CONSIDERAÇÕES ASTROLÓGICAS DA PSYCHANODIA
O gnosticismo é apenas uma das correntes religiosas da baixa antiguidade onde a psychanodia (ascensão extática ou escatológica da alma) representa a meta e a esperança mais profunda.
Vários pesquisadores se interessaram sobre a psychanodia atualmente, segundo novas perspectivas de análise das relações religião e ciência na baixa antiguidade.
Jacques Flamant, autor de imensa monografia sobre Macróbio, estuda a questão das ordens de planetas no universo, segundo a religião e a ciência da época.
Os antigos tocados pelo fenômeno da isodromia dos planetas inferiores (Mercúrio e Vênus), tentaram explicá-lo de várias maneiras. Guardam assim duas ordens de planetas no cosmo segundo o lugar de Mercúrio e Vênus acima (ordem egípcia) e abaixo (ordem caldaica) do Sol. A escatologia individual da baixa antiguidade se constrói segundo este esquema: "A alma para se encarnar aqui em baixo desce do céu através das esferas planetárias que atravessará em sentido inverso no seu retorno". Designando os sistemas "de três céus" e "de sete céus" a uma antiga origem iraniana e respectivamente babilônica, Flamant observa: "É com efeito na virada do século II/III que se multiplicam os testemunhos concernentes a:
- Sete estágios de planetas
- Astrologia científica combinando dogmas caldaicos, egípcios com a ciência grega
- Doutrinas religiosas concebendo o retorna da alma ao céu como uma ascensão através 7/8 esferas celestes.
- Erro dos soviéticos afirmando que o primeiro astronauta não viu Deus, pois ali só se poderia ver alguma alma iniciando sua ascensão para a Lua, primeiro estágio da ascensão ao céu.
A. Bausani, R. Beck, R.L. Gordon, M. Guarducci, S. Insler, voltam-se para os Mistérios de Mitra:
- Especulações astrológicas muito sofisticadas presidiam à construção e à iconografia das mitraea, ou lugares de culto mitraico.
- M.J. Vermaseren: Simbolismo mitraico devia ser acessível aos fiéis não letrados; hierarquia dos mistérios associava importância aos cálculos astrológicos.