FINAMORE, John F. Iamblichus and the theory of the vehicle of the soul. Chico, Calif: Scholars press, 1985
Jâmblico e Porfírio, sobre a composição, geração e destino do veículo
- A concepção de Jâmblico sobre o veículo da alma em oposição à de Porfírio
- Os três pontos de desacordo entre Jâmblico e Porfírio sobre o veículo anímico
- A composição do veículo
- A geração do veículo
- O destino final do veículo
- A rejeição por parte de Jâmblico da composição do veículo a partir de misturas (phyramata) celestes, tal como defendido por Porfírio
- A ligação intrínseca entre a composição e a geração do veículo
- A declaração de Jâmblico, em In Tim. Fr. 81, de que o veículo não derivava simplesmente a sua existência dos corpos celestes
- A consequência rejeitada de que o veículo seria, por natureza, cambiante (metableton . . . kata ten heautou physin)
- A origem do veículo, segundo Jâmblico, sendo "dos próprios deuses, que organizam o Cosmos e realizam todos os seus atos eternamente"
- O acréscimo, em In Tim. Fr. 84, de que a geração do veículo ocorre sem perda de substância para os deuses celestes e sem ter sido recolhido deles (oute elattoumenon ton theion somaton oute sympheporememos touton hyphistamenon)
- A interpretação de Proclo sobre o pensamento de Jâmblico, atribuindo ao Demiurgo a produção do veículo
- A conclusão de que o veículo é, portanto, "de algum modo autoconstituído e não criado por subtração (aphairesis) de outros, para que não requeira dissolução (analysis) de volta aos outros"
- A declaração de Jâmblico, em In Tim. Fr. 81, de que o veículo não derivava simplesmente a sua existência dos corpos celestes
- A questão sobre a rejeição por Jâmblico da doutrina dos vestígios (periblemata) acumulados durante a descida da alma
- O reconhecimento, por parte de Jâmblico, do termo "periblemata" em De Anima I, p. 385, 6-7, sem, no entanto, adotar explicitamente a doutrina
- A descrição, em De Mysteriis II 5, p. 4-14, de que as almas se associam a demônios pericosmianos, a heróis com constituições genesiourgéticas de pneumata, e se enchem de excessiva contaminação e de pneumata estranhos
- A afirmação, em De Mysteriis II 7, p. 84, 14-18, de que as almas não purificadas estão carregadas de acumulações (systaseis) de pneumata hílicos, retidas por desordens irregulares da matéria e vistas com demônios genesiourgos
- A negação implícita, em De Mysteriis V 4, pp. 201, 12-205, 14, de que estes pneumata provenham dos deuses celestes
- A interação entre os deuses celestes e o veículo, conforme a visão de Jâmblico
- A qualificação, em In Tim. Fr. 84, de que a origem do veículo não era "simplesmente" (ou haplos) dos deuses celestes
- A explicação de que os veículos procederam e foram conformados (morphoumenon) por "vidas divinas" (zoai theiai)
- A interpretação de Dillon de que estas são os "princípios gerativos não racionais... dos deuses encósmicos"
- A menção destas "zoai" no comentário de Simplício às Categorias de Aristóteles
- A distinção feita por Jâmblico entre o que a alma tem de si mesma e o que recebe do exterior
- A aquisição pela alma de certas vidas (epiktetai tines zoai), umas de natureza similar (homophyeis) à alma e outras inferiores às suas medidas apropriadas
- A projeção (proballei) de vidas pela alma à sua volta e a aceitação (paradechetai) de outras do próprio corpo físico
- O processo de descida da alma através do cosmos, no qual aceita vidas, poderes (dynameis) e corpos (somata) apropriados a cada parte do universo
- O ato de a alma pôr de lado (apotithetai) estas aquisições ao mudar para outra sorte (kleros)
- A conclusão de que "todos estes são adquiridos para a alma e que a alma os tem como diferentes da sua própria essência"
- A teoria de Jâmblico sobre os envoltórios (vestimenta) recolhidos durante a descida da alma
- A grande divergência em relação às crenças dos seus predecessores
- A descrição, em De Anima I, p. 385, 5-10, de um grupo de filósofos que defendia que os envoltórios etéreos, celestes e pneumáticos se ligavam à alma racional e lhe serviam de veículos
- A argumentação de Jâmblico de que estes envoltórios não são o veículo, mas sim as vidas, poderes e corpos ligados ao próprio veículo etéreo
- A síntese da concepção de Jâmblico
- O veículo em si é etéreo
- Recolhe os seus "envoltórios" celestes a partir das vidas e poderes no universo
- Atrai, finalmente, certos "pneumata estranhos" da região sublunar
