Approches de l’Inde - Tradition et incidences. dir. Jacques Masui, Cahiers du Sud, 1949 (ensaio original)
Existe em sânscrito numerosos tratados, escritos ao longo dos tempos pelos rishis e os maiores Mestres para explicar e determinar o que é a Shakti, mas nem tudo o que se sabe se resume a isso. Existe também toda uma literatura oral, transmitida de pai para filho ou de guru para discípulo, e que tem igual importância. Conhece-se, por exemplo, certo comentário do Chandî, conservado por uma família de rajas, que jamais foi escrito, mesmo em folhas de palmeira, mas que é recitado a cada dia na íntegra há gerações. A Shakti é toda uma ciência. Esta palavra “Shakti” é traduzida em português de diferentes maneiras. É ora a Energia divina ou cósmica, a Força ativa e consciente de Deus, o jogo do Divino (lila), o Poder divino. É dito também que ela é quase sinônima de Prakriti [Shrî Aurobindo], a natureza primordial, “aquilo que torna possível o que é impossível” [Shankaracharya], e que ela é aquilo que está para além de Maya, sendo ao mesmo tempo Maya. O Shvetashvatara Upanishad diz: Sabe que Maya é Prakriti, a Natureza, e que o Grande Deus governa Maya.
Procurar-se-á anotar, o mais simplesmente possível, algumas das noções referentes diretamente à Shakti de que se tomou consciência pouco a pouco, nas Índias, de uma maneira prática e real. Este método empírico está certamente fora de qualquer exposição lógica crítica do tema. Mas permite-se esboçar os pontos que têm sua importância para penetrar no coração do hinduísmo.
A Shakti pode ser um fim em si, assim como é também um meio. É ao mesmo tempo, e em ambos os casos, esta Força indeterminada de toda-potência de que cada um tem mais ou menos consciência — nas Índias — sem querer sempre reconhecê-lo por receio de ser acusado de superstição. Admite-se que todos os aspectos da Shakti, quaisquer que sejam, são complementares uns dos outros; cada um deles chegou ao bom momento para ajudar a dar um passo em frente. Não se tem de se preocupar — sem qualquer apego por nenhum deles — senão em viver num ritmo onde se sinta a harmonia profunda desta Força eterna operar em torno e dentro de si.
A Shakti não é definível pelas palavras “concreta” ou “abstrata”. É tudo e nada ao mesmo tempo, plenitude e vazio, e ao mesmo tempo o que está por trás destas oposições. Para falar Dela, não há praticamente outro método possível senão recorrer à experiência pessoal — que aliás não é mais subjetiva do que a opinião que cada um faz da Verdade. Entre aquele que fala e aquele que escuta, a própria vibração em que vive a ideia é Shakti em toda-potência, que passa do vaso continente ao vaso receptor — e estes dois vasos são também Shakti em toda-potência. Será que a Shakti é uma sensação? Perguntou-se frequentemente. É assim que ela aparece antes de se deixar aproximar na plenitude de sua Força. Ela só é perceptível em relação ao plano de consciência mais ou menos apurado daquele que a busca e está pronto a recebê-la no segredo do seu ser. Sentida e assimilada, ela perde imediatamente todas as qualidades que lhe são reconhecidas no plano mental. Daí a dificuldade de se falar Dela. É um pouco como ter vontade de leite e fazer mil descrições do seu aspecto visual a um cego que se deleita com leite sem o ver!
Na evolução espiritual, a Shakti é a “causa” e o “efeito” e ao mesmo tempo o seu suporte, noção a que se chama “tempo” porque a lógica necessita deste elemento para a segurança do raciocínio. É dos três o elemento menos necessário e é algo artificial, pois essencialmente mental. Quando a Shakti é satisfeita e misericordiosa, diz o Chandî (Devi Mahatmya), ela é a causa que liberta da ronda de nascimentos e mortes; quando não concede suas graças, ela é a causa de todas as sujeições.
