Para que o que não está no tempo se torne consciente de si mesmo, não é necessário nada que esteja no tempo. É sempre um despertar espontâneo, sem nenhuma necessidade. Também é chamado de acidente divino. Ele conhece a si mesmo, não por causa de, mas apesar de tudo o que vem e vai. A questão sobre o que é importante ou não importante é, portanto, obliterada.
O Si Mesmo é o único Mestre que conheço. Ele se realiza ao perder e ao encontrar. Nesse sentido, ele é mestre e discípulo e sempre dá a si mesmo lições absolutas.
O Si mesmo se revela a si mesmo, em sua onipresença, no eterno Agora. Um discípulo aparece junto com um mestre como se uma pergunta implicasse sua resposta. A partir da ausência de desejo, um desejo surge no tempo e se dissolve em sua realização, assim como toda pergunta encontra redenção por meio de uma resposta. Essa é a lei cármica da consciência. Portanto, não há mestre nem alunos, apenas perguntas e respostas.