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id da página: 6880 Livro do Raio de Luz

Livro do Raio de Luz

luz

Livro do Raio de Luz

  • Apresentação do "Livro do Raio de Luz" (Partaw-Nameh)
    • Afinidade do tratado com o "Livro dos Templos da Luz" e com o grande "Livro da Teosofia Oriental"
    • A noção de luz como fundamento do pensamento e da obra de Sohravardi
    • A revelação do projeto intelectual de Sohravardi ao reconduzir a noção de luz à sua origem: a Luz da Glória (Xvarnah ou Khorrah)
    • O conceito de Xvarnah como elemento central do Avesta e da religião zoroastriana do antigo Irã
  • A presença e a centralidade do Xvarnah na obra de Sohravardi
    • Constatação da importância do conceito nos tratados anteriores
    • A noção como justificativa do título e como ápice da doutrina filosófica e espiritual no "Livro do Raio de Luz"
    • A menção a Platão como característica definidora da teosofia do Ishraq
    • A referência dos discípulos de Sohravardi, os Ishraqiyun, a este tratado, conforme atestado por Davani em seu comentário
  • Estrutura e sumário dos capítulos do "Livro do Raio de Luz"
    • Divisão da obra em dez capítulos
    • Destaque para a importância primordial dos dois últimos capítulos, parcialmente traduzidos
    • A progressão temática que prepara os capítulos finais, seguindo uma estrutura experiencial espiritual coerente
    • Sumário dos temas dos oito primeiros capítulos:
      • Capitulo I: Explicação de termos técnicos
      • Capítulo II: Tratamento da Esfera das Esferas como esfera-limite que define as orientações do espaço sensível
      • Capítulo III: Investigação sobre a alma
      • Capítulo IV: Tratamento das faculdades da alma
      • Capítulo V: Tratamento da essência e dos atributos do Ser Necessário
      • Capítulo VI: Expansão da questão para a ação do Ser Necessário
      • Capítulo VII: Exposição abrangente da cosmologia, revisitando a doutrina da processão das Inteligências hierárquicas
      • Capítulo VIII: Exposição das causas dos eventos, do Bem e do Mal, do Destino e da Destinação, e do esquema dos mundos (tríádico, quaternário ou quinário)
  • Análise do Capítulo IX: Tonalidade platônica e a ascensão espiritual
    • Afirmação da incorruptibilidade e da imortalidade dos seres imateriais, explicitamente vinculada a Platão
    • Predominância de compostos terminológicos com a palavra "luz"
    • A vocação do homem espiritual para atingir o patamar das Inteligências mediante a transformação em um ser de pura luz
    • O conceito de angelomorfose como exaltação ao grau dos Anjos aproximados do Princípio
    • As relações entre os seres de luz expressas por meio de uma teoria dos espelhos ou catóptrica mística
    • Conclusão do capítulo com considerações sobre o amor de caráter eminentemente platônico
  • Análise do Capítulo X: Profetologia, fenomenologia visionária e a Luz da Glória
    • Agregação dos temas que concluem a exposição da doutrina ishraqui: profecia, taumaturgias, carismas e sonhos
    • Exposição concisa do papel do sensorium nas percepções visionárias
    • Finalização com a retomada do conceito de Xvarnah, a Luz da Glória
    • A declaração de Shaykh al-Ishraq sobre a necessidade de um profeta-legislador em cada época e povo
    • A concordância dessa afirmação com os enunciados dos filósofos e dos hadiths xiitas
    • A possibilidade de os profetas necessitarem de um iniciador, como Moisés e Khezr (Khadir), ou de possuírem conhecimento direto, como Idris (Enoque/Hermes), Abraão e o profeta do Islã
  • A relação entre profetologia e a walayat no pensamento de Sohravardi
    • Reflexão sobre os problemas em torno da relação entre a nubuwah (vocação profética) e a walayat (predileção divina que elege os Amigos, os Awliya)
    • A preeminência da ideia de walayat como pressuposto da missão profética
    • A substituição do conceito de walayat pelo dos Mokaqqiqan, os pesquisadores que realizaram as verdades em si mesmos (haqq al-yaqin)
    • A persistência de um "teologúmeno" de origem xiita, que se expande e se dissimula, mas permanece essencial
    • O testemunho de Sohravardi, através de seu martírio, sobre a existência de uma linhagem espiritual não encerrada após o "Selo dos profetas"
  • Fenomenologia da consciência visionária e a função do sensorium
    • Transição da profetologia para uma fenomenologia da consciência visionária, subsequente a uma fenomenologia da consciência angélica
    • A precisão no exame da função do sensorium na experiência visionária como um reforço aos tratados anteriores
    • O mecanismo de projeção das formas da Imaginação intelectiva no sensorium, análogo à projeção das formas da percepção sensível
    • A percepção visionária como resultado desse processo e sua "objetividade" sui generis e preeminente
    • A incapacidade do comum dos homens e dos filósofos exotéricos de reconhecer objetividade e certeza além das percepções sensíveis
  • Obstáculos à projeção das imagens intelectivas e simbólicas
    • Identificação de dois excessos contrários como obstáculos à projeção no sensorium:
      • Excesso de ocupação com as percepções sensíveis
      • Excesso de cogitações teóricas
    • O primeiro excesso levando a Imaginação ativa a sucumbir ao imaginário
    • O segundo excesso resultando em uma visão meramente mental e teórica, sem se tornar um evento da alma
    • A natureza impositiva e evidente do evento visionário na consciência, comparável à impressão profunda de uma visão onírica
    • A função dessas análises como prolégomenos para a compreensão dos eventos narrados nos "Relatos místicos"
  • A conexão ishraqui entre a fenomenologia do sensorium e o Xvarnah
    • A transição para o conceito de Xvarnah como característica típica do pensamento ishraqui
    • A compreensão das formas imateriais suprassensíveis como Formas de Luz
    • A consideração da Luz da Glória (Xvarnah) como fonte dessas formas, cuja imagem domina a teosofia mística do Avesta
    • A visão do Xvarnah pelos soberanos extáticos da Pérsia antiga e a reativação de seu sentido por Sohravardi em sua doutrina
  • A presença habitacional das Luzes e a síntese espiritual de Sohravardi
    • A aparição dessas Luzes não como formas cognitivas, mas como presença permanente na alma do meditante, designada pelo termo "habitus"
    • A conjugação das noções de Xvarnah e de Sakina possibilitada por esse estado de presença
    • A tipificação de uma espiritualidade que conjunta tradições proféticas diversas:
      • A tradição do profetismo semita
      • A tradição do profetismo iraniano
      • A tradição dos "profetas gregos"
    • A visão de uma espiritualidade comum à elite das "comunidades do Livre", denominada por Sohravardi como a "comunidade da Sakina"