Tradução da versão francesa, com anotações, por Antonio Carneiro
Dos setes degraus do Amor
DO QUARTO DEGRAU DO AMOR, A SABER: DA HUMILDADE (cont.)
Renúncia à vontade própria.
Daí, a quarta e última fonte da vida humilde, ser a abnegação da vontade própria e de toda propriedade; e esta fonte corre do sofrimento suportado com paciência. É porque, quando o homem humilde é tocado interiormente, comovido, consumido e arrastado e encantado com o espírito de Deus, se fortalece, e renuncia à sua vontade própria; se oferece e se entrega inteiramente nas mãos de Deus; Qual é o fundamento da humildade. e assim, tem, com Deus, uma só vontade; e sua vontade se transforma, de alguma forma, em uma vontade e uma liberdade divina; e não pode mais a partir de agora em diante querer outra coisa, senão o que Deus quiser: que é no fundo a humildade. Pois, quando Deus nos toca com sua graça, de tal maneira que nós renunciamos a nós mesmos, que repudiamos nossa vontade própria, e que nos abandonamos para fazer a agradabilíssima vontade de Deus: então, a vontade de Deus é a nossa. E, porque a vontade de Deus é livre, ou antes, a liberdade em si mesma, o espírito de temor servil nos mantendo elevado, que venha de nós mesmos, ou de todo terror e de todo temor que possa nos entristecer e nos arrasar, pelo tempo e pela eternidade. nod torna livre e disposto; e nos comunica o espírito dos filhos adotivos ou dos escolhidos por Deus, pelo qual, fazendo senão um com o filho, nós gritamos: Rom. 8, 15 1 ( Abba ) nosso Pai, e o próprio espírito do filho presta testemunho à nosso espírito que somos filhos de Deus, co-herdeiros com o filho no reino do Pai, onde nos vemos elevados e exaltados na sublimidade de Deus, mas humildes e rebaixados em nós mesmos; e na união com Deus, cheios de graça e de dons divinos. E aí, a suprema liberdade e a extrema humildade se unem em uma só pessoa. Quanto aos exercícios que são próprios à humildade e a sublimidade, aqueles que lhes são estrangeiros não tem a ciência nem a sabedoria disso.
NOTAS:
Pela Vulgata o texto em referência Rom. 8, 15 é o seguinte : ( Rom. 8, 15 ) Nom einin accepistis spiritum servitutis iterum in timore: sed accepistis spiritum adoptionis filiorum, in quo clamamus: Abba, Pater.
Cuja tradução literal é: ( Rom. 8, 15 ) Não recebestes dele um espírito de servidão para novamente ( cair ) em temor, mas, recebestes um espírito de filhos adotivos, pelo qual clamamos Abba, Pai.