René Guénon: REALIZAÇÃO ASCENDENTE E REALIZAÇÃO DESCENDENTE
En la realización total de ser, hay lugar a considerar la unión de dos aspectos que corresponden en cierto modo a las dos fases de ésta, una «ascendente» y la otra «descendente». La consideración de la primera fase, en la que el ser, partiendo de un cierto estado de manifestación, se eleva hasta la identificación con su principio no manifestado, no puede suscitar ninguna dificultad, puesto que eso es lo que, por todas partes y siempre, se indica expresamente como el proceso y la meta esencial de toda iniciación, desembocando ésta en la «salida del cosmos», como lo hemos explicado en precedentes artículos, y, por consiguiente, en la liberación de las condiciones limitativas de todo estado particular de existencia. Por el contrario, en lo que concierne a la segunda fase, la de «descenso» a lo manifestado, parece que no se haya hablado de ella sino más raramente y, en muchos casos, de una manera menos explícita, a veces incluso, podríase decir, con una cierta reserva o una cierta vacilación, que, por lo demás, las explicaciones que nos proponemos dar aquí permitirán comprender; sin duda, ello se debe a que da lugar fácilmente a malentendidos, ya sea porque se mire erradamente esta manera de considerar las cosas como más o menos excepcionales, ya sea porque se equivoque el verdadero carácter del «redescenso» de que se trata.
Commentaries On The Gospel Of Thomas. Excerpts from the Marsanne talks, 2015
Podemos dizer que quando estamos no não-entendimento, estamos na Realidade?
Quando somos o que é a Realidade, a questão da realidade não surge mais. E enquanto esta questão surge, não é a Realidade. Mas quando há Realidade, não há nada além da Realidade: então é uma ausência de perguntas, o que significa uma ausência de um questionador.
Podemos ainda falar sobre a realização, há alguém que é realizado?
Não. Este “alguém” que pode ser realizado já pertence à realização. Mas podemos falar sobre a realização: é agora, e agora, e agora... No entanto, a Realidade não pode ser encontrada em lugar nenhum.
O que quer que seja dito não é Isso. O que quer que seja dito pertence à realização da Vida, mas não é real. Não é diferente da Realidade, mas não é real. Podemos falar sobre a vida, mas a Vida não conhece nenhuma vida porque o que chamamos de vida já é a realização da Vida. O que quer que experienciamos, o que quer que digamos, pertence à realização, mas não à Realidade.
Nunca houve uma pessoa realizada: que alegria! E não seremos os primeiros! Se nunca houve uma pessoa realizada, nossa ideia de que não somos realizados também desaparece. Enquanto houver a possibilidade de nos realizarmos, devemos constantemente nos justificar: “Estou realmente pronto? Eu fiz o suficiente? Meu entendimento é profundo o suficiente? Minha devoção é alta o suficiente? Eu sou realmente honesto?” Que pressão constante! Mas se vemos: “Ah… nunca serei iluminado!”, ufa, que alívio!
Estou falando sobre a alegria de não podermos nos conhecer. Para mim, quando falo sobre alegria, isso indica que não preciso ser alegre. Não preciso relaxar, ufa, que relaxamento! Não preciso me abrir, fechado ou aberto, nenhuma diferença! Não preciso ser feliz! Que desfrutemos da felicidade de não ter que ser felizes. Que sejamos independentes da felicidade!