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Nomes Concentrações

CRIAÇÃO DO MUNDO — CONCENTRAÇÕES CÓSMICAS

Antes de apresentarmos as concentrações cósmicas da cosmologia de G é importante ter em mente as seguintes questões: "o que significa dentro do ensinamento de G sua cosmologia?"; "trata-se de uma descrição do Universo físico?"; ou, pensando melhor, "trata-se da configuração imaginal do universo real (não-físico), da 'vida real onde SOMOS'?". Não vejo qualquer interesse em G de descrever o universo físico, embora afirme peremptoriamente que "tudo é matéria", ainda vale a questão se, como acreditamos, isto que ele denomina matéria não é o que denominamos matéria.

Denominação dos novos surgimentos, por querubins e serafins (RBN 39)

Segundo Robin Bloor, G adotou uma terminologia diferente em RBN das palavras que usou quando ensinando ideias cosmológicas a Ouspensky, reproduzidas nos FRAGMENTOS. Se considerarmos ainda o manuscrito de 1931 (v. versões do Belzebu), a dificuldade de conciliação de termos é ainda maior.

Nos FRAGMENTOS Ouspensky cita G dizendo:

É essencial saber que o completo ensinamento sobre os cosmos fala não de dois [Macrocosmo e Microcosmo], mas de sete cosmos incluídos uns dentro dos outros.


Sete cosmos, tomados juntos em suas relações mútuas, podem representar um quadro completo do universo. A ideia de dois cosmos análogos, único vestígio acidentalmente salvo de um grande ensinamento completo, é tão parcial que não pode dar nenhuma ideia da analogia entre o homem e o mundo.

O ensinamento sobre cosmos considera sete cosmos:

"O Protocosmo é o Absoluto no raio de criação ou mundo 1. O Ayocosmo é o mundo 3 ("Todos os Mundos" no raio de criação). O Macrocosmo é nosso mundo estelar ou Via Láctea (mundo 6 no raio de criação). O Deuterocosmo é o Sol, o sistema solar (mundo 12). O Mesocosmo é "Todos os Planetas" (mundo 24) ou a Terra, como representante do mundo planetário. O Tritocosmo é o homem. O Microcosmo é o "átomo".


No Manuscrito de 1931, de novo descrevendo o raio de criação, escreveu:

Nomes foram então dados a estes cosmos, e estes nomes existem mesmo até o dia presente.


Assim todo nosso Universo foi chamado «Megalocosmo» desde então: e este Megalocosmo consiste de sete cosmos, estes sete cosmos são chamados como segue:

  1. O Sol Absoluto ele mesmo: «Protocosmo»
  2. Todos o recém criados sóis juntos: «Macrocosmo»
  3. Cada recém-criado sol individualmente: «Defterocosmo»
  4. Os sóis de terceiro grau chamados: «Mesocosmo»
  5. As mais diminutas similaridades do Megalocosmo que eram formadas sobre os Mesocosmos eram chamadas «Microcosmos»
  6. Aquelas formas acumulando estes Microcosmos foram chamadas : «Tritocosmos»


Por sinal, deves saber que os Mesocosmos são justo aqueles pontos do Universo, que agora chamamos planetas, e Tritocosmos são justo aquelas formas, agora chamadas entes, que habitam os planetas.

Nomes foram dados então também às emanações e radiações dos sóis de todos os três graus. As Emanações do Sol-Absoluto foram chamadas, «Ayalogos»; a emanação dos recém-criados sóis, «Okidonos»; e as radiações dos planetas foram chamadas «Dinamodonis». (RBN 39)


Robin Bloor propõe a seguinte tabela:

TERMOFRAGMENTOSRBN 1931RBN 1950
AbsolutoProtocosmoMegalocosmoMegalocosmo
Sol-AbsolutoAyocosmoProtocosmoProtocosmo
GaláxiasMacrocosmoMacrocosmo
SóisDeuterocosmoDefterocosmoDefterocosmo
PlanetasMesocosmoMesocosmoTritocosmo
EntesTritocosmoTritocosmoTetartocosmo
Células (ou Átomos)MicrocosmoMicrocosmoMicrocosmo


Para Bloor, G eventualmente decidiu usar o termo Protocosmo (i.é primeiro cosmo) para o Sol-Absoluto, preferiu o termo Megalocosmo para todos os cosmos tomados juntos, que podemos pensar como o Absoluto (conceitualmente isto é Adam Kadmon, cujo corpo é o Universo, ao invés de NOSSA INFINITUDE). G também mudou de terminologia no tocante ao termo Mesocosmos (cosmo do meio), decidindo eventualmente abandoná-lo e referir aos planetas como Tritocosmos (terceiro cosmos) e entes (agregações de Microcosmos) como Tetartocosmos (quarto cosmos).