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id da página: 10554 Thomas Taylor – Credo do pensador dito platônico Thomas Taylor

Thomas Taylor Credo Pensador Platonico

Thomas Taylor – Credo do pensador dito platônico
  • A natureza da primeira causa de todas as coisas é imensamente transcendente e suprassencial, sendo, portanto, inefável, inominável e inconcebível para qualquer ser.
  • A concessão dos nomes "O Uno" e "O Bem" ao princípio inefável, onde o primeiro indica o princípio de todas as coisas e o segundo, o objeto último do desejo de todas as coisas.
  • A produção, pelo princípio imenso, das coisas primeiras e próximas a si mesmo, as mais semelhantes a si, por emanação imediata, à semelhança do calor do fogo ou da luz do sol.
  • A suspensão de cada multiplicidade do seu princípio único próprio, na qual todas as coisas belas, simétricas, verdadeiras e todos os princípios se relacionam com o primeiro princípio através de sujeição e analogia, estando nele compreendidos como partes no todo e número na mónada.
  • A caracterização do primeiro princípio não como um princípio determinado, mas simplesmente como princípio, e não como princípio dos seres, mas como o princípio dos princípios, reunindo em si a propriedade característica do princípio.
  • A produção de naturezas inamovíveis e bem-aventuradas em co-nascência com o primeiro bem, contrastando com as demais naturezas que, afastando-se da bondade essencial, possuem o bem apenas por participação.
  • A subsistência causal de todas as coisas no princípio imenso, onde são transcendentalmente mais excelentes do que como efeitos, justificando que se diga que este princípio é todas as coisas, anterior a todas, tal como o número na mónada ou o círculo no centro.
  • O modo de veneração ao grande princípio, que consiste em estender em silêncio as inefáveis parições da alma à sua inefável co-sensação, podendo ser celebrado como uma obscuridade três vezes desconhecida, o Deus de todos os deuses e a unidade de todas as unidades.
  • A prole imediata do princípio serem as naturezas autossubsistentes, mais propriamente entendidas como desdobramentos inefáveis à luz do inefável.
  • A residência das formas ou ideias incorpóreas em um intelecto divino, servindo como paradigmas para todas as coisas, subsistindo primariamente nos intelectos, secundariamente nas almas e finalmente nas naturezas sensíveis, possuindo poderes paternal, produtor, guardião, conector, perfectivo e unificador.
  • A dependência do mundo do seu divino artífice, que é um mundo inteligível, fazendo com que o mundo flua perpetuamente em direção ao ser, mas que, por ser animado por uma alma divina, é corretamente chamado por Platão de um deus bendito.
  • A constituição do grande corpo do mundo como um todo com subsistência total, ou um todo de inteiros, devido à perpetuidade de sua duração, incluindo as esferas celestes, o éter, o ar, a terra e o mar como partes com subsistência total.
  • A participação desigual das partes do universo na providência divina, onde as primeiras partes, como os corpos celestes, subsistem perpetuamente de acordo com a natureza, enquanto as últimas partes, na região sublunar, alternam entre existência natural e antinatural, em períodos de fertilidade e esterilidade.
  • A consequência dos períodos estéreis para a humanidade, que neles carece de teologia científica e nega a existência da prole imediata da causa inefável de todas as coisas.
  • A união do homem com as divindades pela semelhança na virtude, e a separação pelo vício, na qual os deuses, sendo impassíveis, não se irritam, mas as faltas humanas impedem a recepção da sua iluminação, sujeitando-nos aos demônios da justiça fatídica, podendo o perdão ser obtido por meio de orações e sacrifícios que aplicam um remédio aos nossos vícios.
  • A finalidade dos honores prestados aos deuses, que beneficiam os que os prestam, pois a providência divina está em toda parte, requerendo apenas um hábito ou aptidão, produzida por imitação e semelhança, para que se realize a união das almas com os deuses.
  • A concepção do universo como um animal divino e de cada todo contido nele como um mundo possuindo uma unidade autoperfeita, um intelecto divino, uma alma divina e um corpo deificado, sendo cada um um todo anterior às partes e necessariamente animado.
  • A processão, após o princípio dos princípios, de uma série de princípios estampados com caracteres divinos, dos quais dependem as mónadas do ser, vida, intelecto, alma, natureza e corpo, suspendidas de unidades, sendo cada mónada a cabeça de uma série que procede, permanece e retorna a ela, estando todas compreendidas na primeira, que é a Unidade das unidades.
  • A distinção entre deuses supramundanos, que produzem essências, intelecto e almas, e deuses mundanos, que fabricam, animam, harmonizam e guardam o mundo, sendo estes últimos agrupados em doze divindades, como Zeus, Poseidón e Hefesto (fabricantes), Deméter, Hera e Artemisa (animadoras), Hermes, Afrodita e Apolo (harmonizadores), e Hestia, Atenea e Ares (protetores), com outros deuses subsistindo neles e estando conectados a esferas cósmicas.
  • A concepção do homem como um microcosmo que compreende parcialmente tudo o que o mundo contém divina e totalmente, dotado de um intelecto, uma alma racional, um veículo etéreo e um corpo terrestre.
  • A natureza automotriz da parte racional do homem, que subsiste entre o intelecto imóvel e a natureza que move e é movida.
  • A utilização, pela alma humana, de períodos e restituições de sua própria vida, girando periodicamente por participar do tempo.
  • A condição caída da alma humana na terra, como apóstata da divinidade, possuindo o poder de descer infinitamente e de ascender ao ser real através do exercício das virtudes catárticas e teoréticas, purificando-se das impurezas mortais e elevando-se à visão do verdadeiro ser, para retornar após a morte à sua estrela afim.
  • A contenção, pela alma humana, de todo o conhecimento essencialmente, sendo a aquisição de conhecimento na vida presente uma recuperação, através da disciplina, do que outrora se possuiu.
  • A punição da alma em um futuro, de forma proporcionada e não perpétua, pelos crimes cometidos, não por ira ou vingança divina, mas para purificação e restauração da alma à sua perfeição natural.
  • A passagem da alma humana não purificada para outros corpos terrenos após a morte, podendo unir-se a um corpo humano como sua alma, ou conectar-se externamente a uma alma brutal se passar a um corpo de bruto, pois a parte racional nunca se torna alma da natureza irracional.
  • A felicidade das almas que vivem conforme a virtude, que, após se separarem da natureza irracional e se purificarem de todo corpo, unem-se aos deuses e governam o mundo inteiro com as divindades que o produziram.