Comentários ao Evangelho de João
Alguns tópicos do Prólogo de João nas palavras de Orígenes
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A interpretação do termo "arché" no prólogo do Evangelho de João
- A rejeição de significados de "arché" relacionados a transição, caminho ou origem no contexto da análise do texto "No princípio era o Verbo".
- A identificação de Cristo como o demiurgo, a quem o Pai dirige o comando da criação, conforme "Deus comandou e eles foram criados".
- A compreensão de Cristo como "arché" enquanto Sabedoria, baseando-se no texto de Provérbios: "Deus me criou como o princípio de Seus caminhos, por causa de Suas obras".
- A distinção entre a Sabedoria, considerada em relação à estrutura da contemplação, e o Verbo, considerado em relação à apreensão dos seres racionais.
- A multiplicidade de aspectos do Salvador, que abrange pensamentos de primeira, segunda e terceira ordem.
- A afirmação de João de que "o que foi feito estava vida nele", estabelecendo que a vida veio a existir no Verbo.
- A identificação do Verbo com Cristo e a Vida com o Filho de Deus, que declara: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida".
- A interpretação de "arché" como os modelos e desígnios presentes na Sabedoria divina antes da existência das coisas, à semelhança de um projeto de arquiteto.
- A concepção de que Deus criou uma "sabedoria dotada de alma" para entregar às coisas existentes a sua emergência e formas, a partir dos modelos nela contidos.
- A proposição de que o Filho de Deus é o princípio do ser real, conforme Sua própria declaração: "Eu sou o princípio e o fim, o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último".
- A delimitação de que Cristo é "arché" especificamente enquanto Sabedoria, e não em relação a todos os Seus títulos, pois "o Verbo estava no princípio".
- A anterioridade da Sabedoria em relação a todos os demais pensamentos expressos nos títulos de Cristo, como o primogênito de toda a criação.
- A simplicidade de Deus em contraste com a multiplicidade de aspectos do Salvador, tornados necessários pela condição da criação decaída.
- A dependência de certos títulos de Cristo, como "luz dos homens" e "primogênito dos mortos", da existência do pecado e da queda da humanidade.
- A reflexão sobre quais títulos de Jesus, como médico ou pastor, não seriam necessários se os santos tivessem perseverado na bem-aventurança.
- A conclusão de que apenas títulos como Sabedoria, Verbo, Justiça e Verdade permaneceriam para os que são perfeitos.
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O título "Verbo" e a metodologia para interpretar os múltiplos títulos de Cristo
- A crítica à inconsistência dos cristãos que, ao contrário do que fazem com outros títulos, não investigam o significado profundo do termo "Logos" (Verbo).
- A enumeração de diversos títulos de Cristo nos Evangelhos, como "luz do mundo", "ressurreição", "caminho, verdade e vida", "porta", "bom pastor", "Messias", "Mestre e Senhor", "Filho de Deus", "rei" e "videira verdadeira".
- A referência a títulos no Apocalipse de João, como "o primeiro e o último", "o Alfa e o Ômega", "o princípio e o fim".
- A menção a passagens proféticas que prefiguram Cristo, como o "servo de Deus" e "luz dos gentios" em Isaías, e o "cordeiro manso" em Jeremias.
- A citação de João Batista que identifica Jesus como "o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" e como um homem que, no entanto, era anterior a ele.
- A apresentação, na Primeira Epístola de João, de Jesus Cristo como "Paráclito junto ao Pai" e "propiciação pelos nossos pecados".
- A definição paulina de Cristo como "poder de Deus e sabedoria de Deus", bem como "santificação e redenção".
- A identificação, na Epístola aos Hebreus, de Cristo como o "grande Sumo Sacerdote que penetrou os céus".
- A interpretação de profecias do Antigo Testamento, como a bênção de Judá e as referências a Jacó, Israel, Davi, a vara de Jessé e a pedra angular, como aplicáveis a Cristo.
- A focalização especial no título "Verbo" (Logos), registrado por João no prólogo do seu Evangelho.
- A crítica à interpretação reducionista do "Verbo" como mera palavra ou sílaba proferida pelo Pai, sem hipóstase ou essência independente.
- A exigência de que se considere o "Verbo de Deus" como um ser separado, com essência própria, tal como se faz com os outros títulos de Cristo.
- A defesa da necessidade de se aplicar ao título "Verbo" a mesma metodologia de investigação conceitual utilizada para títulos como "porta", "videira" ou "caminho".
- A justificativa de que o exame dos conceitos por trás de todos os títulos iluminará a compreensão geral da teologia acerca do Salvador, incluindo o Seu caráter como Verbo.