- O destino final do veículo e a imortalidade da alma irracional
- A crença de Jâmblico, segundo In Tim. Fr. 81, de que tanto o veículo como a alma irracional eram imortais
- A afirmação, em De Anima I, p. 370, 5-13, de que "os de Plotino e Porfírio" diziam que certos poderes irracionais (dynameis) e vidas (zoai) projetados eram libertados e deixavam de existir
- A crença de Jâmblico de que "mesmo estes existem no universo e não são destruídos"
- A clarificação, em De Anima I, p. 384, 19-28, das perspectivas de Porfírio e Jâmblico sobre a separação das faculdades irracionais
- A posição de Porfírio: "cada poder irracional (dynamis) é libertado para a vida total do universo, de onde foi separado, onde tanto quanto possível cada um permanece inalterado (ametabletos)"
- A posição de Jâmblico: "toda a vida irracional, tendo sido separada da faculdade discursiva (dianoia), permanece e é ela própria preservada no cosmos"
- A síntese de Proclo, no seu comentário ao Timeu (III, p. 234, 18-26), da posição de Porfírio
- A negação de que o veículo e a alma irracional fossem destruídos, mas a afirmação de que se decompunham nos seus elementos (analuesthai eis ta stoicheia) e se dissolviam nas esferas das quais obtiveram a sua composição
- A descrição das misturas (phyramata) como provenientes das esferas celestes, que a alma recolhe durante a sua descida, de modo que estas "tanto existem como não existem, e cada uma destas separadamente (hekasta) já não existe, nem a sua individualidade (idioteta) permanece"
- A visão mais complexa de Jâmblico
- A imortalidade do veículo e da alma irracional, que continuam a existir como um todo após a separação da alma racional
- A recepção de várias vidas e poderes do cosmos pelo veículo e pela alma irracional
- O ato de pôr de lado (apotithetai) estas aquisições quando a alma ascende a uma sorte (kleros) superior
- A interpretação de que o "despojar-se" é a separação da alma racional do seu veículo e da alma irracional, subsistindo estas aquisições no interior do veículo e da alma irracional, que continuam a existir no cosmos
- A síntese de Smith sobre a diferença fundamental
- Para Jâmblico, toda a alma irracional vive, enquanto para Porfírio há uma dissolução dos poderes componentes, que de algum modo continuam a existir num estado separado
- As razões religiosas e filosóficas para a crença de Jâmblico na imortalidade do veículo e da alma irracional
- A sugestão de Proclo de que o veículo deve sobreviver ao corpo para as almas os usarem no Hades
- A conexão com a recompensa (epikateria) da alma após a morte, conforme discutido em De Anima I, pp. 457, 7-458, 21
- A comparação tripla entre as opiniões dos "antigos" (representando Jâmblico) e as de Porfírio, em De Anima I, p. 457, 13-22
- Os antigos atribuem à alma racional uma disposição intelectual semelhante aos deuses e uma autoridade (prostasia) sobre as coisas no reino encósmico; Porfírio nega esta autoridade às almas desencarnadas
- Os antigos separam o elemento de raciocínio (logismos) da alma desencarnada e definem os seus atos (erga) de modo diferente; Porfírio não diferencia adequadamente os seus atos
- Os antigos afirmam que os poderes inferiores da alma são imortais; Porfírio remove-os da alma desencarnada
- A passagem de De Mysteriis V 18, pp. 223, 9-224, 1, que distingue entre a maioria que usa o "raciocínio prático" (praktikos logismos) e uns poucos que, usando um poder intelectivo sobrenatural, se separam da natureza e são conduzidos ao intelecto separado
- A crença de Jâmblico de que a recompensa inclui um retorno a este reino e uma autoridade sobre as coisas nele, conforme De Anima I, p. 458, 17-21
- A afirmação de que as almas "são libertadas da geração e, juntamente com os deuses, administram (syndioikousi) o universo" e "juntamente com os anjos, supervisionam (sundemiourgousi) o universo"
- A necessidade, para a alma do teurgo, de retornar ao seu veículo purificado, requerendo, portanto, que o veículo permaneça intacto
- Síntese final das diferenças entre Porfírio e Jâmblico
- Para Porfírio, o veículo é criado a partir de porções dos corpos dos deuses visíveis e perece quando estas porções são rejeitadas
- Para Jâmblico, o veículo é etéreo, criado como um todo pelo Demiurgo, e não está sujeito a qualquer tipo de destruição ou dissolução
- Os três pontos de desacordo entre Jâmblico e Porfírio sobre o veículo anímico