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id da página: 1033 IBN ARABI – SABEDORIA DOS PROFETAS – NO VERBO DE SALOMÃO Ibn Arabi

Ibn Arabi Salomon


DA SABEDORIA DA BEATITUDE MISERICORDIOSA NO VERBO DE SALOMÃO

  • Do verbo de Salomão
    • A nobreza da carta de Salomão e a sabedoria de Bilquis
      • A citação de Bilquis: "Em verdade, ela é de Salomão, e ela é ao nome de Deus, ((Deus Clemente Misericordioso|o Clemente (ar-rahman), o Misericordioso (ar-rahim)))".
      • A interpretação de que o nome de Salomão precede o de Deus sendo inconciliável com o conhecimento de Salomão.
      • A carta sendo nobre e honrando Bilquis.
      • A recusa de Chosroes da carta de Maomé por o nome deste preceder o do imperador, e a diferença de sabedoria entre ele e Bilquis.
    • A misricórdia divina incondicionada e condicionada
      • Salomão mencionando as duas misericórdias divinas na carta: a incondicionada (ar-rahman) e a condicionada (ar-rahim).
      • O sentido de ar-rahman como a misercórdia sem restrição e o de ar-rahim como a misercórdia que Deus Se impõe como dever.
      • O dever da misercórdia condicionada derivando da incondicionada.
      • A palavra corânica: "Deus Se prescreve a Si mesmo a misercórdia", em recompensa às obras do adorador.
      • O adorador sabendo que o autor de suas obras é realmente Deus.
      • A palavra divina que afirma que Deus é o "Si" (al-huwiyah) de cada um dos oito "órgãos" do homem.
      • A forma pertencendo ao servidor, e o "Si" divino lhe sendo inerente.
      • Deus sendo a essência de tudo o que se manifesta e é chamado de criatura.
      • O servido se apropriando dos nomes "O Exterior" (az-zahir) e "O Último" (al-akhir), e Deus com os nomes "o Interior" (al-batin) e "o Primeiro" (al-awwal).
      • A contemplação do Primeiro, o Último, o Exterior e o Interior na criatura.
    • O reino de Salomão e o privilégio da manifestação
      • Salomão possuindo um conhecimento que fazia parte de um "reino que não pertencerá a nenhum outro" depois dele.
      • O fato de Maomé ter recebido o mesmo que Salomão, mas não o ter manifestado.
      • Maomé se lembrando da prece de Salomão e se abstendo de manifestar seu poder sobre o Afrit.
      • A exclusividade do privilégio de Salomão residindo na manifestação exterior de seu reino.
      • O privilégio de Salomão sendo ao mesmo tempo a síntese e a manifestação exterior do reino cósmico.
      • A palavra do Profeta: "e Deus o entregou em meu poder", indicando que Maomé tinha o poder, mas respeitou o privilégio de Salomão.
    • O amor divino e a hierarquia dos nomes e das criaturas
      • As duas misericórdias divinas (ar-rahman e ar-rahim) como o foco da sabedoria de Salomão.
      • A palavra corânica: "Minha misericórdia abrange todas as coisas".
      • A misericórdia divina incondicionada em relação aos nomes divinos e a misericórdia que Deus Se prescreve a Si mesmo em nos manifestando a nós mesmos.
      • A percepção de que a misericórdia divina é destinada a Deus somente, pois não há outro além d'Ele.
      • A distinção de graus de dignidade entre as criaturas para receber a misericórdia, devido ao nível de conhecimento, ainda que a Essência seja uma.
      • A hierarquia das criaturas sendo análoga à hierarquia das Qualidades divinas.
      • A Volição sendo inferior ao Conhecimento.
      • Cada criatura comportando em si a dignidade de tudo o que lhe é hierarquicamente subordinado.
      • A negação da afirmação de que a criatura é essencialmente Deus sendo refutada pela hierarquia dos Nomes divinos.
      • O versículo corânico que sintetiza a negação e a afirmação a respeito de Deus: "Nada é semelhante a Ele, mas é Ele aquele que ouve e aquele que vê".
      • A negação e a afirmação divinas se aplicando a Seus aspectos.
      • A vida em toda coisa no mundo, que é o "estada dos vivos".
      • A diferença entre os eleitos e o comum se manifestando no conhecimento das realidades essenciais do mundo.
    • A sabedoria da realeza de Bilquis e Salomão
