O Sexto Vale ou O Vale do Espanto e da Perplexidade
Depois do Vale da Unidade vem o Vale do Espanto e da Perplexidade, onde o viajante é preso da tristeza e da melancolia. Ali os suspiros são espadas, e cada respiração é um amargo suspiro. Ali há tristeza e lamentação e uma ardente ansiedade. A noite e o dia surgem ao mesmo tempo. Ali há fogo e, sem embargo disso, o homem se sente deprimido e desalentado. Como, em sua perplexidade, continuará o caminho? Mas quem alcançou a unidade esquece tudo e esquece de si. Se lhe perguntarem: "És ou não és? Tens ou não tens o sentimento da existência? Estás no centro ou na periferia? És mortal ou imortal?", ele responderá com certeza:
"Nada sei, nada entendo, não tenho consciência de mim mesmo. Estou apaixonado, mas ignoro por quem. Meu coração está cheio e vazio de amor ao mesmo tempo."