DALAL, Roshen. The 108 Upanishads: an introduction. Gurgaon: Penguin Books, 2018
A Taittiriya, outra Upanisad antiga, pertence à escola Taittiriya do Iajur Veda e está ligada à Taittiriya Samhita, ou seja, o Krsna ou Iajur Veda Negro. Ela consiste nas partes 7–9 da Taittiriya Aranayaka, e esta Aranayaka é parte do Taittiriya Brahmana. Stephen Phillips a data cronologicamente após a Brhadaranyaka, Chandogya e Isa, provavelmente por volta do século VI AEC. Winternitz, Paul Deussen, Olivelle e outros geralmente datam a Isa mais tarde. Entre os comentários importantes sobre este texto antigo está o de Shankara, que a dividiu em três seções conhecidas como vallis. Saiana também comentou sobre este texto e nomeia a primeira seção como Samhita Upanisad, visto que também se refere a Samhita (combinação). Contudo, o comentário de Shankara possui mais valor.
Taittiriya provém da palavra ‘tittiri’, uma perdiz, também o nome de um rishi védico.
Das três seções, a primeira é a Siksha Valli, a segunda Brahmananda Valli e a terceira Bhrgu Valli. A primeira seção contém uma série de orações e explica várias sílabas místicas. Ela termina com instruções aos estudantes que completaram os seus estudos para falar a verdade, seguir o caminho da virtude e considerar as suas mães, pais, professores e hóspedes como divindade. A segunda seção explica a natureza de Brahman, que é a fonte de tudo. Aquele que conhece a bem-aventurança de Brahman está livre de todo medo. Na terceira seção, Bhrgu, o filho de Varuna, aborda o seu pai e pede-lhe que lhe ensine a natureza de Brahman. Em uma série de lições, Varuna explica como tudo é Brahman. Esta Upanisad também contém uma descrição da panca-kosha, ou cinco corpos de uma pessoa.
A invocação inicial solicita bênçãos das divindades védicas Mitra, Varuna, Ariaman, Indra, Brhaspati e Visnu. Ela louva o deus Brahma e o deus Vaiu, que ela identifica com o Brahman visível. Em continuidade, é dito, ‘Falar-se-á de Brahman, de ritam, e de satiam.’ Finalmente, solicita-se proteção e termina como todas as outras invocações, com ‘Om, Shanti, Shanti, Shantih’.