Carregando...
 
Skip to main content

Perenialistas

Guénon e Sideshwarananda

PHILIPPE LAVASTINE. — Compreende por que o swami Sideshwarananda passou a odiar tanto Guénon depois de tê-lo admirado? Em 1939, ouvi-o dizer a um de meus amigos: “Vós, na França, tendes sorte, podeis ser iniciados nas doutrinas hindus porque tendes Guénon.” Depois, os anos se passaram. E, após a guerra, em Royaumont, em um discurso público, ele falou de Guénon dizendo: “Esse homem de quem não temos lições a aprender.” E, à mesa, ainda a propósito de Guénon, disse: “Esse homem que introduziu o tom de Gringoire na metafísica.” Isso mostra que ele já não suportava mais, assim como Louis Renou, que se lhe falasse de Guénon.

N. BAMMATE. — No caso de Renou, isso tem um alcance completamente diferente. O fato de que ele se revolte em nome de Guénon é normal, pois, em última instância, se Guénon existe, Renou não existe. A fúria de Renou, portanto, compreende-se. Mas o swami Sideshwarananda, que era a bondade absoluta, ter chegado a esse ponto... Tenho a impressão de que o que pôde levá-lo a esse estado foi precisamente essa rigidez intelectual de Guénon, que lhe deve ter parecido uma espécie de mecânica implacável.

J.-P. LAURANT. — Guénon havia declarado que o swami não era ortodoxo. Les Études traditionnelles também se queixaram, após a guerra, de terem perdido parte de seus leitores para o grupo do swami.