Nada somos, e caímos no aniquilamento, se o movimento divino e a ação divina não forem constantes e universais em nós. (...) Assim, nossa junção com essa ação viva e vivificante é uma necessidade radical de nosso ser; além disso, essa mesma ação viva e vivificante é ainda a única capaz de satisfazer essa necessidade que ela mesma nos impõe; é também aquela que mais amplamente contribui para nossas verdadeiras alegrias, colocando-nos em condição de fazer nascer ao nosso redor tantas sabedorias quantas nos refletem os frutos de nossas obras e nos concedem, como a eterna sabedoria o faz em relação a Deus, a alegria de ver que elas são boas.
Pois todos os seres espirituais, e até mesmo os divinos, necessitam dessas sabedorias que servem de espelho a seu próprio espírito, assim como eles servem de espelho ao espírito da Divindade; e somente a classe animal e material não necessita desses espelhos, visto que não tem obras de sabedoria a produzir (M.H.E., p. 180-181).