PAGELS, Elaine H. The gnostic Paul: gnostic exegesis of the Pauline letters. Philadelphia: Trinity Press International, 1992
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A Exegese Valentiniana de Hebreus 1:1-6: A Revelação através do Filho e sua Superioridade
- A divisão de Ptolomeu das profecias em três partes distintas conforme Hebreus 1:1
- A primeira parte originária do pleroma, transmitida através da semente eleita
- A segunda parte da região intermediária, através de Sophia
- A terceira e grande parte derivada do cosmos através do demiurgo
- A diversidade de epítetos usados pelos escritores proféticos como evidência para tal divisão, conforme Basílides
- A incompreensão do demiurgo sobre as profecias originárias do pleroma, que apresentavam os mistérios plerómicos e o mistério de Cristo
- O envio do Filho nos últimos dias para revelar esses mistérios, conforme Ptolomeu
- A criação dos aeóns plerómicos através do Filho
- A sustentação de todas as coisas pelo Filho, portando dentro de si todo o pleroma
- A purificação dos pecados e a entronização do Filho à direita da Grandeza nas alturas
- A interpretação valentiniana: Cristo ofereceu o perdão dos pecados aos psíquicos e assentou-se com o Topos, o demiurgo, para reinar à sua direita durante esta era
- A superioridade de Cristo sobre os anjos, incluindo o demiurgo entre os poderes meramente angélicos
- O nome do Filho como Filho unigênito, conforme Teódoto e o Evangelho da Verdade
- A geração do Filho pelo Pai, em contraste com a criação do demiurgo
- A adoração de Cristo pelo demiurgo e seus anjos
- A divisão de Ptolomeu das profecias em três partes distintas conforme Hebreus 1:1
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A Exegese Valentiniana de Hebreus 1:7-14: A Função e o Destino do Demiurgo e dos Anjos
- A natureza ígnea do demiurgo, criado a partir da substância psíquica de fogo
- O espaço de fogo governado pelo demiurgo e sua destruição cósmica final
- O trono permanente do Filho no aeón do aeón, em contraste com o fim do reinado do demiurgo
- A citação dirigida ao demiurgo como o Senhor que fundou a terra e moldou os céus
- A promessa de que o demiurgo permanecerá após a destruição de sua criação material
- O descarte da substância psíquica como vestes velhas e a transformação dos que a usaram, conforme Teódoto
- O serviço do demiurgo na formação dos elementos cósmicos, supervisão da igreja psíquica e recebimento das almas da humanidade
- O envio do demiurgo em serviço por causa daqueles que herdariam a salvação, assim como os profetas
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A Exegese Valentiniana de Hebreus 2:2-10: Os Estágios da Revelação e a Humilhação de Cristo
- Os três estágios distintos de revelação discerníveis pelo leitor iniciado
- A lei transmitida através de anjos, exigindo e retribuindo estrita justiça
- A conversão do demiurgo através do salvador e seu testemunho da salvação vindoura
- O testemunho do próprio Pai através de sinais e maravilhas para psíquicos e distribuição do espírito santo aos eleitos
- A superioridade invisível de Cristo sobre o demiurgo no presente
- A percepção psíquica de Jesus apenas como o filho do demiurgo, a manifestação visível do Cristo psíquico
- A aparição do salvador em grande humildade como homem para os psíquicos, vestindo a carne como vestimenta de condenação
- A sujeição de todas as coisas ao Cristo pneumático pelo Pai
- A descida do salvador do pleroma por causa do sofrimento da morte, isto é, das paixões de Sophia que se tornaram os elementos da criação
- A destruição do poder da morte pela vinda do salvador, não por sua morte real
- A citação de 1 Coríntios 15:54 para mostrar que o inimigo foi tragado na vitória quando o salvador provou a morte
- O salvador como guia para conduzir a alma invisivelmente salva para o pleroma
- Os três estágios distintos de revelação discerníveis pelo leitor iniciado
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A Exegese Valentiniana de Hebreus 2:14-18: A Participação de Cristo e a Libertação da Morte
