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id da página: 4621 Elaine Pagels – Paulo Gnóstico aos Romanos Paulo

Pagels Paulo Romanos

Elaine Pagels — O Paulo Gnóstico

(Rom 1:1) Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus.
Paulo abre sua carta indicando sua dupla responsabilidade — de fato, sua dupla identidade — assim os exegetas valentinanos afirmam. Pois o apóstolo primeiro se identifica como “escravo de Jesus Cristo”, ou seja, um psíquico, disposto “como um escravo” em relação à revelação pneumática. Paulo se identifica psiquicamente uma segunda vez quando diz que ele é “chamado” (em contraste com os pneumáticos, os quais são “escolhidos”).

Paradoxalmente continua se identificando como “separado para o evangelho de Deus”. Exegetas valentinanianos correlacionam esta passagem com seu louvor por “aquele que me separou do ventre de minha mãe” (Gal 1:15), “apreendendo estas passagens”, diz Origenes, para provar que Paulo é um eleito pneumático.

Porque Paulo, o grande mestre pneumático, se identifica primeiro como um escravo psíquico? Teodoto, citando Filipenses 2:7-9, lembra como o Cristo pneumático “esvaziou-se a si mesmo” para tomar a “forma de um escravo” psíquico, Jesus, de modo a “se dispondo na semelhança humana” pudesse se tornar acessível aos psíquicos. Como “escravo”, Paulo imita o Cristo; ele, embora “escolhido”, identifica-se voluntariamente com os psíquicos que são “chamados”.

Rom 1:3-4 Acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne, Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor,


Paulo agora demonstra como prega o “evangelho de Deus” em duas formas diferentes: primeiro proclama àquele que “veio à existência da semente de Davi segundo a carne”, e segundo, aquele “designado filho de Deus ... segundo o espírito”. O que Paulo quer dizer? Refere-se primeiro à linhagem humana do salvador, e segundo a sua relação com YHWH, o criador? Assim os psíquicos compreenderiam a mensagem de Paulo; mas os valentinianos rejeitam esta exegese “literal”.

O leitor iniciado aprende da tradição secreta que aqui de novo Paulo fala simbolicamente. “Davi” significa o demiurgo ele mesmo — uma apropriada metáfora, primeiro que ele domina suas criaturas como qualquer rei; segundo, porque, como demiurgo, formou e “aparentou” a humanidade “de acordo com a carne”. Paulo caracteriza em 1:3 a pregação psíquica do salvador “segundo a carne”, como o filho do demiurgo (“Davi”); mas em 1:4 a proclamação pneumática do Cristo “segundo o espírito” como “aquele designado filho de Deus” — do Pai.

O iniciado, treinado a ler a estrutura mais profunda do texto, então, poderia ver de 1:1 como Paulo identifica a si mesmo tanto com um psíquico e como um membro do eleito pneumático, e de 1:3-4 como demonstra dois diferentes modos de sua pregação. Assim prega o salvador de em cada uma de duas maneiras. Para o bem dos psíquicos (“aqueles à esquerda”) ele pregou o salvador “segundo a carne” (Rom 1:3) como humanamente nascido, sofrendo humanamente, “porque isto eles podem apreender, e deste modo temê-lo”. Mas também pregou o salvador “segundo o espírito” (1:4) como gerado do “espírito santo e uma virgem”, como aqueles que são pneumáticos (“à direita”) o reconhecem. Pois, Teodoto explica, o apóstolo sabe que “cada um conhece o Senhor de sua própria maneira; todos não o conhecem igualmente”.

Rom 1:5-7 Pelo qual recebemos a graça e o apostolado, para a obediência da fé entre todas as gentes pelo seu nome, Entre as quais sois também vós chamados para serdes de Jesus Cristo. A todos os que estais em Roma, amados de Deus, chamados santos: Graça e paz de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.


