VER TAMBÉM: Mc 2:23-28
CRISTOLOGIA
Tomas de Aquino: CATENA AUREA
PERENIALISTAS
Roberto Pla: Evangelho de Tomé - Logion 27; Evangelho de Tomé - Logion 113
A expressão “dia do Sábado” (ou “dia do Sabá”) se usa em geral em seu sentido manifesto e sua significação parece evidente. No entanto, no episódio das “espigas arrancadas no sábado”, a explicação de Jesus pela qual justifica que seus discípulos arranquem espigas serve para “converter” o sábado e com ele seu Dia, ao sentido oculto. “O sábado — diz — foi instituído para o homem; de sorte que o Filho do Homem é o senhor do sábado”.
O Filho do homem — o homem essencial, pneumático — é a luz (= o Dia), e por isso, na oposição Sábado x Templo, na qual o raciocínio de Jesus se apoia segundo o relato de Mateus, cuida o evangelista de mencionar o Dia, “dia de sábado”, pois o que é “maior que o templo” não é o sábado senão o Dia. O texto é bem explícito: “Tampouco haveis lido na Lei que em dia de sábado os sacerdotes, no templo, quebraram o sábado sem incorrer em culpa? Pois eu vos digo que aqui há algo maior que o templo.” E não se pode pensar que a grandeza a atribui Jesus ao Filho do homem e não ao Dia, porquanto o Dia, em seu sentido oculto de Luz, é o Filho do Homem, o qual é a luz, e só se trata de dois termos que expressam uma identidade.