Revisão da estrutura aparente da missa, recuperando e estudando a origem e entrando mais profundamente na própria substância do rito e na sua estrutura interior.
A missa se divide em duas grandes partes: a primeira, do início até a leitura do Evangelho e homília, denominada "Preparação"; a segunda, todo o resto da função sagrada: ofertório, consagração e comunhão, é a missa propriamente dita. A primeira parte é constituída de leituras e cantos de louvor, onde a assembleia de fiéis tem um papel principal, enquanto na segunda parte este papel cabe ao oficiante.
Hani tenta compreender a segunda parte da missa através de um exame do culto hebraico, conforme a “Assembleia dos fiéis”, o Qahal. O exame da “ceia” , a exemplo da “ceia pascal”, oferece também elementos para complementar este estudo. Ele constata que não é apenas a estrutura geral do culto sinagogal que é herdado pela missa, mas também traços deste ritual até nos detalhes dos cantos e das fórmulas. Análise do Amem (vide Jean Tourniac) e do Aleluia (vide Alleluiah). A conclusão que se chega é que a orientação geral e até um bom número de formulações da missa vêm diretamente da liturgia judaica, liturgia sinagogal e liturgia pascal. Entretanto Hani considera também que, embora a forma exterior seja do judaísmo, os termos do vocabulário grego dos mistérios, adotados pela liturgia cristã, a começar pela designação da missa como ta hiera mystiria, “Os Santos Mistérios”, parecem indicar que seu conteúdo e espírito é aquele dos mistérios antigos.
Para sustentar esta ideia Hanir recorre a um paralelismo entre o rito cristão e outros ritos das chamadas “religiões de mistérios”. Estes rituais comportavam de maneira constante os seguintes elementos: purificação, sacrifício e ceia sagrada, representação da história divina (memorial), comunhão com o deus. Hani examina o ritual de Eleusis, os mistérios orientais de Attis (relacionados ao rito cristão por Firmicus Maternus, um cristão ele mesmo), os mistérios de Ísis e Osíris, os mistérios de Mitra.
Hani examina então o “drama místico”, enquanto representação da história do deus, pondo em paralelo a missa com as “Paixões” do século XV representadas diante das catedrais. Passa à análise da ante-missa como uma verdadeira renovação da iniciação cristã, do batismo. Estudo da importância do Salmo 42 presente em várias liturgias.
Estudo dos dois grandes símbolos do Pão e do Vinho, que sintetizam o drama místico da missa.
Estudo do ofertório nas missas do Oriente e do Ocidente.
Estudo da Eucaristia.