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id da página: 10337 Intellectus Possibilis

Intellectus Possibilis

INTELECTO POSSÍVEL


VIDE: MENTE; NOUS; INTELIGIBILIDADE

Andre Allard: L'ILLUMINATION DU COEUR

«Nosso intelecto possível passa da potência ao ato pelo efeito de um ser em ato: o intelecto agente, que é uma faculdade de nossa alma. Não é um intelecto separado, o qual não é a causa própria e imediata, mas pode ser a causa afastada» (Tomás de Aquino, Suma Teológica, 1 questão 84, art. 4, ad tertium). «O intelecto separado, causa distante do ato intelectual do homem, é Deus ele mesmo». Sabe-se que Avicena, admitindo em cada alma um intelecto possível que lhe é próprio, apto a receber as formas inteligíveis despojadas de toda matéria, sustentava que este intelecto, então absolutamente nu e vazio, em seguida provido de sensações e de imagens (e nestas condições, já «quase» em ato) deve se voltar para a Inteligência agente, separada e comum a todos os homens, para receber as formas inteligíveis correspondendo a estas imagens sensíveis. Há portanto segundo Avicena, entre o homem e Deus, pelo menos um Intelecto separado. Se esta Inteligência separada fosse o único intermediário entre Deus e o homem, ela seria o Anjo da Face. Para Tomás de Aquino, ao contrário, cada homem está dotado e um intelecto agente em relação com o intelecto divino incriado.