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id da página: 1030 Daumal Guerra Santa

Daumal Guerra Santa

Mas isso não não será tampouco um discurso filosófico. Pois para ser filósofo, para amar a verdade mais que a si mesmo, há que estar morto ao erro, há que ter matado as traidoras complacências do sonho e da ilusão cômoda. E isto, é a meta e o fim da guerra, e a guerra apenas começou, há ainda traidores para desmascarar.

E não será tampouco obra da ciência. Pois para ser cientista, para ver e amar as coisas tal qual elas são, há que ser si mesmo, e amar se ver, tal qual se é. Há que ter quebrado os espelhos mentirosos, há que ter matado com olhar impiedoso os fantasmas insinuantes. E isto, é a meta e o fim da guerra, e a guerra apenas começou, há ainda máscaras a arrancar.

E isso não será tampouco um canto entusiasta. Pois o entusiasmo é estável quando o deus se levantou, quando os inimigos não sejam mais que forças sem formas, quando o ruído discordante da guerra retumba solto, e a guerra apenas começou, e nós ainda não atiramos ao fogo nossa cama-feita.

Isso não será tampouco uma invocação mágica, porque o mago demanda a seu deus: "Faça o que me apraz", e recusa fazer a guerra a seu pior inimigo, se o inimigo lhe agrada; e portanto isto não será uma oração de crente, pois o crente demanda da melhor maneira: "Faça o que queres" e para isto teve que meter o ferro e o fogo nas entranhas de seu mais querido inimigo, — isto que é o fato da guerra, e a guerra apenas começou.

Isso será um pouco tudo isso, um pouco de esperança e de esforço em direção a tudo isso, e isto será também um pouco um apelo às armas. Um apelo que o jogo dos ecos poderá reenviar-me, e que talvez outros entenderão.

Agora podeis adivinhar de qual guerra quero falar.