Quanto à Sophia, não há dúvida de que ela pode nascer em nosso centro. Não há dúvida de que o Verbo divino também pode aí nascer por esse meio, assim como nasceu por ele em Maria. Mas tudo isso se realizará espiritualmente para nós, e, se podemos senti-lo dessa maneira, jamais o vemos senão intelectualmente — linguagem não estranha àqueles que têm algum conhecimento das manifestações. Tudo o que se apresentar de modo mais físico e exterior não procederá de nós, nem de nosso próprio centro, embora este seja por isso elevado e alegrado. Assim, o Verbo, a Sophia e a própria Maria, que podem manifestar-se exteriormente, serão o Verbo, a Sophia e a Maria já plenamente formados antes de nós, buscando revivificar-nos e encorajar-nos em nossa obra pessoal, que consiste em realizar essas coisas em nós — não mais por uma geração em ser externo, como ocorreu na Mensch Werdung, mas pela renascença íntima de nós mesmos, que deve tornar-nos semelhantes a todos esses seres pela santidade, pela pureza e pela luz (Cartas).