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id da página: 11050 Evola – Teoria do Indivíduo Absoluto – Conceito de Valor Julius Evola

Evola Conceito Valor

EVOLA, Julius. Teoria dell’Individuo Assoluto. Roma: Edizioni Mediterranee, 1973

Conceito de Valor (texto)

  • O primeiro ofício de uma doutrina completa da imanência

    • A definição do conceito e do estado que, na ordem do problema da certeza, representam a instância extrema
    • A identificação daquilo para além do qual não se pode pensar um critério ulterior
  • A definição geral do conceito e do estado de valor

    • A relação absoluta entre o princípio do Eu e aquilo que, na experiência ou consciência do Eu, dele se distingue
    • A designação do distinto como "ser" e a definição do valor como a forma incondicionada da relação entre Eu e ser
    • A caracterização dessa relação como algo que não admite uma mediação ulterior
  • A precisão dos termos "princípio do Eu" e "ser"

    • A promessa de uma posterior clarificação do "princípio do Eu"
    • A definição limite do "ser" como o puro fato presente na experiência, interna ou externa
    • A conceptualização do ser como Da-sein (ser/estar-aí) independente da potência do Eu e de qualquer significado
    • A caracterização da incondicionalidade do ser como uma privação de condição
  • A mediação subjetiva que define o valor

    • A resolução da incondicionalidade do ser no Eu
    • O transparecer do Eu naquilo que, no ser enquanto ser, é em si e por si como "outro"
    • A constatação dessa relação como um fato necessário, sem uma razão ulterior
  • A natureza formal dos conceitos de ser e valor

    • A compreensão de "forma" como o modo ou função pelo qual uma determinação da consciência é vivida pelo Eu
    • A concepção de ser e valor como os limites da série das possíveis qualidades do viver e do viver-se
    • A caracterização de ser e valor como níveis do espírito, indiferentes ao seu objeto
  • O valor como resolução completa da matéria em forma

    • A exigência de que toda a qualificação da experiência seja interiorizada e consumida sem resíduo
    • A comparação desse processo a um lampejo do espírito, idêntico à apercepção de um significado
    • A identidade e simplicidade inerentes à relação absoluta que define o valor
  • A consideração de três aspectos para sugerir a essência do valor

    • O primeiro aspecto: o fenômeno do compreender

      • O momento de perfeita transparência em que o Eu se reconcilia consigo mesmo na coisa
      • A secundarização do "que" se compreendeu e da síntese intelectual face à simplicidade do puro significado
      • A vivência do compreender em que a coisa compreendida vale apenas pela simplicidade nua do ato que a consome
      • A comunicação desse ponto com o do valor e a sua constituição como instância extrema na ordem do conhecer
      • A relação absoluta e a imediatez que significam perfeição de condição
      • A referência ao uso do símbolo do ver: "O sentido que a si mesmo vê torna-se espírito", de Friedrich Schlegel, e às considerações de Hermann Keyserling sobre o "sentido"
      • O caráter individual, interior e vivente do ponto do significado, em contraste com a objetividade abstrata da síntese conceitual
      • A relação do significado com a compreensão lógico-conceitual como a de ato a potência, alma a corpo
      • A posição do significado como correlativo e resolução da imediatez do ser, substantivo de ato e eminentemente kath'auto
    • O segundo aspecto: a experiência do puro domínio

      • O modo de considerar o possuir em que o objeto, embora correlativo necessário, se torna indiferente
      • O domínio perfeito que ama apenas a si mesmo e anula o objeto numa relação de identidade-diferença
      • O transparecer do Eu no ser mediante um puro e absoluto retomar-se a si mesmo
      • O possuir, a evidência do “Eu posso”, e, portanto, a potência, são a exteriorização mais próxima deste estado
    • O terceiro aspecto: o possível aspecto da vontade pura

      • A vontade que não é vontade disto ou daquilo, mas vontade de si mesma
      • A pura e absoluta determinação que a si mesma se impõe e se fecunda
      • A fundação da própria afirmação e do próprio prazer na vontade mesma
      • A manifestação, uma vez mais, de algo simples e a conexão do que vem a existência com o Eu por uma relação absoluta
  • A comunicação entre os três fenômenos e a identificação do valor

    • A implicação do domínio no compreender e da evidência-significado no puro determinar-se
    • A vivência de algo idêntico nos três casos, distinguindo-se apenas pelo objeto e pelo momento de privação
    • A identificação do valor com a redução ao idêntico, onde o Eu fica reconciliado apenas consigo mesmo
  • A aparição do valor nas ordens do conhecimento e da prática

