No mundo, não se sabe que ideia formar dos números. Para alcançá-la, nada mais há a fazer senão refletir sobre o que deve ser o princípio das coisas. Ele existe em seu peso, em seu número e em sua medida, isto é, no seio de sua sabedoria, que o acompanha por toda parte. Quando produz os seres, dá-lhes assim uma emanação de sua essência; mas dá-lhes também uma emanação de sua sabedoria, a fim de que sejam sua imagem. Assim, todos os seres, possuindo em si um raio da sabedoria suprema, possuem, por conseguinte, um raio de seu peso, de seu número e de sua medida (Obras póstumas, t. I, p. 244-245).