Fez parte dos "Naturphilosophen" (Filósofos da Natureza), dentro do movimento do Romantismo alemão, dos séculos XVIII e XIX. Os Naturphilosophen contribuíram em dar ao Romantismo sua profundidade e universalidade. Discípulo de Schelling, amigo de Ritter e admirador de Novalis, sofreu a influência do iluminismo de Louis-Claude de Saint-Martin por intermédio de Franz von Baader. Sua obra traduz uma visão do mundo visando desvelar, graças às analogias fundamentais do homem e do cosmo, as linhas de forças do destino. Na "Simbólica do Sonho", sua grande obra, se mostra atento ao aspecto simbólico do mundo onírico e descobre, bem antes a psicanálise, o parentesco existente entre os sonhos, a criação poética e os mitos. A profecia, que não é excluída de seu campo de reflexão, dá lugar a aproximações interessantes com o universo onírico. Através desta obra fica claro como os românticos alemães aparecem como os verdadeiros descobridores do inconsciente. Suas especulações sobre a hipnose, o magnetismo e o sonambulismo prefiguram os primórdios do método psicanalítico e vão além de Freud, prenunciando a psicologia de Jung.
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