Nas Índias, a Shakti não é uma abstração. Ela faz parte da vida diária. Não há um pensamento, um gesto, uma ação que não a contenha, enquanto na Europa, esta noção é inexistente, e daí provém o divórcio entre o homem e a criação. Se tivesse sido instruído sobre isto, nem que fosse intelectualmente, o fato seguinte teria talvez aberto os olhos. Num certo período, sofreu-se de uma severa anemia para se sair da qual o médico assistente, após ter inutilmente tentado vários medicamentos, decidiu por um remédio que tinha a função de “fixar os elementos vitais entre si”. Shakti é exatamente esta potência. É o que liga o dançarino à música. É o que estabelece um elo entre todas as coisas, mantendo-as numa interdependência e numa relação fixadas por um plano que ultrapassa — os astros em torno do seu luminar, no seu lugar e na sua função como os grãos de areia nas praias. É a Presença real, invisível e constante que sustenta o mundo, ligando a forma e o nome e a substância. É na sua modulação que nasce a vida. Deus cria sem parar e deleita-se com sua criação numa harmonia conhecida só por Ele. Shakti é o seu poder e a sua essência.
Ela representa também o elemento feminino, a Mãe Divina, cujo nome vem aos lábios com toda a naturalidade no desespero. Todo o Hindu fala com a sua “Mãe Divina” com uma surpreendente e desarmante familiaridade. Toda a mulher, mesmo uma menina, é chamada “Mãe” porque, diz o Chandî: Todas as mulheres sois Tu, inteiramente.
Mas Shakti é antes de tudo o que existe mesmo antes da vida. É o que Brahman ainda não é, a Energia-Vazio no silêncio vivo onde nascerá o turbilhão — este turbilhão de onde sairá a vibração do Som sagrado, o Omkara, Deus ativo, Criador todo-poderoso e eterno... O som sagrado é o guardião da porta do silêncio, a primeira manifestação. Aqui se pensa no Evangelho de João: “No Princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus” [Evangelho segundo são João, I, 1].
Deus, a natureza, os homens, os animais, as plantas, os minerais, ou melhor ainda todos os elementos sutis e todos os elementos grosseiros procedem de Shakti, existem por ela e a contêm na totalidade em cada parcela. O movimento é Shakti, e é tão verdadeiro que sem ela, mesmo Brahma e Vishnu e Shiva estão sem expressão [Shankaracharya, Saundarya Lahari (As Ondas de Beleza)]: Sem a divina Shakti, Shiva seria apenas um corpo inerte (shava); sem kanda, o instrumento do conhecimento, toda a simbologia de Ma Kali desapareceria. Ma Kali só existe em relação a Shiva, manifestação dual no mundo sensível.
Se a Índia pudesse explicar ao Ocidente desejoso de compreender a natureza de Shakti nos seus elementos sutis e grosseiros, e esta Força que os liga, ter-se-ia a explicação deste facto rejeitado por muitos de que espírito e matéria são um, enquanto a Índia não só o afirma, mas o vive. Isto tem como resultado um contacto íntimo entre o homem e Deus que fez Shrî Ramakrishna dizer: “Sim, posso fazer-te tocar Deus como te toco...” ou que permite a Shrî Aurobindo ordenar uma “vida divina” na sociedade com homens e mulheres preparados para este objetivo.