Paulo, tendo “recebido graça”, vê seu papel primário como apóstolo para “todas as nações”, para os gentios, que significam o eleito pneumático. Os valentinianos notam como Paulo contrasta sua própria missão para os gentios (para os pneumáticos) com a missão de Pedro para os judeus (ou seja, para os psíquicos cristãos, que olham Pedro como o fundador de sua igreja). Como apóstolo dos “gentios”, Paulo diz em 1:11 que espera compartilhar com eles seu “carisma pneumático”. No entanto admite em 1:14 que está obrigado tanto “aos gregos e aos bárbaros”, ou seja, ambos “aos sábios” pneumáticos e “aos tolos” psíquicos. Os valentinianos podem inferir que por esta razão o apóstolo dosa suas frases, abençoando primeiro os pneumáticos (aqueles “amados de Deus”) com “graça” de “Deus nosso Pai” e então os psíquicos (aqueles “chamados santos”) com “paz” do “Senhor”. (Esta passagem ilustra um princípio básico da exegese valentiniana: que Paulo usa o termo “Senhor” para designar YHWH, como “Deus” designa o “Pai”.)

Os exegetas valentinianos admiram a habilidade de Paulo enquanto entremeia estas frases tão sutilmente que leitores de mente simples nunca discernem o significado mais profundo. Eles afirmam que quando perguntam tais pessoas questões determinadas, tentando dirigi-las para o significado mais profundo, os psíquicos o rejeitam como “tolice”. Os valentinianos tomam esta resposta como evidência que (como afirma o apóstolo) “o psíquico não recebe as coisas do espírito de Deus; elas são tolices para ele; ele não pode reconhecê-las, porque elas são discernidas pneumaticamente, mas o pneumático discerne todas as coisas”.


Tópicos

  • Interpretação Valentiniana de Romanos 1:9-14: A Comunicação Pneumática e a Responsabilidade Dual do Apóstolo

    • Romanos 1:9-14
      • A adoração de Paulo a Deus no espírito, distinta do demiurgo.
      • O desejo de Paulo de compartilhar um charisma pneumático pessoalmente, não por escrito.
      • A obrigação de Paulo para com gregos (pneumáticos) e bárbaros (psíquicos), sábios e tolos.
  • A Natureza do Conhecimento Pneumático e a Limitação da Escrita

    • A impossibilidade de transmitir verdades pneumáticas por documentos escritos.
    • A necessidade de comunicação oral e secreta entre os iniciados (teleioi).
  • A Identificação dos "Tolos" e a Cegueira dos Psíquicos

    • Romanos 1:14
      • A definição de "tolos" como aqueles que persistem em adorar o demiurgo ignorante.
      • A interpretação simbólica do véu de Moisés: a ignorância que cobre os corações dos psíquicos.
  • A Revelação de Deus na Criação e a Interpretação Valentiniana

    • Romanos 1:19-20
      • A manifestação do invisível de Deus através da criação visível.
      • A explicação de Valentino: o retrato pintado (criação) e o nome divino que completa o reconhecimento.
      • A criação do demiurgo por Sophia à imagem do Pai manifestada na criação.
      • A explicação dos Marcosianos: o demiurgo cria o cosmos visível à imagem das coisas invisíveis acima.
  • A Idolatria Sutil: A Adoração do Demiurgo em vez do Criador

    • Romanos 1:21-25
      • A troca da glória do Deus incorruptível pela imagem do homem corruptível.
      • A troca da verdade de Deus pela mentira: a adoração da criação (demiurgo) em vez do Criador (Pai).
      • A explicação de Ptolemeu: a menção de Paulo aos éons divinos.
      • A explicação de Heracleão: os cristãos psíquicos que agora adoram o demiurgo, o "Cristo Logos".
  • As Consequências da Alienação: A Separação entre Pneumáticos e Psíquicos

