PHILIPPE LAVASTINE. — Eu desejaria saber um pouco mais sobre a passagem de Guénon ao Islam. Disseram-me que ele teria se tornado muçulmano porque, vivendo no Cairo, todos ali são muçulmanos. Ele não queria mais retornar à Europa, nem sequer ouvir falar dela. Contudo, não poderia, com sua doutrina, ser favorável à ideia de “conversões”. Sabe-se como Coomaraswamy falou do homem que se converte: chegou até mesmo a dizer que um missionário que converte alguém de um corpo de dogmas a outro realiza uma atividade satânica. Isso foi publicado por Guénon nas Études traditionnelles em 1938, se não me engano, em um artigo intitulado A tolerância em Ramakrishna. Assim, uma vez convertido ao Islam, diria ele que não se tratava de uma conversão, mas apenas de um movimento em direção ao esoterismo muçulmano?