A dificuldade prática é que a essência da Shakti é terrificante e ultrapassa o entendimento humano. Os Ocidentais descobriram a força atômica e a desencadearam com maus propósitos sem se darem conta de que Shakti é precisamente em potência, isto é, em bem e em mal, esta Força ativa em estado livre. Captá-la, empregá-la, é fazer magia negra em grande escala, e arriscar o que acontece quando se desencadeiam forças cujo neutralizante se desconhece. Querer utilizar estas forças no plano físico, é atribuir a si o papel de Deus e satisfazer egoísmos desenfreados, positivos ou negativos. Estas forças estão constantemente agindo por si mesmas nos planos sutis e não físicos, e os Hindus as conhecem tão bem quanto os Ocidentais conhecem as suas ciências de laboratório! Mas os Hindus quase não as usam porque mediram todos os seus efeitos. Na vida diária, cada discípulo que vive na sombra de um grande guru sabe que este tem esta Força de Shakti à sua disposição e pode empregá-la a seu bel-prazer. É o milagre de que os homens terão sempre necessidade para crer, e que lhes é dado cada vez que é necessário. Mas quem pode, salvo um grande Mestre, determinar a necessidade do milagre que não é senão um “vazio” criado onde a Shakti em toda-potência vem jogar? Conta-se que um siddha que meditava sentado numa praia foi subitamente perturbado por uma violenta tempestade que passava ao largo. “Que o vento caia”, ordenou. Sua ordem foi imediatamente obedecida. Mas uma barca pesadamente carregada que navegava com todas as velas abertas virou quando o vento cessou bruscamente e todos os passageiros se afogaram [Ensinamento de Ramakrishna].
O som vivo do Omkara que contém o silêncio de Shakti desempenha o papel de fixador de Shakti cada vez que ela é invocada a manifestar-se. É uma sílaba sonora chamada bija-mantra cuja única articulação estabelece o contacto com a vibração divina. O mais conhecido destes sons sagrados é “Aum”. Ele contém um princípio de força centrípeta e de força centrífuga que faz dizer: “Se o som morre, a terra morrerá.” Este som sagrado é tão importante que numerosas regras tornadas literalmente tabu fixaram o seu emprego, a sua pronúncia, a sua entonação. É pela potência do bija-mantra que os elementos primordiais se agruparam na época em que a linguagem se formou: terra, água, luz, ar e éter. Quando se diz “Árvore” há uma forma que expressa um som que se liga a um mantra criador como a pulsação nas veias é a vibração de Shakti.
Sem uma iniciação rigorosa e todas as condições requeridas de purificação em todos os planos, o bija-mantra jamais é divulgado ao buscador. Poucos são aqueles que passam pela porta estreita, mas numerosos são os sadhaks no caminho que têm a sua vida inteiramente preenchida — às vezes por várias vidas humanas sucessivas — pela única visão fugitiva de Shakti, o seu conhecimento intelectual, a sua evocação. Dois poderes são necessários para este sadhak: “uma aspiração constante e infalível que chama de baixo e uma Graça suprema que responde do alto” [Shrî Aurobindo, A Mãe, p. 1]. Shrî Aurobindo acrescenta ainda: “A doação de si deve ser total e estender-se a todas as partes do ser.” É somente nestas condições que a Shakti pode manifestar-se.
A Shakti é o mistério dos mistérios. É assim que se deve pensar Nela. Ela é o Centro único, o “vazio” de todas as religiões. Todos os avatars, encarnações, profetas, iniciados, libertos-vivos beberam desta fonte e bebem constantemente. Eles conheceram ou conhecem a identificação, a unicidade e fazem partilhar — quando regressam — o que podem expressar da sua felicidade. O seu relato, o seu ensinamento mal variam, embora os seus discípulos, após terem analisado estas “sensações”, lhes deem explicações mentais que se tornam dogmas.
Mas o que a Índia traz de particular entre todos os países do mundo, é que no hinduísmo, a Shakti não está exclusivamente confinada nos templos ou locais sagrados no mesmo ponto que nas outras religiões. Assim como o Ganges transborda do seu leito e vai dos Himalayas ao mar, a Shakti transborda do esoterismo dos templos e dos ashrams até se deixar captar nos olhos dos mendigos loucos de Deus que se encontram por toda a parte. Este transbordamento de força espiritual, na liberdade tropical e luxuriante, dá talvez um valor profundo às leis de castas, complicadas e cheias de restrições, que regem a sociedade hindu ortodoxa da Índia, isto é, 95% de toda a população. Elas têm na sua base muito mais a necessidade de criar uma linha de demarcação que proteja a Shakti do que considerações de ordem econômica — em que se pensou muito mais tarde.