    • Romanos 1:26-27
      • A entrega por Deus aos sofrimentos da desonra e às relações contra a natureza.
      • A interpretação literal versus a interpretação pneumática.
      • A exegese valentiniana: os pathe como elementos da existência cósmica.
      • A separação dos psíquicos (feminino) dos pneumáticos (masculino), tipificada em Adão e Eva.
      • O sofrimento de ambos os grupos com essa alienação.
  • A Situação da Comunidade Cristã segundo Romanos 1

    • O dilema dos pneumáticos valentinianos perante a acusação dos psíquicos.
    • A leitura alegórica de Romanos 1 para entender a relação entre pneumáticos e psíquicos.
      • Os psíquicos, levados pelo erro (plane), rejeitaram a verdade de Deus.
      • A cegueira dos psíquicos para a verdade e sua adoração ao demiurgo.
      • A separação forçada entre psíquicos e pneumáticos dentro da comunidade.
  • A Resposta do Apóstolo Pneumático: O Exemplo de Paulo

    • A identificação de Paulo com psíquicos e pneumáticos.
    • A pregação do evangelho "de duas maneiras", adaptando-se às capacidades de cada grupo.
    • Os dois níveis de leitura da carta: literal para psíquicos, simbólico para pneumáticos.
  • A Diferença Qualitativa da Experiência de Redenção

    • A questão levantada para a exegese de Romanos 2: a diferença entre os "judeus" psíquicos e os "gentios" pneumáticos.
  • O Julgamento do Demiurgo e a Advertência aos Psíquicos

    • Romanos 2:1-10
      • A advertência àquele que julga: o julgamento do demiurgo sobre os psíquicos.
      • A retribuição de acordo com as obras para "toda alma" (psíquica).
      • A explicação de Heracleão de Romanos 13:1: o demiurgo ("Moisés") como o executor da ira.
  • A Isenção Pneumática da Lei e o Testemunho da Consciência

    • Romanos 2:12-16
      • O julgamento através da lei para os que estão na lei (psíquicos).
      • A isenção dos pneumáticos ("gentios") da jurisdição e da lei do demiurgo.
      • A realização natural (physei) das coisas da lei pela natureza pneumática.
      • O testemunho secreto da consciência e o julgamento futuro segundo o evangelho.
  • A Circuncisão do Coração e a Identidade do Verdadeiro Judeu

    • Romanos 2:26-29
      • A circuncisão literal na carne (psíquicos) versus a circuncisão pneumática do coração.
      • O verdadeiro judeu é aquele que o é em segredo, louvado por Deus, não por homens.
      • A afirmação de Teódoto: "Israel é uma alegoria do pneumático que vê a Deus".
  • A Superioridade do Pneumático e sua Capacidade de Julgar

    • A contradição aparente: o "gentio" incircunciso (pneumático) julga o "judeu" circuncidado (psíquico).
    • A base paulina: o psíquico não recebe as coisas pneumáticas, mas o pneumático julga todas as coisas.
  • A Vantagem Psíquica: A Transmissão dos Oráculos de Deus

    • Romanos 3:1-2
      • A vantagem do "judeu" (psíquico): a eles foram confiados os oráculos de Deus.
      • A transmissão das palavras do Pai pelos psíquicos, embora só entendam seu significado literal.
  • A Justiça de Deus e a Isenção do Julgamento para os Pneumáticos

    • Romanos 3:5-6
      • A pergunta sobre a justiça de Deus em exercer a ira contra os anthropoi (eleitos).
      • A pontuação valentiniana: só o cosmos psíquico será julgado pela lei.
  • A Acusação Universal sob o Pecado e sua Aplicação aos Psíquicos

    • Romanos 3:9b-20
      • A acusação de que todos, judeus e gregos, estão sob o pecado.
      • A interpretação valentiniana: a aplicação exclusiva aos psíquicos.
      • A descrição do demiurgo como "não um", sem entendimento, não buscando a Deus.
      • A função da lei: tornar o cosmos psíquico passível de julgamento e fornecer a consciência do pecado.
  • A Revelação da Justiça de Deus aparte da Lei

