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id da página: 4642 Miriam – Magnificat

Miriam

PERSONAGENS NO NTMARIA — MIRIAM


CITAÇÕES: Genealogia de Jesus; Mt 1:18-21; Mt 2:9-12; Mt 13:53-58; Mc 6:1-6; Lc 1:26-56; Lc 2:1-35; Jo 19:25-27



Roberto Pla: Evangelho de Tomé - Logion 54
A interpretação da noção de pobre e humilde também pode ser entendida através do Magnificat entoado por Maria. Os pobres e os humildes, famintos (de justiça) são acolhidos segundo a promessa, e o espírito (o espírito do homem completo, o pobre, o morador do telhado da mesma casa), "se alegra em Deus". A mansidão da alma (vide Bem-aventurados os mansos), necessária para receber ao filho celestial e ser assim possuidora da terra "em herança", é confirmada pelo texto de Lucas:

  • "E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador; Porque atentou na baixeza de sua serva" (Lc 1, 47-48; acima).


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SCHUON, Frithjof. Forme et substance dans les religions. Paris: Dervy-Livres, 1975

  • A definição do termo «doutrina virginal» como o ensino da Santíssima Virgem Maria, conforme manifestado não apenas no Magnificat, mas também em diversas passagens do Alcorão.

    • A consideração de Maria não apenas em seu aspecto cristão, mas também como Profetisa para toda a descendência abraâmica.
  • A exposição dos ensinamentos contidos no Magnificat (Lc. I, 46-55) e sua extensão universal.

    • A santa alegria em Deus e a humildade como condição para a Graça.
    • A santidade do Nome divino e a relação entre a Misericórdia infinita e o temor a Deus.
    • A justiça imanente e universal e o auxílio misericordioso concedido a Israel.
    • A extensão do conceito de Israel para incluir a Igreja, como renovação supra-racial do Povo Eleito, e a Comunidade Islâmica, por pertencerem à linhagem abraâmica.
    • A referência à promessa feita a Abraão e sua posteridade, incluindo todos os semitas monoteístas, racial e espiritualmente.
  • A doutrina capital da relação entre o temor e a Misericórdia, conforme enunciada no Magnificat.

    • A rejeição da ilusão de uma religiosidade superficial que confunde a Bondade divina com fraquezas humanistas, psicológicas ou democráticas.
    • O paralelo com doutrinas tradicionais como o Amidismo, onde o ponto de partida é a convicção do merecimento do inferno e a salvação somente pela Bondade celeste.
    • A natureza da via espiritual como conformidade moral, intelectual e ritual às exigências de uma Misericórdia salvadora.
    • A impregnação do cântico mariano por elementos de Misericórdia e de Ira, referindo-se tanto ao amor quanto ao temor.
    • A combinação na Virgem de uma doçura que acompanha uma pureza implacável e um poder que evoca os cânticos de triunfo das profetisas Miriã e Débora.
  • A referência das severidades e consolações no Magnificat ao princípio cósmico do equilíbrio.

    • A oposição da Virgem, personificação do Equilíbrio e da Substância cósmica virginal e maternal, aos desequilíbrios do orgulho, da injustiça e do apego às riquezas.
    • A especificação desses desequilíbrios como o amor de si, o desprezo do próximo e o desejo insaciável de possuir.
  • A doutrina da alegria espiritual no cântico da Virgem e sua relação com a humildade.

    • A alegria como consequência da resposta divina à humildade, ou à consciência do nada ontológico humano perante o Absoluto.
    • A analogia de Mestre Eckhart da mão abaixada e aberta para ser preenchida.
    • A caracterização da mensagem virginal no Alcorão como uma mensagem de generosidade divina.
  • A exploração do ensino mariano no Alcorão, com ênfase na Misericórdia, na Justiça imanente e nas alternâncias cósmicas.

    • A passagem que descreve a acolhida e o crescimento de Maria, confiada a Zacarias, e o milagre do alimento divino.
    • A resposta de Maria, «Isso vem de Deus: em verdade Deus dá, sem conta, seu sustento a quem Ele quer», como símbolo do mensagem mariana.
    • A recorrência desta sentença-chave em outros contextos, ligando-a às ideias de temor, alternâncias cósmicas e a relação compensatória entre o aquém e o além.
  • A análise de passagens correlatas que reforçam os temas da generosidade divina e das alternâncias cósmicas.

    • A passagem da Sura da Vaca (2:212) sobre a atratividade ilusória deste mundo para os incrédulos e a recompensa final dos que temem a Deus.
    • A passagem da Sura da Família de Imran (3:26-27) sobre a soberania de Deus em conceder e retirar a realeza, elevar e abaixar.
    • A passagem da Sura do Crente (40:39-40) sobre a natureza efêmera desta vida e a estabilidade da vida futura, com a recompensa no Paraíso.
  • A interpretação do versículo da Luz (Sura da Luz, 24:35-38) e seu significado mariano e esotérico.

    • O simbolismo da luz, do nicho, do cristal, da estrela, da árvore bendita e do azeite como referências à pureza, à maternidade espiritual e à fecundidade luminosa da Virgem.
    • A doutrina do Si mesmo e suas refrações na manifestação cósmica, com a qual a Virgem se relaciona como personificação dos aspectos receptivos da Intelecção universal.
    • A encarnação, por parte de Maria, da essência inefável da sabedoria e da realidade supraformal e primordial do Espírito.
  • A associação da Virgem com o milagre da palmeira (Sura de Maria, 19:25) e sua significação espiritual.

    • O contraste entre o milagre do nicho (graça pura, contemplação) e o milagre da palmeira (fé atuante, ação).
    • A transposição para os planos espirituais da oração contemplativa e da oração ativa, da invocação de contentamento e da invocação de angústia.
  • A síntese do mistério virginal na passagem da Sura da Proibição (66:12).

    • A virgindade conservada como símbolo da abertura do coração ao Espírito divino.
    • O insuflar do Espírito, denotando intimidade e sutileza do dom, sem comprometer a transcendência do Espírito.
    • A crença nas Palavras e nos Livros do Senhor, significando a aceitação sincera e total das verdades intelectivas e reveladas.
    • A submissão constante a Deus e a absorção na oração, personificadas por Maria nas preces.
  • A religião do Amor, conforme exposta por Mohyiddin Ibn Arabi, e sua presidência simbólica por Maria.

    • A identificação de Maria com a Shakti suprema ou com a celeste Prajnaparamita das tradições asiáticas.
  • A demonstração das prefigurações bíblicas das ideias contidas no Magnificat.

    • A citação de passagens dos Salmos, dos Profetas e de outros livros que ecoam os temas de alegria em Deus, humildade, justiça, misericórdia, temor e o auxílio a Israel.
    • A citação do Cântico de Ana (1 Samuel 2:1-10) como um resumo de toda a doutrina do Magnificat.