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id da página: 9436 MESTRE ECKHART SERMÃO 67 – Gott ist die minne... Mestre Eckhart

Eckhart Sermon 67



MAÎTRE ECKHART. Et ce néant était Dieu... : Sermons LXI à XC. Paris: Albin Michel, 2000

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  • A mútua inhabitação entre Deus e a alma, na qual, estando a alma em Deus, onde a alma está, aí está Deus, e onde Deus está, aí está a alma, sendo esta uma verdade tão certa quanto a existência de Deus.
  • A nobreza da natureza angélica, cuja mínima partícula preencheria todo este mundo de delícias e beatitude, e a recompensa que seria para o homem servir até o fim dos tempos para ver um anjo na sua limpidez.
  • A capacidade das coisas espirituais de estarem umas nas outras, indivisas, de modo que a alma, na sua nua natureza, desatada e desligada de todas as criaturas, teria por natureza toda a perfeição, alegria e felicidade que todos os anjos possuem por natureza, tendo cada anjo em si de modo particular e sem ser impedida por outro, pois nenhum espírito exclui o outro.
  • A transcendência da alegria da alma, que, para além da natureza, se regozija de toda a alegria e beatitude de que o próprio Deus se regozija na sua natureza divina, pois onde há Unidade, aí está tudo, e onde está tudo, aí há Unidade.
  • A excelência da oração que não pede nada, pois quando não se pede nada, então se pede como convém, e essa oração é poderosa, enquanto que pedir algo que não seja Deus ou por causa de Deus constitui uma adoração a um ídolo e uma pura heresia.
  • A identidade entre o homem e a Trindade na imagem divina, onde o homem é, na imagem, o que Deus é no seu poder, o que o Père é no poder, o Filho na sabedoria e o Espírito Santo na bondade, conhecendo como é conhecido e amando como é amado.
    • A operação da alma contida na imagem, que opera no poder como esse poder, e que se mantém ainda contida nas Pessoas, segundo o poder do Pai, a sabedoria do Filho e a bondade do Espírito Santo, sendo isto ainda uma obra nas Pessoas.
  • A distinção entre o ser que não opera e o ser que opera, onde, na inhabitação das Pessoas no ser, obra e ser são Um, e a alma aí toma as Pessoas na permanência interior do ser de onde nunca saíram, onde há uma imagem límpida essencial, que é o intelecto essencial de Deus.
  • A tomada da límpida absolutiude do ser livre, que é sem lugar, onde não se recebe nem se dá, sendo a nudez da entidade despida de todo ser e de toda entidade, onde se toma Deus nuamente segundo o fundo onde Ele está para além de todo ser, não havendo ali senão um Fundo único.
  • O reconhecimento de que a mais alta perfeição do espírito alcançável nesta vida, segundo o modo do espírito, não é a melhor perfeição, que deve ser possuída no corpo e na alma unidos, de modo que o homem exterior seja plenamente mantido na subsistência pelo ser pessoal.
  • O modelo de perfeição na união hipostática de Cristo, onde a humanidade e a deidade são um ser pessoal, e a necessidade de o homem, seguindo a Cristo nas obras, participar desse mesmo ser pessoal pela graça, renunciando plenamente à sua autocompreensão.
    • A superação do estado em que o homem interior, segundo o modo do espírito, se inclina para fora do Fundo no qual é Um, devendo antes manter-se no ser da graça.
    • A exigência de que o homem exterior seja despido da sua própria subsistência e receba plenamente a subsistência do ser pessoal eterno, que é o mesmo ser pessoal de Cristo.
    • A distinção entre o ser substancial nu, segundo a deidade, e o ser pessoal, que são uma única substância, pois a substância da personalidade de Cristo é a substância da alma, a subsistência da humanidade eterna.
    • A união final na qual os dois seres, corpo e alma, se encontram realizados no Cristo Uno, um só Deus, um só Filho.
  • A invocação para que tal se realize, com o auxílio da Santíssima Trindade. Amém.