      • O fato de Bilquis não ter mencionado o mensageiro que lhe transmitiu a carta, como um ato de sabedoria na arte de reinar.
      • O conhecimento da via pela qual as notícias chegam ao rei como fonte de prudência nos súditos.
      • A superioridade do sábio humano sobre o sábio dentre os gênios (al-jinn).
      • A manifestação dessa superioridade na rapidez da ação de Asaf ibn Barkhiya em relação ao gênio, que é um "retorno do olhar".
      • A visão do trôno de Bilquis "colocado diante dele" e não na sua posição original.
      • A não existência de deslocamento instantâneo no mundo.
      • O evento da transferência do trono sendo explicado pelo "renovamento da criação a cada sopro (nafas)".
      • O instante do aniquilamento coincidindo com o da manifestação do semelhante (mathal).
      • A história do trono de Bilquis como uma das mais perturbadoras, exceto para aqueles que conhecem essa realidade.
      • A sabedoria de Asaf sendo a transposição do renovamento incessante do trono para a proximidade de Salomão.
      • A doação de Salomão a Davi sendo um ato de pura generosidade.
      • Salomão sendo por si mesmo "a graça superabundante, a prova evidente e o golpe tranchante".
    • O conhecimento de Salomão e de Davi
      • A palavra de Deus sobre a ciência de Salomão: "Nós demos a Salomão a inteligência desta questão".
      • A ciência de Salomão sendo um conhecimento divino, em estado de perfeita veracidade.
      • A ciência de Davi sendo um conhecimento recebido.
      • A diferença entre os dois se assemelhando àquele que busca o julgamento divino e o encontra, obtendo duplo mérito, e aquele que busca, mas erra, obtendo um único mérito.
    • A submissão de Bilquis e a distinção de sua fé
      • A palavra de Bilquis sobre seu trono: "é como se fosse ele mesmo".
      • A razão de sua afirmação estando no renovamento incessante da criação em formas semelhantes.
      • A perfeição espiritual de Salomão se manifestando em seu aviso a Bilquis no palácio de cristal.
      • Salomão fazendo Bilquis compreender a natureza da manifestação do trono.
      • A submissão de Bilquis: "meu Senhor, eu fiz do torto à minha alma, eu me submeto com Salomão a Deus, o Mestre dos mundos".
      • Bilquis identificando sua submissão com a de Salomão, mas a dirigindo ao "Mestre dos mundos", e não a um mundo em particular.
      • A fé de Bilquis sendo mais sábia que a de Faraó, que se referiu ao "Senhor de Moisés e de Aarão" ao se afogar.
      • A fé de Faraó, que, embora sincera, era particular, enquanto a de Bilquis era universal.
    • O privilégio de Salomão e a lei do dom
      • O privilégio de Salomão consistindo no poder do comando (al-amr) direto, sem esforço de concentração da alma.
      • A palavra divina: "Nós lhe tornamos servível o vento, para que ele soprasse sobre sua ordem".
      • O fato de que os corpos deste mundo obedecem à projeção voluntária da alma quando esta se encontra em estado de união espiritual.
      • O poder de Salomão sendo único, pois ele agia pela pura enunciação da ordem.
      • A lei do dom: o dom não sendo contado no além se for dado por ordem divina.
      • O dom de Salomão, embora ele o tenha pedido, não sendo descontado de sua recompensa.
      • A palavra de Deus a Salomão: "Isto é Nosso dom, prodigue ou guarde-o sem contar".
      • A lei se aplicando a toda coisa que se pede a Deus.
      • A palavra de Deus ao Profeta Maomé: "Diga: meu Senhor, aumente minha conhecimento!".
      • Maomé obedecendo e pedindo mais conhecimento, interpretando o leite como conhecimento.
      • A interpretação de um sonho em que Maomé recebeu uma taça de leite e a passou a Omar.
      • O Profeta Maomé não recebendo um dom que não fosse por ordem divina.
      • A crença de que os dons de conhecimento não serão contados no além, pois o pedido de aumento de conhecimento é uma ordem divina para toda a comunidade.
      • A palavra corânica: "Vocês têm no Enviado de Deus um modelo perfeito".
      • A maioria dos sábios ignorando o verdadeiro estado espiritual e a posição de Salomão.