    • Romanos 3:21-24
      • A revelação da justiça de Deus aparte da lei, atestada pela lei e os profetas.
      • A isenção pneumática do paradigma do pecado e do julgamento.
      • A distinção entre a redenção (apolytrosis) pneumática e a salvação (soteria) psíquica.
  • A Reconciliação Pré-ordenada: A Paixão de Sophia e a Eucaristia Pneumática

    • Romanos 3:25-28
      • O que Deus pré-ordenou para demonstração de sua justiça: os eleitos pneumáticos.
      • A interpretação psíquica versus a interpretação pneumática da paixão de Jesus.
      • As duas teologias eucarísticas: a memória da morte do Senhor (psíquica) e a memória da paixão da Mãe (pneumática).
      • A exclusão do orgulho pela "lei da fé" que opera através da graça (charis).
  • Os Dois Processos de Salvação: A Lei das Obras e a Lei da Fé

    • Romanos 3:29-31
      • A pergunta sobre Deus ser apenas o Deus dos judeus (demiurgo) ou também dos gentios (Pai).
      • A justificação dos circuncidados (psíquicos) a partir da fé (ek pisteos) e dos incircuncisos (pneumáticos) através da fé (dia pisteos).
      • A abolição da lei pela fé para os eleitos, mas sua sustentação para os psíquicos.
  • A Justificação do Demiurgo pela Fé

    • Romanos 4:1-3
      • A questão sobre Abraão (o demiurgo), o progenitor segundo a carne.
      • A justificação do demiurgo pela fé no Pai, não pelas obras.
  • A Contabilidade da Justiça: Graça versus Obrigação

    • Romanos 4:4-8
      • A recompensa para quem trabalha é por obrigação; para quem não trabalha, mas crê, é por graça.
      • A aplicação do Salmo: o perdão dos pecados para os psíquicos (plural) e a não imputação de pecado para o pneumático (singular).
  • A Herança através da Fé e a Exclusão dos que são da Lei

    • Romanos 4:13-15
      • A promessa a Abraão e sua semente através da justiça da fé, não da lei.
      • A exclusão dos que são da lei da herança pneumática.
      • A correlação da lei com a ira, o pecado e a morte.
  • A Promessa Certeira a Toda a Semente e o Chamado à Existência

    • Romanos 4:16-17
      • A certeza da promessa pela fé e graça para toda a semente: da lei e da fé de Abraão.
      • O demiurgo como pai de todos, na presença do Deus em que creu.
      • O Deus que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não são (ta me onta).
  • A Fé do Demiurgo contra a Esperança: O Reconhecimento da Morte

    • Romanos 4:18-24
      • A fé do demiurgo contra a esperança, reconhecendo a morte de seu próprio corpo e do ventre de Sara (Sophia).
      • O propósito do relato: para todos os que creem no Deus que ressuscitou Jesus.
  • A Morte de Cristo pelos Ímpios: A Destruição do Poder dos Arcontes

    • Romanos 5:6-9
      • A vinda do salvador para destruir o poder dos arcontes hostis sobre a humanidade fraca.
      • A morte pelo justo (psíquico) versus a morte pelo bom (pneumático).
      • O reconhecimento eleito do significado simbólico da paixão do salvador: a paixão e restauração de Sophia.
      • A interpretação psíquica: Cristo morreu para salvar os pecadores da ira (julgamento do demiurgo).
  • A Origem do Pecado e da Morte: O Reinado do Demiurgo

    • Romanos 5:12-14
      • A entrada do pecado e da morte no mundo através de um homem.
      • O reinado da morte de Adão a Moisés: o reinado do Grande Arconte (demiurgo).
      • A interpretação de Basílides: o demiurgo como o poder chamado "morte" ou "pecado".
      • A visão de Valentino: a origem da morte é a obra do demiurgo cósmico.
  • O Dom da Graça e a Batalha contra a Morte

