O Mandamento Supremo — tópicos
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Ouve, Israel: os fundamentos da espiritualidade humana no monoteísmo sinaítico
- A declaração fundamental da unidade divina e o amor integral a Deus
- "Ouve, Israel: o Senhor nosso Deus, o Senhor é Uno. E tu amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e com toda a tua força" (Deuteronômio, VI, 5).
- Os dois alicerces da espiritualidade: discernimento metafísico e concentração contemplativa
- A tríplice aplicação do amor a Deus segundo a interpretação rabínica
- Unir-se a Deus no coração.
- Contemplar a Deus na alma.
- Obrar em Deus com as mãos e por meio do corpo.
- A declaração fundamental da unidade divina e o amor integral a Deus
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A interiorização da atividade nos Evangelhos Sinóticos
- A explicitação do elemento "pensamento" no Evangelho em relação à Tora
- A possível mudança de perspectiva em relação à "Antiga Lei"
- A preeminência da atividade interior sobre as obras exteriores no Cristianismo
- Enquanto para a Tora a "alma" é ao mesmo tempo ativa ou operativa e passiva ou contemplativa, o Evangelho parece denominar "alma" ao elemento passivo contemplativo, e "pensamento" ao elemento ativo operativo.
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A diferença de cunho do elemento "força" ou "obras" entre Judaísmo e Cristianismo
- A concomitância interior da observância exterior no Judaísmo
- A exteriorização da atividade da alma no Cristianismo
- A contestação judaica da interiorização cristã e a crença cristã no prejuízo das virtudes interiores pela "letra"
- A razão suficiente de uma religião: destacar uma possibilidade espiritual específica
- O Judaísmo representa, quanto à sua forma-quadro, mais um karma-marga do que uma bhakti, ao passo que a relação é inversa no Cristianismo.
- A interdependência entre karma (ação) e bhakti (amor)
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O esoterismo e as verdades profundas nas formulações religiosas fundamentais
- A presença das verdades mais profundas nas formulações iniciais das religiões
- A dimensão de profundidade do esoterismo e seus desenvolvimentos práticos
- A continuidade "vertical" do domínio esotérico, assemelhando-se à profecia
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A lei do amor ao próximo na Tora e sua relação com o amor a Deus
- A enuncição do amor ao próximo no Levítico
- "Não odiarás teu irmão em teu coração; mas repreenderás o teu próximo, para não te responsabilizares por um pecado por causa dele. Não te vingarás e não guardarás raiva contra os filhos do teu povo. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor" (Levítico, XIX, 17 e 18).
- A Lei tríplice resultante das passagens bíblicas
- Reconhecimento da unidade de Deus pela inteligência.
- União volitiva e contemplativa com o Deus Uno.
- Superação da distinção enganadora entre "o outro" e "eu".
- A enuncição do amor ao próximo no Levítico
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O amor ao próximo como consequência do amor a Deus e a natureza ilusória do egotismo
- A impossibilidade de abolir a separação entre o homem e Deus sem abolir a separação entre o ego e o outro
- A natureza ilusória e ilusionante do egotismo
- A consciência concreta do "eu" do outro como característica distintiva do homem
- A correção espiritual do desequilíbrio egotístico por meio das injunções evangélicas
- "Não julgueis, para não serdes julgados".
- "E a venda que tens em teus próprios olhos, não a notas".
- "Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós mesmos para eles" (Mateus VII, 3 e 12).
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A essencialidade do amor ao próximo contido no amor de Deus segundo Cristo
- A semelhança entre o primeiro e o segundo Mandamento
- A eventual contradição entre o amor de Deus e o dos homens
- "Quem não vem a Mim, dispersa".
- O caso de quem deve "odiar pai e mãe para Me seguir".
- A necessidade de amar ao próximo em Deus e não contra Deus
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As adaptações implícitas nas injunções divinas e os limites da caridade
- A caridade não abole as hierarquias naturais
- A caridade não implica compartilhar dos erros alheios ou impedir castigos merecidos
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A justificação da contemplação e do fausto da arte sacra perante o mundo
- A contemplação como sacrifício salutar para a sociedade humana
- A condenação injusta do fausto da arte sacra, dos santuários, das vestes sacerdotais e da liturgia
- As três razões para a existência dos tesouros sagrados
- As riquezas que tocam a Deus são oferendas ou sacrifícios em interesse de todos.
- Os tesouros sagrados são oferendas graças à sua grandeza, beleza e glória.
- O sagrado deve tornar-se visível na sociedade para criar uma presença que o sustente na consciência dos homens.
- A vileza da inveja em relação a Deus e a desonra da pobreza cobiçosa
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A interpretação correta da ordem de dominar a terra no Gênesis
- A definição da natureza humana e seus direitos em relação ao meio terrestre
- "Sede fecundos, multiplicai-vos, povoai a terra e submetei-a, e dominai sobre os peixes do mar, sobre os pássaros do céu e sobre os animais que andam na terra" (Gênese, 1, 28).
- A ordem divina como legitimação da função natural do homem, não como licença para o abuso
- A interpretação da passagem à luz do Mandamento supremo do amor a Deus
- "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o seu coração, de toda a tua alma e com toda a tua força".
- O direito de dominar o mundo como função da natureza essencial do homem
- A definição da natureza humana e seus direitos em relação ao meio terrestre
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O equilíbrio do mundo dependente do equilíbrio entre o homem e Deus
- A primazia do ser sobre o fazer: a necessidade de saber o que o homem é antes de perguntar o que deve fazer
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As três dimensões do Mandamento supremo
- A primeira dimensão: a afirmação intelectual da Unidade divina
- Prefigurada no testemunho ontológico da sarça de Moisés.
- Comporta os aspectos da intelecção e da fé.
- A segunda dimensão: a exigência volitiva e afetiva do amor a Deus
- Comporta os três aspectos: "união" (coração), "contemplação" (alma/mental) e "operação" (corpo).
- A terceira dimensão: a exigência ativa e social do amor ao próximo
- Função da generosidade gerada pelo conhecimento e amor a Deus.
- É, ao mesmo tempo, condição e consequência.
- A primeira dimensão: a afirmação intelectual da Unidade divina
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Cristo enuncia a síntese da Lei e dos Profetas e a unidade da Verdade na diversidade de formas
- A vinculação de toda a Lei e os Profetas aos dois Mandamentos de Amor
- "A esses dois Mandamentos vincula-se toda a Lei, bem como os Profetas" (Mateus, XXII, 40).
- Os dois Mandamentos como constituintes da Religio perennis, a Religião primordial e eterna
- O ensinamento simultâneo da unidade da Verdade e da diversidade das suas formas
- A vinculação de toda a Lei e os Profetas aos dois Mandamentos de Amor