O bobo da corte e o exorcista eram uma única figura entre os primeiros chineses. Nas festas de solstício, as pessoas ficavam embriagadas, vestiam-se com peles de animais típicas da estação que se aproximava e todos agiam como bufões, como provocadores: "Comendo e bebendo, todos se apressavam em consumir suas colheitas: as próximas colheitas seriam ainda mais belas. Competiam para ver quem era mais ousado ao gastar suas posses", trocavam mercadorias, alternavam versos e canções (Granet, Histoire de la civ. chin., Paris, 1929, p. 200). Quanto ao poder místico da pessoa doente, além das fontes hebraicas, a Carta aos Gálatas e o elogio da farpa na carne na Segunda aos Coríntios devem ser lembrados: virtus mea in infirmitate perficitur, o ritual de aleijamento dos ferreiros. (Zolla Misticos Ocidente)