    • Romanos 5:15-21
      • O dom da graça não sendo como a transgressão.
      • A morte dos "muitos" (psíquicos) através da transgressão de um (Eva/Sophia).
      • A abundância da graça para os "muitos" através do "um homem" (Cristo e os eleitos).
      • A identidade entre o salvador e os eleitos como uma só natureza pneumática.
      • A batalha conjunta contra a morte para salvar a imagem psíquica.
      • O reinado final da graça sobre o reinado do pecado e da morte.
  • O Batismo como Morte e Ressurreição Pneumática

    • Romanos 6:3-11
      • O batismo em Cristo Jesus como batismo em sua morte e ressurreição.
      • A interpretação psíquica literal versus a interpretação pneumática simbólica.
      • A ressurreição como gnose, revelação e transformação em novidade.
      • A crucificação do "homem velho" e a destruição do "corpo do pecado".
      • A libertação dos arcontes malignos (pecado e morte) e a vida para Deus.
  • A Advertência aos Psíquicos: A Escravidão ao Pecado e a Possibilidade de Liberdade

    • Romanos 6:12-19
      • A advertência para não deixar o pecado reinar nos corpos mortais (psíquicos).
      • A escravidão ao pecado (diabo) ou à obediência (demiurgo).
      • A possibilidade dos psíquicos se tornarem livres através da revelação das coisas ocultas da verdade.
      • A accommodação de Paulo: falar em termos humanos devido à fraqueza da carne.
  • A Morte para a Lei e a Libertação do Cativeiro Demiúrgico

    • Romanos 7:4-14
      • A morte para a lei através do corpo de Cristo para pertencer a outro (o Pai).
      • A libertação da lei e daquele que mantinha cativo (o demiurgo).
      • A função da lei: dar conhecimento do bem e do mal, mas não poder para implementá-lo.
      • A contradição: a lei é santa, justa e boa, mas também engana e mata.
      • A distinção de Ptolemeu: a lei justa do demiurgo versus a lei boa e santa da natureza pneumática.
  • O Conflito Interior do Pneumático: A Lei de Deus versus a Lei do Pecado

    • Romanos 7:14b-25
      • A experiência do conflito no pneumático: a lei de Deus no homem interior versus a lei do pecado nos membros.
      • A descrição de Valentino: o coração como morada de demônios que efetuam desejos inapropriados.
      • A impotência humana perante os poderes do mal e o clamor por libertação.
      • A necessidade da intervenção do Pai através do salvador.
  • A Celebração da Redenção Pneumática: Nenhuma Condenação

    • Romanos 8:1-4
      • Nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus.
      • A libertação da lei do pecado e da morte pela lei do espírito de vida.
      • A impossibilidade da lei, fraca pela carne, versus a realização do Pai ao enviar seu filho.
      • A interpretação de Alexandre: o salvador na semelhança da carne pecaminosa para condenar o pecado na carne.
      • O cumprimento da justa exigência da lei por quem anda segundo o espírito.
  • A Morada do Espírito e a Ressurreição dos Corpos Mortais

    • Romanos 8:10-11
      • O corpo morto por causa do pecado, mas o espírito vivo por causa da justiça.
      • A promessa de Deus vivificar os "corpos mortais".
      • A interpretação valentiniana: "corpos mortais" como os psíquicos, que serão "levantados" para a vida pneumática.
  • A Adoção Psíquica versus a Filiação Natural Pneumática

    • Romanos 8:12-15
      • A escolha psíquica: viver segundo a carne e morrer, ou pelo espírito mortificar as obras do corpo e viver.
      • A teoria de Heracleão: os psíquicos são filhos por adoção, não por natureza como os pneumáticos.
      • O espírito de escravidão para o medo (demiurgo) versus o espírito de adoção para clamar "Aba, Pai".
  • A Expectativa da Criação e a Revelação dos Filhos de Deus

