WEI WU WEI. All else is bondage: non-volitional living. Boulder, Co: Sentient Publications, 2004
Não há mistério algum—apenas a incapacidade de perceber o óbvio.
“Ele não tem onde se esconder!”, como Mumon disse.
O suposto ou aparente “mistério” é devido à inexistência objetiva da pura não-objetividade—que é a natureza de Buda, porque a objetividade é apenas conceitual, e a não-objetividade é incompatível com qualquer grau de positividade.
Huang Po afirmou categoricamente, “Nossa natureza-Buda original é, na mais alta verdade, desprovida de qualquer átomo de objetividade.”
O que há de misterioso neste-aqui-agora-sou, que está em toda parte, e à parte do qual nada mais é?
Este que É é pura presença, autônoma e espontânea.
É Este que está procurando por ele mesmo quando nós o procuramos, e não podemos encontrá-lo porque É Este que nós somos.
Objetivamente Ele não está aqui.
Nota: A linguagem dualista não nos permite expressar essas coisas sem o uso de termos objetivos, como “ele”. Não existe a palavra “isto-si”, nem a palavra “isto” pode ser repetida indefinidamente, e é apenas um apontador em qualquer caso. O sentido deve manter uma subjetividade ininterrupta.