Eternidade e Tempo-que-passa
Duração (ou Eternidade) é o necessário ponto de Imobilidade do qual o tempo que passa é visto como tal.
Poderíamos não estar conscientes do tempo-que-passa se um elemento de nós não estivesse situado na Duração.
A Duração (Eternidade vista como tal) não é tanto o que o Tempo se torna quando é visto ortogonalmente quanto é o ponto do qual Tempo é visto ortogonalmente.
A Duração é a Torre Eiffel da qual é vista a planície do Campo de Marte som suas figuras móveis. Vista do topo da Torre Eiffel. de um ponto imóvel, de um dos infinitos números de pontos imóveis, a planície do Campo de Marte abaixo está coberta de objetos móveis. Movem-se aproximadamente à mesma velocidade, com referência ao topo da Torre Eiffel, seja aproximando-se de sua base ou afastando-se dela — assim como a luz viaja aproximadamente à mesma velocidade com referência a um observador seja o observador esteja movendo-se em sua direção ou afastando-se da fonte da luz (o experimento Michelson-Morley corrigido por Adams). A luz, por conseguinte, pareceria estar usando uma dimensão ortogonal àquelas do observador. (O fato que a luz se dê como duas coisas incompatíveis e separadas — uma ondulação e fótons — pode significar que sua forma quadrimensional é ondulatória enquanto manifesta-se tridimensionalmente como uma chuva de partículas.)
Mas talvez devêssemos tomar o elevador na Torre Eiffel se quiséssemos que a a analogia da luz fosse correta, pois a velocidade do elevador seria imutável com referência aos observadores movendo-se em direção da Torre Eiffel ou afastando-se dela.
Se o tempo-que-passa for representado pelo movimento bidimensional no Campo de Marte, e a Duração pela Torre Eiffel ela mesma, qualquer movimento tridimensional (vertical) possa haver dentro dele (este do elevador por exemplo), tal movimento, sendo em outra dimensão, e portanto ortogonal a todos os outros, será constante em referência a todo movimento na planície do Campo de Marte.