    • A aparição como sentido na ordem do conhecimento
    • A aparição como vontade nua e como potestas na ordem prática
    • A definição essencial como redução do incondicionado do ser (a-logos) ao incondicionado do Eu (logos)
    • A definição desse plano como o da certeza absoluta, do puro estado de direito ou estado de justiça
  • O pressuposto essencial da liberdade para o plano do valor

    • A exigência de absoluta espontaneidade e de um movimento interior que procede de uma iniciativa pura
    • A materialização na liberdade de tudo o que é assumido em função de valor
  • A ilustração da liberdade na forma da experiência

    • A constatação na experiência comum de que o modo de viver as conjunturas depende da livre iniciativa
    • A caracterização do Eu como instância extrema para si mesmo quanto à forma, sem apoios nem desculpas
  • A análise da potência superior correspondente ao ponto do valor, tomando o "sentido" como exemplo

    • A impossibilidade de entender a passagem ao significado sem pressupor a sua presença no antecedente
    • A compreensão da percepção puramente existencial como um compreender já presente, ainda que elementar
    • A precedência de direito da unidade simples sobre o ser, que a compreende e a subjaz
    • A condicionalização de direito de toda a experiência pela forma, uma vez presente em qualquer medida
  • A consequência da condicionalização da experiência pela forma do valor

    • A possibilidade de a necessidade estar presente apenas como um elemento particular do ser, conjugado ao Eu por relação absoluta
    • A interpretação do intervalo entre a forma da experiência e a experiência mesma como sinal de que o Eu não vive ao nível do valor
    • A exterioridade do Eu a si mesmo quando não assume o que experimenta no ponto mais profundo da sua simplicidade
  • A reformulação do ponto de vista do idealismo e o conceito de categoria

    • A aceitação de que o caráter ideal do objeto constitui condição para a certeza, conforme o idealismo
    • O acréscimo de que nada poderia ser experimentado que não incorporasse já o momento do valor
    • A definição da participação no valor como condição transcendental para a possibilidade de toda a certeza e conhecimento
    • A apresentação de um conceito de "categoria" que ultrapassa o de Kant e o do idealismo absoluto pós-kantiano
    • A retomada do plano do sentido e do plano do a-logos, do ser real
  • A definição do filósofo e a afinidade com as formas mais altas de ascese

    • A citação de Georg Simmel: o filósofo como aquele que possui um órgão de reação para a totalidade do ser
    • A definição daquele que desloca o seu centro ao nível do valor como possuindo o órgão da reação do Eu como indivíduo absoluto
    • A determinação de uma potência ulterior da forma, do princípio transcendental condicionador da certeza e da experiência
    • A constatação de uma afinidade com a ascese, onde se trata de uma tomada de posição vivente face à totalidade da vida e da experiência
  • A compreensão do ponto de surgimento do problema do valor

    • O reconhecimento de um mundo onde a simples existência esgota a validade em sentido genérico
    • A possibilidade de esta ordem de vida passiva representar, ela mesma, uma solução para o problema
    • A validade de direito do que é de fato, sem mediação ulterior, e o Da-sein (estar-aí) como critério de validade
  • A ambiguidade significativa no limite do puro dado existencial

    • A consideração dessa situação como negação do problema, pois o Eu não está determinativamente presente
    • A interrogação sobre se esta ausência é originária ou reflete um significado particular, procedendo de uma relação absoluta
  • A mediação contida no próprio problema do valor

    • A caracterização do seu surgir como um início absoluto, pois junto ao "ser" o problema não está posto
    • A constatação de que, uma vez posto o problema, o ser como ser já não está posto
    • A aparência do ser não como antecedente, mas como uma possibilidade de valor, condicionada e dissolvida por uma relação absoluta
    • A valoração do não-por-se do problema como uma solução particular, fechando tudo num círculo
  • A questão da possibilidade de o problema se pôr e a resposta pela liberdade

    • A impossibilidade de responder senão pelo recurso ao ato de absoluta liberdade
    • A impossibilidade e a indevida procura de uma razão ulterior para este ato, pois todas as razões vêm depois
  • A verificação de uma espécie de duplo movimento

    • A libertação do Eu do mundo e a suspensão de toda a condicionalidade quando se põe a vontade de valor
    • A simultânea gravitação de todas as coisas sobre o Eu, porque a forma retoma, de direito, tudo
    • A transformação do Eu num centro de responsabilidade universal, sem refúgios
    • A exigência de que, no círculo traçado pela demanda de certeza absoluta e valor, toda a matéria se sublime até à completa transparência
  • A necessidade de analisar e explicitar tudo o que se conecta a tal reviramento