    • Romanos 8:18-23
      • Os sofrimentos do tempo presente versus a glória a ser revelada.
      • A expectativa da criação (demiurgo) pela revelação dos filhos de Deus (pneumáticos).
      • A sujeição do demiurgo à futilidade, não voluntariamente, mas por aquele que o sujeitou (o Pai).
      • A libertação da criação da escravidão da corrupção para a liberdade gloriosa.
      • Os gemidos da criação e dos que têm as primícias do Espírito (os eleitos) aguardando a adoção (psíquica).
  • A Predestinação e a Segurança da Eleição

    • Romanos 8:28-39
      • Todas as coisas cooperando para o bem daqueles que amam a Deus, os chamados segundo seu propósito.
      • A predestinação para serem conformes à imagem do Filho.
      • A impossibilidade de acusação contra os eleitos de Deus.
      • Nenhum poder capaz de separar os eleitos do amor de Deus.
  • A Dor de Paulo pelos seus Parentes segundo a Carne

    • Romanos 9:1-5
      • A dor de Paulo pelos israelitas, seus parentes segundo a carne.
      • As prerrogativas de Israel: adoção, glória, alianças, legislação, culto, promessas, patriarcas.
      • Cristo segundo a carne vindo deles.
      • A identificação de Paulo: sendo pneumático, foi gerado do demiurgo como os psíquicos.
  • O Logos de Deus não Falhou: A Distinção entre a Semente

    • Romanos 9:6-8
      • Nem todos os de Israel são Israel; nem todos da semente de Abraão são filhos.
      • Os filhos da carne (psíquicos) versus os filhos da promessa (pneumáticos).
  • O Propósito de Deus na Eleição: Jacó e Esaú

    • Romanos 9:10-18
      • A eleição de Jacó e a rejeição de Esaú antes do nascimento, não por obras, mas por aquele que chama.
      • A misericórdia divina sobre quem ele quer e o endurecimento de quem ele quer.
      • A controvérsia com Orígenes: a salvação não está em nosso poder, mas na vontade de Deus.
      • Jacó como exemplo do pneumático eleito; Esaú como exemplo do hílico reprovado.
  • A Autoridade do Oleiro: Vasos para Honra e para Desonra

    • Romanos 9:19-26
      • A objecção à justiça de Deus e a resposta pela autoridade do oleiro.
      • A metáfora do vaso: vasos de ira preparados para perdição versus vasos de misericórdia preparados para glória.
      • A aceitação valentiniana da doutrina da eleição.
      • A paráfrase no Evangelho da Verdade e no Evangelho de Tomé.
  • A Busca da Justiça pela Lei versus pela Fé

    • Romanos 9:27-32
      • Apenas um remanescente de Israel será salvo.
      • Os gentios (pneumáticos) encontrando a justiça pela fé.
      • Israel (psíquicos) não alcançando a lei da justiça porque foi por obras, não por fé.
  • A Salvação Psíquica: Confissão pela Boca e Crença pelo Coração

    • Romanos 10:1-13
      • O zelo dos psíquicos por Deus, mas não com entendimento (kat' epignosin).
      • A justiça da lei versus a justiça da fé.
      • A palavra da fé: confessar com a boca Jesus como Senhor (para salvação psíquica) e crer no coração que Deus o ressuscitou (para justificação pneumática).
      • A prática valentiniana de confessar verbalmente com os psíquicos, mas crer pneumaticamente.
  • A Pregação aos Psíquicos e sua Falha em Ouvir

    • Romanos 10:14-18
      • A necessidade de um pregador para ouvir e crer.
      • A comunicação do Pai com Israel psíquico através dos profetas e do salvador.
      • O fracasso da maioria em reconhecer a fonte da revelação.
  • A Rejeição e o Remanescente Eleito pela Graça

