O que mais caracteriza o Estoicismo é a sua presença marcante na civilização romana, tendo-se aprofundado também Cristianismo adentro, sendo que muitas das normas morais do Cristianismo foram como que assimiladas do próprio Estoicismo. Alguns desses preceitos, acreditamos, ainda se encontram presentes e válidos inclusive no nosso mundo moderno; e, se esses preceitos ocorrem e têm vigência em épocas tão distintas e em condições civilizatórias tão diferentes, é simplesmente porque estão além das fronteiras do tempo e do espaço, como costumamos dizer aqui em nossas aulas de Ética, são preceitos “atemporais”. Valeram antes, valem agora e poderão valer daqui há dez séculos.
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O Estoicismo foi fundado por Zenão, por volta do ano 300 a.C., e até o final do século II d.C., ou seja, durante 500 anos, essa escola e suas ideias tiveram decidida influência, se me permitem insistir, em todo o mundo grego-romano. E, na medida em que nós somos um produto direto daquela civilização, poderíamos dizer que de alguma maneira a influência dos estoicos se continua até os dias de hoje. [Zilda Trajano, Extraído da palestra proferida em julho-82, no auditório Mahatma Gandhi, da Associação Palas Athena]
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