- A necessidade de Cristo se tornar visível, tangível e associado a um corpo perceptível ao entrar no cosmos, conforme Teódoto
- A interpretação simbólica da morte de Cristo através do batismo, chamado de morte e fim da vida antiga
- O poder de transformação no batismo como pertencente à alma, não ao corpo
- A libertação da morte pela morte e da corrupção pela ressurreição
- O selamento pelo Pai, Filho e espírito santo como libertação da tríade da corrupção
- A semelhança do salvador com seus irmãos, mas não identidade real, conforme Teódoto
- A referência do professor de Rheginos à ressurreição do salvador dos mortos como a destruição da morte
- A paciência de Jesus, o misericordioso e fiel, em aceitar o sofrimento, sabendo que sua morte significava vida para a humanidade, conforme o Evangelho da Verdade
- O teste do Senhor após o batismo no deserto como encorajamento para lutar contra a tentação demoníaca, conforme Teódoto
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A Exegese Valentiniana de Hebreus 3:1-6: A Superioridade de Jesus sobre Moisés
- O chamado aos que compartilham de uma vocação celestial, os psíquicos, para reconhecer a superioridade de Jesus, o Filho do Pai, sobre Moisés, seu servo
- A entrada de Jesus no pleroma como o sumo sacerdote no santo dos santos, abrindo o caminho de acesso para os psíquicos
- Moisés, o demiurgo, como administrador, testemunha e servo fiel na administração da casa cósmica
- A superioridade de Cristo como o arquiteto sobre a casa que constrói
- Cristo como primeiro criador universal, seguido por Sophia que construiu uma casa para si e lavrou sete pilares, criando o demiurgo e a criação cósmica da hebdomada
- A efetuação de todo o processo pelo Pai, além dos três agentes da criação
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A Exegese Valentiniana de Hebreus 4:1-4: O Repouso e o Tempo de Decisão
- O recebimento psíquico de apenas um potencial para a salvação, gerando o temor de não atingir o repouso final, conforme Heracleão
- A promessa do demiurgo de entrada no repouso e sua bênção do dia de sábado como descanso de seus labores
- O contraste do Pai, que não guarda o sábado, mas trabalha para o Filho e através do Filho
- A continuação do trabalho de redenção pelos eleitos, como o salvador, mesmo no sábado
- O tom do demiurgo ao jurar em ira negar seu repouso a alguns
- A significação dos três dias distintos no processo de desenvolvimento espiritual
- O primeiro dia como estágio hílico de imersão na materialidade
- O segundo dia como estágio psíquico de conversão
- O terceiro dia como dia pneumático de iluminação ou ressurreição
- A insistência do apóstolo na escolha da salvação hoje, na era cósmica presente
- A comunicação da mensagem de salvação de maneira diferente em cada dia
- Como eco sem significado no dia hílico passado
- Como voz no dia psíquico presente
- Como logos no dia pneumático futuro
- A voz do demiurgo no presente age clamando como uma voz no deserto para arrependimento e fé no salvador
- A aparição do salvador apenas em forma psíquica, não ainda como Cristo pneumático, durante o dia psíquico
- A existência de outro repouso além do prometido pelo demiurgo: o repouso no matrimônio dado através do Cristo pneumático do Pai Deus
- O sábado do Pai como o dia do alto, sem noite, com luz perfeita que não falha, conforme o Evangelho da Verdade
- A identificação dos eleitos com este dia perfeito
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A Exegese Valentiniana de Hebreus 4:11-13: O Logos como Espada de Discernimento
- A menção do logos que revela o evangelho pneumático da redenção, conforme Heracleão
- A interpretação de Teódoto da espada como imagem do poder pneumático de discriminação
- A espada de fio único dos psíquicos, capaz apenas de perfurar a aparência do salvador, dividindo o hílico do psíquico
- O logos como espada de dois gumes que penetra até a divisão da alma do espírito, do osso da medula
