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Martelo

ARMAS — MARTELO


René Guénon: AS ARMAS SIMBÓLICAS

El mallete o martillo de Thor, otro símbolo del rayo que hemos señalado también, presenta, por su forma en T, una exacta similitud con la doble hacha. Haremos notar también que, como el mallete y la espada, aunque menos en evidencia que éstos, el hacha se encuentra aún hoy en el simbolismo masónico.


Julius Evola: Símbolos e Mitos

Quanto ao significado espiritual do “machado sideral”, este é reencontrado no culto nórdico-ariano de Thor. Thor é uma figura divina cujo atributo são duas armas que, em essência, se equivalem: uma é o Machado, a outra o martelo de duas cabeças, mjölnir. As duas armas são análogas, pois o martelo representa igualmente o poder do raio, tal como o Machado; aliás, o martelo duplo, por sua própria forma, confunde-se com o machado bipene de dois gumes, que decorre do mesmo simbolismo e remete especificamente à tradição hiperbórea. É com essa arma que Thor combate as “forças elementares”, os Elementarwesen, que tentam apoderar-se das potências celestes (simbolicamente: a “Lua” e o “Sol”); é ainda com ela que, na companhia dos “heróis divinos” ou Ases, luta contra o “obscurecimento do divino”, o ragna-rökkr, que não deve ser confundido de modo romântico com o “crepúsculo dos deuses”, como em Wagner, mas considerado como o eco mítico do fim trágico de um ciclo de civilização e de tradição de origem hiperbórea, portanto, no domínio do mito.


Jacob Boehme: A Tríplice Vida do Homem

33. Se não tiveres o martelo certo, não poderás tocar o relógio que desperta a pobre alma cativa; céu e terra e tudo o mais residem no homem, basta que uses o martelo correto, se quiseres tocar o seu relógio e despertá-lo de seu sono: teu clamor em alta voz não o fará, não serás capaz de introduzir nele o som divino, se tu mesmo não o possuis. Mas aqueles que possuem o martelo certo, esses de fato o despertam; portanto, todos os mestres sem o martelo de Deus não passam de ilusionistas, martelos para o ventre, martelos para o ouvido, e não martelos para a alma.

46. E, se um asno pudesse falar e falasse da palavra de Deus, o martelo do despertador então tocaria na alma que está em Deus: todo aquele que é de Deus ouve a palavra de Deus, diz Cristo; vós, portanto, não a ouvis, porque não sois de Deus, mas do diabo e do espírito deste mundo. 47. Em alguns não há palavra nem espírito de Deus a serem despertados; pois a matriz irada os aprisionou; o que é claro e manifesto em alguns a quem o próprio Cristo falou: ele possuía, de fato, o martelo, mas seu espírito não entra na alma maliciosa e obstinada, e sim naqueles que desejariam ser virtuosos, honestos e piedosos, se pudessem. E, uma vez que o martelo assim desperta o espírito da alma, de modo que a alma se volta e se lança em Deus, então ela pode.

49. E assim, quando o martelo certo (isto é, o espírito de Deus) o toca, esse anseio torna-se tão forte que vence a fonte e o desejo do fogo e o torna manso, de modo que passa a desejar o anseio do amor, isto é, o anseio do espírito da alma; e há então bem a realizar. Tal alma é fácil de ser despertada, de modo a subjugar o domínio exterior, especialmente quando o martelo do Espírito Santo ressoa pelos ouvidos até o coração; então a tintura da alma o recebe instantaneamente; e ele se espalha por toda a alma, através de ambos os anseios, pois ela se lança numa só vontade; pois duas vontades não subsistem na eternidade — deve haver apenas uma; uma delas há de ser impotente, ou sem força, e a outra onipotente, ou todo-poderosa, caso contrário há desunião e nenhuma concordância.