Por que Deus solicita assim o homem por tantos meios tão variados, tão repetidos, tão constantes e tão contínuos? É para que ele seja, em todos os aspectos, a imagem e a semelhança dessa eterna divindade; pois não basta, para essa semelhança, que o homem possa ler nas maravilhas da sabedoria; não basta que possa pintá-las e exprimi-las por suas obras; não basta que sua palavra possa repetir ao seu redor as obras dessa divindade suprema — é necessário que, como ela, possa exercer direitos semelhantes voluntariamente, e pelo privilégio sagrado de seu santo caráter, a fim de que, partilhando das potências de seu princípio eterno, partilhe também de sua glória, e seja assim a imagem real desse princípio, em vez de ser, como a natureza, apenas sua imagem figurativa (Novo Homem, p. 125).