Verdade
A Visio da Verdade não pode ser dualística (uma «coisa» vista).
Não pode ser vista por um visualizador, ou via um visualizador.
Só pode haver uma visão que ela mesma é Verdade.
O não-liberto (aqueles ainda cativo à objetivação) quer que um objeto seja a realidade relativa (relativamente existindo), i.e. que deveria ser projetado independentemente de seu visualizador. Isto é basicamente dualístico.
Mas um objeto é projetado via o visualizador dele, e a sua visão é ao mesmo tempo sua projeção.
O não-liberto quer dois processos independentes:
1. O Funcionamento do Principal localizado como um objeto.
2. O objeto percebido pelo ser senciente, ele mesmo um objeto projetado pelo Principal.
Mas,
1. O ser senciente é ele mesmo Sujeito e Objeto, i.e. Principal na medida que É um objeto projetado geralmente interpretado como «João da Silva» na medida que ele é um objeto de percepção.
2. A interpretação generalizada da projeção do Principal como «João da Silva» é um objeto, somente uma aparência: isso que ele É é Principal Cujo aparente Funcionamento sujeita ele a tal interpretação generalizada da para de «outros» aspectos generalizados daquele Funcionamento que são tais como objetos aparentemente independentes no espaço-tempo.
O não-liberto quer um objeto projetado, «João da Silva» para perceber outro objeto projetado que é independentemente existente, mas «João da Silva», como objeto projetado, não pode ver nada, sendo ele mesmo só um percepto. Na medida que ele pode ser dito perceber, é como o Funcionamento do Principal (aquilo que ele É) que ele percebe, e a Função de perceber pelo Principal é ela mesma projeção («criação»).