A HERMENÊUTICA
- Corbin e o protestantismo
- Na década de 1930, Corbin se dedica a tradução de Martin Heidegger, já traduz textos de Sohravardi, assim como colabora com Alexandre Koyrè em sua revista "Recherches philosophiques".
- Em 1935 é importante notar um ensaio seu sobre J.G. Hamann.
- Em tudo que escreve nota-se a presença de várias correntes, mas destacam-se dois centros de gravidade, a hermenêutica e a temporalidade.
- Primeiro, uma teologia dialética do eu e do tu, de inspirada em Roland Barthes, preocupada em superar o cogito cartesiano do pensamento representativo, e responde ao apelo do Outro (cogitor ergo sum).
- Segundo, uma teologia da Palavra e da Escritura, de influência luterana e hamanniana.
- Nos artigos que escreve na revista Hic et Nunc, enfatiza o problema central da teologia dialética. Seu questionamento percorre: "o que significa para nós filosofar?"; o diálogo do homem com Deus (só existe eu em relação com tu), diálogo a ser retomado ao refletir sobre a dialética Alma-Senhor, segundo a obra de Ibn Arabi.
- Outros temas caros a Corbin nesta época: a filosofia da ressurreição; a teologia «auditiva» (Lutero); o chamado do Outro.