A fixação da Divina Shakti no princípio de unicidade “espírito-matéria” é realmente o centro da puja ou ciência de prana-pratishta que significa trazer a vida para a imagem. O movimento de Shakti imobiliza-se, torna-se uma ponte entre o bija-mantra e kilaka, a pedra angular da imagem. Quando todas as condições requeridas são preenchidas, produz-se, pela vida transmitida, uma transformação de substância tão total e absoluta quanto no mistério da eucaristia. Terminada a adoração, com as suas oferendas e o seu sacrifício, o mantra fixador desliga o que foi ligado e liberta novamente a livre Shakti da imagem de madeira ou de pedra, da taça de água, do fogo que foi momentaneamente o seu receptáculo. Durante a puja, a imagem é em cada uma das suas parcelas a Presença divina real. É por isso que o oficiante, depois de ter estabelecido com um fio vermelho o limite do campo da Shakti, diz: “Até que a puja esteja terminada, concede a graça de se permanecer nesta forma...” Se a Shakti não fosse libertada no fim da puja, seria como de uma hóstia consagrada num cibório, a substância divina permaneceria viva. Conhece-se casos disso. A Índia tem também certos templos onde a imagem se tornou uma fixação permanente de Shakti. Disto decorre um ritual constante como se uma puja sem fim fosse celebrada.
Assim como entre os cristãos alguns creem e outros não creem na Presença real de Cristo na Hóstia, os Hindus estão divididos. Há aqueles que veem em Shakti a unicidade espírito-matéria (e são legião), e aqueles que creem que espírito e matéria são como água e azeite bem misturados, mas sem nunca perderem a sua natureza própria. Entre as duas concepções, um e outro grupos deram o segredo do ponto de contacto entre eles. Ele está naquilo “que já não tem limite” na densidade movediça e viva destas duas proposições: Shakti ou espírito é sukshma, isto é, ténue e subtil, e Shiva ou matéria é sthula, isto é, espessa e pesada. Tudo é jogo de densidades que se encontram. A matéria pode ser tão ténue que se torna subtil e o espírito pode ser tão pesado que se torna espesso. Tal é em Shakti o movimento que o homem não pode captar e muito menos discutir.
Acusar o Hindu de panteísmo, porque se o vê oferecer à divina Shakti um calhau preto, uma taça de água, o fogo, uma flor e mil outras coisas mais como receptáculo, para não mencionar as imagens de pedras ou de madeira, é perfeitamente infantil, ilógico e falso. Todas estas formas variadas não têm mais valor que o pão sem fermento empregado pelo cristão. O receptáculo conta por muito pouco — só a vida da Presença real, Shakti, tem um significado.
Após a celebração de uma puja onde Shakti residiu, o Hindu atira a imagem empregada no Ganges, justamente para quebrar em si todo o apego que poderia ter nascido. Ele permanece aberto a outras manifestações de Shakti, tal como está sempre ávido de partir em busca dos libertos-vivos que podem ajudar. Receber o darshan de um jivan-mukta equivale a provar a felicidade do santo e espontaneamente faz nascer o desejo de viver aos seus pés, de absorver algo da Shakti captada... É assim que sem o querer, o discípulo se torna por um longo período semelhante ao visco de uma árvore — vive na graça do seu mestre, carregado por ela. O seu esforço para ali frequentemente, ou então torna-se um instrumento precioso, e emprega esta Shakti nas obras úteis para o mundo. Outros discípulos, após terem bebido na taça de Shakti, ficam intoxicados para sempre. Porque provaram o divino néctar, como loucos à procura de uma agulha num monte de feno, eles só têm um desejo de solidão e partem para “a vida na floresta”. A Natureza é uma poderosa ajuda para entrar no jogo da divina Shakti. As dualidades “bem” e “mal” se harmonizam nela mais depressa do que no mundo por causa do seu caráter impessoal. O seu silêncio faz calar o mental que se obstina em explicar a Shakti em vez de a “sentir”. Pode-se dizer nessa altura que a Shakti arrebata estes buscadores na sua Força. Eles sobem com ela a corrente em direção ao seu próprio deleite. A estranha viagem! A Shakti manifesta-se então igual em potência nos olhos de um carneiro [Ensinamento de Ramakrishna] ou nos olhos de um santo, no perfume de uma flor, no azul do céu, no canto do Omkara. As formas se apagam porque se tornam transparentes como o cristal, o exterior e o interior já não são separados senão por luz.