- O osso como significando a alma racional e celestial e a medula o espírito escondido com o osso
- A divisão do psíquico do pneumático pelo logos
- O julgamento vindo do alto como uma espada desembainhada de lâmina dupla que corta de um lado e do outro, o Logos, conforme o Evangelho da Verdade
- A falta atual do segundo poder de discriminação pelos psíquicos
- A percepção de todas as coisas pelo Cristo pneumático na clareza total da visão espiritual
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A Exegese Valentiniana de Hebreus 4:14-16: Jesus como Sumo Sacerdote
- A descrição de Jesus como o grande sumo sacerdote que passou do pleroma divino através dos céus da hebdomada
- A participação do salvador na semelhança humana da fraqueza da condição humana
- A mediação do salvador para que os psíquicos também possam receber misericórdia e graça e se aproximar do trono da graça com ousadia
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A Exegese Valentiniana de Hebreus 5:1-4: O Sacerdócio Levítico como Símbolo
- A interpretação simbólica de toda a seção ritual da lei em termos da comunidade cristã presente, conforme Ptolomeu
- A identificação de Heracleão dos sacerdotes levíticos como símbolo dos psíquicos que são salvos e permanecem fora do pleroma
- A capacidade desses sacerdotes humanos de lidar com outros psíquicos em seu erro e ignorância, pois eles próprios são acometidos de fraqueza
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A Exegese Valentiniana de Hebreus 5:5-10: Cristo como Sumo Sacerdote segundo a Ordem de Melquisedeque
- A explicação de Heracleão: os psíquicos são sacerdotes e levitas, mas o salvador é o sumo sacerdote com acesso ao santo dos santos
- Os gritos e lágrimas do salvador nos dias de sua carne como demonstração dos gritos e lágrimas da paixão de Sophia
- A oferta de acesso ao santo dos santos, ao pleroma, para os psíquicos obedientes que foram salvos
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A Exegese Valentiniana de Hebreus 5:11-14: A Doutrina para os Maduros
- A frustração do apóstolo com a maioria de seus ouvintes no nível meramente psíquico
- A necessidade de ensino elementar para os imaturos, em contraste com a doutrina pneumática para os maduros, os iniciados
- A enumeração das doutrinas elementares: arrependimento, fé, batismos, imposição de mãos, ressurreição dos mortos, juízo eterno
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A Exegese Valentiniana de Hebreus 6:1-6: A Impossibilidade da Renovação do Arrependimento
- A exortação para prosseguir do ensino elementar para o nível de maturidade recebido na iniciação gnóstica
- A impossibilidade para os iluminados de regredir para o início do ensino psíquico
- A equivalência de tal regresso a recrucificar o Filho de Deus, revertendo o processo de separação dos elementos psíquicos dos pneumáticos
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A Exegese Valentiniana de Hebreus 6:7-8: A Parábola da Semente Pneumática
- A parábola contendo uma lição sobre a semente pneumática
- A esperança de que as palavras do mestre caiam como chuva em boa terra para dar fruto, conforme Ptolomeu
- A produção de espinhos por aqueles em quem a semente não pode crescer, sendo lançados fora e queimados na conflagração final do cosmos
- A âncora da esperança para a alma psíquica que entra no lugar interior além do véu, onde Jesus entrou como precursor
- A possibilidade de alguns levitas psíquicos na tribo do sacerdócio entrarem dentro do véu com o sumo sacerdote
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A Exegese Valentiniana de Hebreus 7:1-26: O Sacerdócio de Melquisedeque e a Perfeição
- A revelação do significado pneumático do patriarcado antigo, da lei e do sacerdócio
- A obediência de Abraão a Melquisedeque como alegoria da obediência do demiurgo ao salvador
- Os levitas como descendentes de Abraão, o demiurgo, sendo crentes psíquicos
