O não senso de «Vida» e «Morte»
Que diferença poderia haver entre «viver» e «morrer»? «Viver» é só a elaboração em duração sequencial do que de outro modo é conhecido como «morte».
Quando O-Que-somos funciona, estendendo em três aparentes dimensões espaciais e outra dimensão as interpretando como duração, juntas conhecidas como «espaço-tempo», há o que se conhece como «viver». Quando esse processo cessa não somos mais estendidos em duração sequencial, não mais somos elaborados em «espaço», «espaço-tempo» não mais é e o aparente universo des-aparece.
Então dizemos, estamos «mortos».
Mas enquanto o que somos nunca tínhamos «vivido», e não podemos «morrer».
Onde «nós» poderíamos viver? Quando «nós» poderíamos morrer? Como poderia haver tais coisas como «nós»? «Viver» é uma ilusão espacial, «morrer» é uma ilusão temporal, «nós» somos uma ilusão espaço-temporal baseada na interpretação serial de «paradas» dimensionais ou «quanta» cognoscidos como movimento.
Só os conceitos de infinidade e intemporalidade podem sugerir uma noção do que nós somos enquanto a fonte e origem de aparição ou manifestação.