Uma só coisa conta, a partir desse momento — “Isso” no sopro e no sangue. Uma puja torna-se refrescante como uma taça de leite à beira do caminho, uma torrente fresca, o sorriso de uma criança. Tudo é uma ajuda, nada mais, tudo é temporário, fugitivo, ausente no tempo. Uma só coisa resta — a relação de causa e efeito em Shakti.
A meditação é verdadeiramente um repouso em Shakti. É um estado semelhante ao do coração que cessaria de bater para sentir o deleite da vida renascer. Meditar em Shakti é o abandono de todas as formas, de todo o dogma, de todo o guru. Mas este conhecimento só se instala lentamente após um período muito longo de submissão onde justamente o guru, o dogma, a forma são indispensáveis. É preciso estar primeiramente solidamente ancorado na devoção ao Ishta para se fazer o menor progresso. O esforço a tentar é ilustrado pela história seguinte: Um mestre fazia o seu discípulo meditar sobre um búfalo, no quarto ao lado dele. Após seis meses de trabalho, o guru chamou o seu discípulo que se levantou precipitadamente para lhe responder. Seis meses mais tarde, o discípulo fez ainda o mesmo e o mestre o reenviou à sua meditação, mas um ano mais tarde, quando o mestre chamou, o discípulo começou a chorar: “Oh! meu mestre, bem gostaria de vir, mas a porta é demasiado estreita, os meus chifres jamais passarão!”
É a partir do momento em que a concentração na forma é assim perfeita que a liquefação desta pode começar. A mesma Shakti está operando nos dois sentidos. O caminho da meditação em Shakti é estreito como “o fio da navalha”, pois Shakti trabalha a desligar espírito e matéria como os havia primeiramente ligado para se deixar adorar, para servir, para criar. É preciso estar solidamente preparado e apoiado para se enfrentar este estágio onde o menor obstáculo do discípulo à vibração divina traria um profundo transtorno. É preciso avançar nesta via com uma humildade total e não se jogar com a Força divina antes que esta se manifeste por si mesma. Conta-se que um sadhak, após longas austeridades, quis viver carregado por ela. O mestre a quem se dirigiu disse-lhe: “Se te julgas pronto, entra nesta caverna. Medita sem parar, com os olhos fechados. Recusa toda a visão diferente da do teu Ishta. Uma só vez por dia, sai da tua rocha. Perto da abertura corre uma fonte ao lado de uma árvore de frutos. Bebe um só gole de água, colhe um só fruto e regressa à tua meditação.” O sadhak seguiu estas ordens estritamente. Mas ao nono dia, depois de ter comido o fruto, foi subitamente tentado a colher um segundo. Quando mordeu este fruto, a terra tremeu. A caverna desapareceu, e a árvore e a fonte, e se encontrou atirado ao chão, morrendo de uma fome que jamais havia sentido!
Tal é a lição de Shakti quando, a razão obscurecendo a intuição, a visão do buscador é momentaneamente perturbada. Mas o ponto de graça existe. Ele está no próprio facto de Shakti ligar todas as coisas entre si. Este elo imutável entre a criatura e o seu Criador é a própria graça de Shakti.
Calcutá, Março de 1949.