Simbolismo
Charbonneau-Lassay: BESTIÁRIO DE CRISTO — RÃ
O sapo foi tomado desde cedo como antítese, pelo menos indireta, da rã. A repulsa que se comumente se tem a seus aspecto e pele o fez ser rejeitado pelo homem, esquecendo sua valiosa função de guardião das horticulturas.
No simbolismo cristão serve de figura ao vício da Luxúria sob seus aspecto mais imundos. Na Idade Média é representado junto com as serpentes e lagartos devorando ps órgão sexuais dos condenados, ou mamando os seiso plenos de luxúria.
No simbolismo dos vícios foi também o emblema da Inveja. Seu papel mais significativo, no entanto, é figurar diretamente o demônio no portal da igreja de Saint-Léger de Montbrillais, onde o sapo sai da boca de um possesso que um padre exorciza. Assim se apresentam outras tantas representações que vêm desde a antiguidade pré-cristã onde o sapo simboliza o espírito do mal, vindo a ser utilizado dessecado como famacopeia dos satanistas e feiticeiros.
René Guénon: SÍMBOLOS DA ANALOGIA
Esta opinión, por extraña que pueda parecer, debía de admitirse en época bastante antigua, pues en las tapicerías del siglo XV de la catedral de Reims el estandarte de Clodoveo lleva tres sapos. Por otra parte, es muy posible que primitivamente este sapo haya sido en realidad una rana, animal que, en razón de sus metamorfosis, es un antiguo símbolo de "resurrección", y que había mantenido esta significación en el cristianismo de los primeros siglos.