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id da página: 1592 Schuon – EPV – Mandamento Supremo Frithjof Schuon

Schuon Mandamento Supremo

O Mandamento Supremo — tópicos

  • Ouve, Israel: os fundamentos da espiritualidade humana no monoteísmo sinaítico

    • A declaração fundamental da unidade divina e o amor integral a Deus
      • "Ouve, Israel: o Senhor nosso Deus, o Senhor é Uno. E tu amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e com toda a tua força" (Deuteronômio, VI, 5).
    • Os dois alicerces da espiritualidade: discernimento metafísico e concentração contemplativa
    • A tríplice aplicação do amor a Deus segundo a interpretação rabínica
      • Unir-se a Deus no coração.
      • Contemplar a Deus na alma.
      • Obrar em Deus com as mãos e por meio do corpo.
  • A interiorização da atividade nos Evangelhos Sinóticos

    • A explicitação do elemento "pensamento" no Evangelho em relação à Tora
    • A possível mudança de perspectiva em relação à "Antiga Lei"
    • A preeminência da atividade interior sobre as obras exteriores no Cristianismo
      • Enquanto para a Tora a "alma" é ao mesmo tempo ativa ou operativa e passiva ou contemplativa, o Evangelho parece denominar "alma" ao elemento passivo contemplativo, e "pensamento" ao elemento ativo operativo.
  • A diferença de cunho do elemento "força" ou "obras" entre Judaísmo e Cristianismo

    • A concomitância interior da observância exterior no Judaísmo
    • A exteriorização da atividade da alma no Cristianismo
    • A contestação judaica da interiorização cristã e a crença cristã no prejuízo das virtudes interiores pela "letra"
    • A razão suficiente de uma religião: destacar uma possibilidade espiritual específica
      • O Judaísmo representa, quanto à sua forma-quadro, mais um karma-marga do que uma bhakti, ao passo que a relação é inversa no Cristianismo.
    • A interdependência entre karma (ação) e bhakti (amor)
  • O esoterismo e as verdades profundas nas formulações religiosas fundamentais

    • A presença das verdades mais profundas nas formulações iniciais das religiões
    • A dimensão de profundidade do esoterismo e seus desenvolvimentos práticos
    • A continuidade "vertical" do domínio esotérico, assemelhando-se à profecia
  • A lei do amor ao próximo na Tora e sua relação com o amor a Deus

    • A enuncição do amor ao próximo no Levítico
      • "Não odiarás teu irmão em teu coração; mas repreenderás o teu próximo, para não te responsabilizares por um pecado por causa dele. Não te vingarás e não guardarás raiva contra os filhos do teu povo. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor" (Levítico, XIX, 17 e 18).
    • A Lei tríplice resultante das passagens bíblicas
      • Reconhecimento da unidade de Deus pela inteligência.
      • União volitiva e contemplativa com o Deus Uno.
      • Superação da distinção enganadora entre "o outro" e "eu".
  • O amor ao próximo como consequência do amor a Deus e a natureza ilusória do egotismo

    • A impossibilidade de abolir a separação entre o homem e Deus sem abolir a separação entre o ego e o outro
    • A natureza ilusória e ilusionante do egotismo
    • A consciência concreta do "eu" do outro como característica distintiva do homem
    • A correção espiritual do desequilíbrio egotístico por meio das injunções evangélicas
      • "Não julgueis, para não serdes julgados".
      • "E a venda que tens em teus próprios olhos, não a notas".
      • "Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós mesmos para eles" (Mateus VII, 3 e 12).
  • A essencialidade do amor ao próximo contido no amor de Deus segundo Cristo

    • A semelhança entre o primeiro e o segundo Mandamento
    • A eventual contradição entre o amor de Deus e o dos homens
      • "Quem não vem a Mim, dispersa".
      • O caso de quem deve "odiar pai e mãe para Me seguir".
    • A necessidade de amar ao próximo em Deus e não contra Deus
  • As adaptações implícitas nas injunções divinas e os limites da caridade

    • A caridade não abole as hierarquias naturais
    • A caridade não implica compartilhar dos erros alheios ou impedir castigos merecidos
  • A justificação da contemplação e do fausto da arte sacra perante o mundo

    • A contemplação como sacrifício salutar para a sociedade humana
    • A condenação injusta do fausto da arte sacra, dos santuários, das vestes sacerdotais e da liturgia
    • As três razões para a existência dos tesouros sagrados
      • As riquezas que tocam a Deus são oferendas ou sacrifícios em interesse de todos.
      • Os tesouros sagrados são oferendas graças à sua grandeza, beleza e glória.
      • O sagrado deve tornar-se visível na sociedade para criar uma presença que o sustente na consciência dos homens.
    • A vileza da inveja em relação a Deus e a desonra da pobreza cobiçosa
  • A interpretação correta da ordem de dominar a terra no Gênesis

    • A definição da natureza humana e seus direitos em relação ao meio terrestre
      • "Sede fecundos, multiplicai-vos, povoai a terra e submetei-a, e dominai sobre os peixes do mar, sobre os pássaros do céu e sobre os animais que andam na terra" (Gênese, 1, 28).
    • A ordem divina como legitimação da função natural do homem, não como licença para o abuso
    • A interpretação da passagem à luz do Mandamento supremo do amor a Deus
      • "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o seu coração, de toda a tua alma e com toda a tua força".
    • O direito de dominar o mundo como função da natureza essencial do homem
  • O equilíbrio do mundo dependente do equilíbrio entre o homem e Deus

    • A primazia do ser sobre o fazer: a necessidade de saber o que o homem é antes de perguntar o que deve fazer
  • As três dimensões do Mandamento supremo

    • A primeira dimensão: a afirmação intelectual da Unidade divina
      • Prefigurada no testemunho ontológico da sarça de Moisés.
      • Comporta os aspectos da intelecção e da fé.
    • A segunda dimensão: a exigência volitiva e afetiva do amor a Deus
      • Comporta os três aspectos: "união" (coração), "contemplação" (alma/mental) e "operação" (corpo).
    • A terceira dimensão: a exigência ativa e social do amor ao próximo
      • Função da generosidade gerada pelo conhecimento e amor a Deus.
      • É, ao mesmo tempo, condição e consequência.
  • Cristo enuncia a síntese da Lei e dos Profetas e a unidade da Verdade na diversidade de formas

    • A vinculação de toda a Lei e os Profetas aos dois Mandamentos de Amor
      • "A esses dois Mandamentos vincula-se toda a Lei, bem como os Profetas" (Mateus, XXII, 40).
    • Os dois Mandamentos como constituintes da Religio perennis, a Religião primordial e eterna
    • O ensinamento simultâneo da unidade da Verdade e da diversidade das suas formas