- O salvador pneumático não descendendo de Abraão, mas descendo da grandeza além, conforme Heracleão
- A impossibilidade de perfeição através do sacerdócio levítico e da lei, que é um mandamento sárnico, fraca e inútil
- A oferta de uma esperança maior pelo Cristo pneumático através do poder da vida divina
- A separação do Cristo pneumático dos psíquicos após sua aparição para eles e sua exaltação acima dos céus
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A Exegese Valentiniana de Hebreus 8:1-5: O Ministério do Sumo Sacerdote e a Realidade Celestial
- O ponto principal da discussão: o sacerdócio de Cristo entronizado ao lado da Grandeza nas alturas, o demiurgo
- A superioridade do sacerdócio de Cristo sobre o sacerdócio psíquico como a verdade supera sua representação
- A adoração dos judeus em carne e erro daquele que não é o Pai, pois os elementos de sua adoração são apenas imagens das coisas no pleroma
- A criação pelo demiurgo de apenas imagens e sombras dos protótipos plerómicos mostrados a ele de cima
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A Exegese Valentiniana de Hebreus 9:1-10: O Tabernáculo como Parábola da Era Presente
- A interpretação do apóstolo: o tabernáculo externo, o santuário cósmico, é uma parábola da era presente
- A explicação de Heracleão: o tabernáculo externo simboliza o topos psíquico, onde os psíquicos adoram o demiurgo
- O santo dos santos simbolizando o topos pneumático, onde os eleitos da mesma natureza do Pai adoram em verdade
- A entrada apenas do salvador como sumo sacerdote para purificar os eleitos, que são a casa do Pai
- A recepção do batismo pelos psíquicos, mas apenas os eleitos recebem a câmara nupcial, oculta dos demais pelo véu
- A separação atual da região cósmica do pleroma pelo segundo véu, a segunda cortina universal do todo
- A inacessibilidade do caminho para o santo dos santos enquanto a era presente permanecer
- A abertura do caminho pelo salvador para os psíquicos o seguirem do cosmos para o pleroma no final desta era
- A necessidade do sacerdote psíquico despir-se do corpo hílico e psíquico para passar nu para a região pneumática
- A transformação do sacerdote em verdadeiramente racional e sacerdotal para participar da visão de Deus
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A Exegese Valentiniana de Hebreus 12:18-24: A Antiga e a Nova Aliança
- A caracterização da antiga aliança obsoleta com o demiurgo como a aliança psíquica
- A percepção psíquica de seu deus como fogo ardente e consumidor no espaço ígneo do cosmos
- A audição do eco, as declarações hílicas de toda a ordem profética
- A audição da voz, a fala psíquica do próprio demiurgo, em terror
- O pedido para serem poupados do terceiro estágio da revelação, o logos
- A incapacidade de suportar a sentença de morte para qualquer paixão, a besta
- O tremor de medo até mesmo de Moisés, o demiurgo
- A possibilidade de os psíquicos se tornarem como a imagem dos de cima e ascenderem para a Jerusalém celestial
- O avanço dos psíquicos salvos do Egito, a região hílica, para o Monte Sião, a região psíquica
- O avanço posterior para a cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, a região pneumática
- A união com os anjos, os eleitos, a ecclesia dos primogênitos
- A aproximação do juiz demiúrgico e finalmente do Deus de todos, o próprio Pai
- A junção aos espíritos dos justos aperfeiçoados, os antigos psíquicos que se tornaram espírito
- A recepção da perfeição através de Jesus, nunca atingível através de Abel, o justo psíquico
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A Exegese Valentiniana de Hebreus 13:20-21: A Bênção Final e o Bom Pastor
- A recomendação dos hebreus ao Deus da paz, o Pai, que ressuscitou dos mortos o salvador
- O salvador como o bom pastor que protege os psíquicos como suas ovelhas dos ataques dos poderes do mal
- A busca do salvador pela ovelha perdida, a ecclesia, conforme a parábola de Mateus 18:12-14
- A transformação da ecclesia para conduzir todos os que creem para o pleroma