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id da página: 10689 EVANGELHO DE JOÃO – CAPÍTULO VIII

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EVANGELHO DE JOÃO — CAPÍTULO VIII



CARREIRA DAS NEVES, Joaquim. Escritos de São João. Lisboa: Universidade Católica, 2004

  • A controvérsia sobre a paternidade espiritual entre Jesus e os judeus no Evangelho de João

    • A recorrência dos nomes de Abraão e de "pai" na unidade literária.
    • A afirmação dos judeus de terem Abraão por pai e a contraposição de Jesus, que declara ter Deus por Pai.
    • A declaração de Jesus sobre Abraão: "se alegrou pensando em ver o meu dia; viu-o e ficou feliz".
    • A centralidade do mistério da identidade de Jesus na cristologia joânica e a sua relação com a figura de Abraão.
    • A importância da fonte "abraâmica" como ponto de partida comum para judeus, cristãos e islâmicos.
  • A reinterpretação cristã das Escrituras Hebraicas e a figura de Abraão

    • A leitura das Escrituras Hebraicas como profecia da pessoa de Jesus e do "novo Israel" cristão pelas comunidades primitivas.
    • A preeminência das personagens de Abraão e Moisés nas Escrituras Hebraicas.
    • A importância conferida a Abraão no quarto evangelho e na tradição sinóptica.
    • A oposição, nos sinópticos, entre o mundo fechado dos judeus, centrado em Abraão, e o mundo aberto de Jesus, iniciado por João Batista.
    • As citações de Mateus: "Deus até pode fazer das pedras filhos de Abraão..." e "Digo-vos que, do Oriente e do Ocidente, muitos virão sentar-se à mesa do banquete com Abraão, Isaac e Jacob, no Reino do Céu...".
  • A liberdade pela verdade como desencadeadora do debate sobre Abraão

    • A nova introdução de Jesus sobre a "verdade" e a "liberdade" como elemento desencadeador da unidade literária.
    • A declaração de Jesus aos judeus que nele tinham acreditado: "Se permanecerdes fiéis à minha mensagem, sereis verdadeiramente meus discípulos, conhecereis a verdade e a verdade vos tornará livres".
    • O problema da discussão entre os judeus crentes nas comunidades joânicas sobre a relação entre o judaísmo e a fé cristã.
    • O âmago do debate: a relação entre Abraão como "pai", Deus-Yahvé como "Pai" e Jesus-Messias-Filho.
  • A dialética dos três pais: Deus, Abraão e o diabo

    • O escândalo da pessoa de Abraão, após o escândalo da "carne" e do "sangue" eucarísticos no capítulo sexto.
    • A concepção judaica da "verdade" e "liberdade" como consequência de serem filhos de Abraão.
    • A acusação de Jesus de que os judeus cometeram o pecado de matar Jesus por se terem deixado levar pelo seu "pai", o diabo.
    • A sequência dialética dos versículos: a descendência de Abraão contrastada com a intenção de matar; a comunicação do que foi visto junto do Pai contra a ação inspirada pelo "vosso pai"; a réplica sobre Abraão como pai e a exigência de fazer as obras de Abraão; a acusação de pretender matar quem comunica a verdade.
    • A afirmação culminante: "vós tendes por pai o diabo... Ele foi assassino desde o princípio, e não esteve pela verdade, porque nele não há verdade".
    • A questão sobre a grandeza de Jesus em relação a Abraão e a declaração final: "Antes de Abraão existir, EU SOU!".
  • A cristologia alta joânina e a sua origem na teologia do Pai

    • A gênese da cristologia alta do quarto evangelho na nova teologia sobre a pessoa do Pai e sua relação com Jesus.
    • O ponto de partida da teologia judaica em Abraão, contra o ponto de partida da fé cristã em Deus Pai.
    • A interpretação joânina para a recusa judaica: a influência do "pai da mentira", Satanás ("diabolos"), que fechou as portas da fé.
  • A afirmação anti-judaica e as suas consequências históricas

    • O caráter da afirmação "Vós tendes por pai o diabo, e quereis realizar os desejos do vosso pai" como a mais anti-judaica de todo o Novo Testamento.
    • A distinção entre o Jesus histórico e o Jesus joânico, fruto das inimizades religiosas entre judeus e cristãos.
    • O uso histórico dessa afirmação como argumento para controvérsias religiosas e para a perseguição inquisitorial.
  • A conclusão da unidade com a acusação de blasfêmia e a tentativa de lapidação

    • A anotação do redator sobre o desfecho: "Então, agarraram em pedras para lhe atirarem. Mas Jesus escondeu-se e saiu do templo".
    • A lapidação como pena reservada aos blasfemos, conforme Levítico 24, 13-16.
    • A síntese das blasfêmias contínuas atribuídas a Jesus: a pré-existência em relação a Abraão; a exultação de Abraão ante o seu dia messiânico; a filiação divina; a paternidade diabólica dos judeus, incluindo os que inicialmente acreditaram.

A MULHER ADÚLTERA

CANDEIA ACESA

ONDE VOU NÃO PODEIS IR

SINAL DA CRUZ

SINAL DE ABRAÃO