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Perenialistas

Sangha

PHILIPPE LAVASTINE. — Já que és budista, Dr. Schnetzler, tens, portanto, o triplo refúgio no Buda, no Dharma e no Sangha. Mas como podes ter um Sangha em Grenoble?

Dr. SCHNETZLER. — Mas há um Sangha na França, e também fiéis leigos; atualmente, cinco pessoas em Grenoble, depois de ter começado reduzido à unidade.

P. LAVASTINE. — Essa questão do Sangha é capital.

Dr. SCHNETZLER. — É exato: se não há vida comunitária, é-se o exilado de que falava o Sr. Alleau.

P. LAVASTINE. — Tem-se, no Ocidente, a tendência de minimizar a importância do Sangha, cuja significação, contudo, é idêntica à dos dois outros refúgios. É somente no Sangha que o Buda pode reviver, pois ele é uma “pessoa corporativa”, assim como o primeiro Adão também é uma pessoa corporativa.

[René Guénon et l’actualité de la pensée traditionnelle. Actes du Colloque International de Cerisy-la-Salle: 13-20 juillet 1973]