez a ideia divina de se servir dele como ajuda na administração do mundo que crescia.
A partir desse momento, começou a orientar todas as realizações relativas aos tetartocosmos de maneira que o inevitável "okrualno", isto é, o ciclo periódico do processo completo de Heptaparaparshinokh, se realizasse de tal modo que, na presença geral de alguns deles, mediante uma modificação em seu funcionamento, pudessem se transmutar e se cristalizar — além dos resultados que, nela, deviam se transformar em vista da nova troca cósmica geral de substâncias — os elementos ativos a partir dos quais poderiam se revestir neles novas formações independentes com a propriedade de adquirir uma "razão individual".