LEISEGANG, Hans. La Gnose. Paris: Payot, 1951
-
A obra gnóstica "Pistis Sophia" e sua descoberta
- Descoberta do "Pistis Sophia" no Egito por Dr. Askew no final do século XVIII
- Publicação inicial por Petermann em 1851
- Caracterização como único livro gnóstico completo preservado
-
Natureza e estilo da obra "Pistis Sophia"
- Caráter embaraçoso e fastidioso da narrativa conforme observação de Harnack
- Exemplo inicial da complexidade textual com menção de mistérios e emanações
-
Estrutura e composição do "Pistis Sophia"
- Divisão em quatro partes com três seções coesas intituladas "Livros do Salvador"
- Identificação da quarta parte como contexto distinto e possivelmente anterior
- Adição posterior do título "Pistis Sophia" e distribuição arbitrária em seções
-
Papel de Maria Madalena e contexto sectário
- Preponderância de perguntas atribuídas a Maria Madalena entre os discípulos
- Relação com as "Pequenas Interrogações de Maria" mencionadas por Epifânio
- Inserção na gnose ofítica e proximidade com a doutrina dos Barbelognósticos
-
Origem e datação do "Pistis Sophia"
- Caracterização como gnosticismo sírio em solo egípcio
- Datação da composição para o século III
- Dependência de outros escritos análogos para uma compreensão completa
-
Narrativa cosmológica e a jornada de Jesus
-
Queda e sofrimento de Pistis Sophia
- Origem de Pistis Sophia no décimo terceiro Éon
- Atração por uma luz falsa e consequente queda no caos material
- Oração de contrição e envio de Jesus para resgatá-la
-
Salvação e restauração de Pistis Sophia
- Intervenção de Jesus por ordem do primeiro mistério
- Translado de Pistis Sophia do caos para um lugar afastado
- Hinos de ação de graças e retorno final ao décimo terceiro Éon
-
Questionamentos dos discípulos sobre a cosmologia e a salvação
- Interrogações sobre a natureza do mundo superior e os mistérios da luz
- Interesse nas obrigações morais e obtenção do perdão dos pecados
- Preocupação com as penas nos lugares exteriores das trevas
-
A gnose como conhecimento mágico para a salvação
- Conhecimento dos mistérios como requisito para escapar do mundo material
- Pureza da alma alcançada através de meios mágicos
- Conhecimento dos nomes e palavras mágicas para abrir os compartimentos celestes
-
Contexto da revelação secreta de Jesus
- Prolongamento do período de ensino de Jesus após a ressurreição
- Comunicação de doutrina secreta a um círculo restrito de discípulos
- Paralelos em outros textos apócrifos como as "Questões de Bartolomeu"
-
Manifestação luminosa e ascensão de Jesus
- Descrição detalhada da descida de uma grande potência luminosa
- Transformação e ascensão de Jesus envolto em luz incomensurável
- Reações de temor e perturbação dos discípulos e do cosmos
-
Cosmologia detalhada do sistema gnóstico
- Deus como princípio inexprimível e innominável de dupla natureza
- Emanação do "primeiro mistério" e dos vinte e quatro mistérios subsequentes
- Estrutura do "Tesouro de luz" com seus salvadores e guardiões
-
Hierarquia e regiões do mundo espiritual
- "Lugar dos justos" regido por seis príncipes incluindo Jeú e Melquisedeque
- "Lugar intermediário" com a "Virgem da luz" como juíza das almas
- "Lugar da esquerda" incluindo o décimo terceiro Éon e os doze Éons
-
Influências da mysteria grega e conceitos de destino
- Distinção entre direita e esquerda na cosmologia
- Papel da "heimarmene" como esfera do destino separando o mundo terrestre
- Paralelos com laminetas órficas e o poema de Parmenides
-
Alegoria do vestimento de luz e a descida da alma
- Significado do vestimento de luz deixado por Jesus no vigésimo quarto mistério
- Narrativa do Hino da Pérola dos Atos de Tomé como paralelo alegórico
- Descrição de três vestimentos de luz com diferentes esplendores e nomes
-
Descrição da descida e encarnação de Jesus
- Escolha de doze potências do Tesouro de luz para os doze apóstolos
- Concepção de João Batista através da união da alma de Elias com uma potência
- Concepção de Jesus através da potência de Barbelo e uma virtude de Sabaoth
-
Ascensão de Jesus e subjugação dos poderes cósmicos
- Travessia das esferas celestes e adoração pelos arcontes
- Enfrentamento e debilitação dos Arcontes dos Éons, particularmente Adamas
- Alteração do curso da "heimarménê" e liberação de um terço da força dos astros
-
Soteriologia e a liberação das almas
- Finalidade da obra de Jesus: salvação de almas e aceleração da consumação
- Purificação da força luminosa dos Éons e retorno ao Tesouro de luz
- Transformação gradual do psíquico em luz e consumo do número de almas salvas
-
Lamentações e hinos de Pistis Sophia
- Treze orações de contrição inspiradas nos Salmos e Odes de Salomão
- Expressão de arrependimento, sofrimento e suplica por salvação
- Celebração da liberação e ações de graças pela redenção
-
Jornada da alma individual após a morte
- Domínio do "antimimon pneuma" (espírito adversário) sobre a alma na terra
- Processo de julgamento pela "Virgem da luz" e punição no caos
- Liberação através do conhecimento dos mistérios e retorno ao reino de luz
-
Sacramentos e mistérios da luz
- Identificação da gnose com o conhecimento de nomes e palavras mágicas
- Instituição por Jesus dos batismos de fogo, água e Espírito Santo
- Celebração eucarística com invocações e fórmulas para perdão dos pecados