    • Romanos 11:1-10
      • Deus não rejeitou seu povo que conheceu beforehand.
      • Um remanescente eleito pela graça, incluindo Paulo.
      • O endurecimento do restante: um espírito de torpor, olhos para não ver, ouvidos para não ouvir.
  • A Queda dos Psíquicos e a Riqueza para os Gentios

    • Romanos 11:11-16
      • A transgressão dos psíquicos trazendo salvação para os gentios (pneumáticos).
      • A deficiência (usterema) psíquica significando riqueza para os gentios, e seu pleroma significando muito mais.
      • A rejeição dos psíquicos significando a reconciliação do cosmos, e sua inclusão significando vida dentre os mortos.
      • A metáfora dos primeiros frutos e da massa (aparche e phyrama): o pneumático e a igreja psíquica.
  • A Enxertia dos Ramos e o Mistério da Salvação de Todo Israel

    • Romanos 11:17-26
      • Os ramos quebrados (psíquicos) e a enxertia dos gentios (pneumáticos).
      • A advertência contra a arrogância pneumática.
      • O poder de Deus para enxertar os psíquicos novamente.
      • O mistério: o endurecimento de parte de Israel até que a plenitude dos gentios entre, e assim todo Israel será salvo.
      • A interpretação de Teódoto: a igreja psíquica sendo levantada e salva com a eleição pneumática.
  • O Culto Racional: A Apresentação dos Corpos como Sacrifício Vivo

    • Romanos 12:1-2
      • A exortação para apresentar os corpos como sacrifício vivo, culto racional (logiken latreian).
      • A interpretação de Heracleão: a adoração em espírito e em verdade, de natureza igual à do Pai.
      • A possível interpretação: "corpos" como os crentes psíquicos a serem apresentados santos.
  • A Unidade do Corpo e a Diversidade de Dons

    • Romanos 12:3-6
      • O pensamento sábio de acordo com a medida da fé dada por Deus.
      • A metáfora do corpo com muitos membros e diferentes funções.
      • A exortação para a mutualidade e harmonia na diversidade de charismata.
  • A Sujeição às Potestades: O Demiurgo como Autoridade Instituída

    • Romanos 13:1-7
      • A sujeição de toda alma (psíquica) às potestades superiores (arcontes cósmicos).
      • A interpretação de Heracleão: o demiurgo ("Moisés") como o servo de Deus que executa a ira.
      • A obrigação de pagar tributo, temor e honra aos respectivos exigidores.
  • A Dívida do Amor: O Cumprimento Pneumático da Lei

    • Romanos 13:8-10
      • A dívida de amar uns aos outros.
      • O cumprimento da "outra lei" (pneumática) pelo amor, que é o pleroma da lei.
  • O Despertar do Sono: A Ressurreição que se Aproxima

    • Romanos 13:11-13
      • A hora de despertar do sono (esquecimento da alma).
      • A salvação mais próxima: o dia pneumático da ressurreição da igreja.
      • O caminhar dos eleitos na luz, tendo emergido da noite da existência cósmica.
  • A Tolerância entre os Fortes e os Fracos na Fé

    • Romanos 14:1-15:1
      • O acolhimento do fraco na fé (psíquico) sem disputas sobre opiniões.
      • As observâncias psíquicas: restrições dietéticas e dias sagrados.
      • A liberdade pneumática: nada é imundo em si mesmo.
      • A advertência para não julgar o outro, pois cada um prestará contas a Deus.
      • A exortação aos fortes (pneumáticos) para suportar as fraquezas dos fracos e não os ofender.
      • A manutenção da fé em segredo entre si e Deus.
      • A glorificação conjunta do Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
  • A Bênção Final e a Plenitude da Bênção de Cristo

    • Romanos 15:13-17, 29
      • A plenitude de bondade, todo conhecimento e capacidade de admoestação dos gentios (pneumáticos).
      • A graça do evangelho de Deus pregado por Paulo.
      • A vinda na plenitude (pleroma) da bênção de Cristo.
      • A comenda ao Deus Sábio, através de Jesus Cristo, entre os éons.