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id da página: 1114 Coomaraswamy – Figuras da Linguagem – Simbolismo Literário Ananda Coomaraswamy Ananda Coomaraswamy »  Coomaraswamy Arte Rama Coomaraswamy

Coomaraswamy Simbolismo Literario

O Simbolismo Literário

Certo! Alá não despreza nem mesmo a semelhança de um cínife. Alcorão II.26

  • A natureza dos signos linguísticos como símbolos de referentes específicos por primeira intenção, distinguindo-se o significado literal e histórico do significado alegórico inerente aos seus referentes primários.
  • A função expressiva da linguagem, que opera mediante semelhanças, conforme afirma São Boaventura, servindo as imagens mentais como suportes de contemplação e não como objetos da mesma.
  • A concepção de que a validade de uma imagem ou símbolo reside na analogia verdadeira e na adequação ao referente, e não na verosimilhança visual, conforme exposto por Platão.
  • A definição de simbolismo adequado como a representação de uma realidade num determinado nível de referência por uma realidade correspondente noutro nível, como no exemplo dantesco do Sol como tipo de Deus.
  • A crítica ao erro comum de atribuir a símbolos tradicionais uma origem na "imaginação poética" individual, quando na realidade constituem a linguagem técnica e transcendente de uma tradição espiritual universal.
  • A distinção entre le symbolisme qui sait e le symbolisme qui cherche, sendo o primeiro a linguagem universal da tradição e o segundo próprio de poetas individualistas e autoexpressivos.
  • A necessidade de precisão na iconografia, tanto verbal como visual, e a consequente exigência de uma interpretação hermenêutica para compreender a escrita expressiva.
  • A crítica ao método que pretende reconstruir a forma "original" de uma história eliminando os seus elementos miraculosos, quando estes são precisamente os portadores das verdades mais profundas.
  • A valorização da filosofia que começa no espanto, segundo Platão e Aristóteles, e a utilidade do pensamento simbólico tradicional para a compreensão e a crítica literária.
  • A demonstração, através do símbolo do "fio de ouro" em Blake e das suas variantes em Dante, nos Evangelhos, em Platão, em Homero e em tradições islâmicas, hindus e chinesas, da natureza universal e atemporal da linguagem simbólica tradicional.
  • A exploração do símbolo da "carruagem de fogo" e a sua análise como representação das potências sensíveis da alma, do veículo corporal e do espírito, com as suas implicações éticas e espirituais.
  • A interpretação de episódios tradicionais, como a hesitação de Lancelot em subir para o carro em Chrétien, à luz de analogias cósmicas e de arquétipos como o Herói Solar e a libertação da Psique.
  • A compreensão de que os contos populares e as fábulas genuínas possuem referências metafísicas e podem ser interpretados como variantes de um Urmythos humano universal.
  • A constatação de que muitas palavras e expressões da linguagem corrente são clichés de um pensamento tradicional, cujos significados originais e precisos, baseados em conceitos como a coincidência da luz e do som ou a imanência do Fogo, se perderam.
  • A refutação da objeção de que a atribuição de significados abstratos aos símbolos é uma leitura posterior e subjectiva, argumentando com o carácter abstracto da arte "primitiva" e o estilo parabólico das escrituras.
  • O reconhecimento do perigo da interpretação subjectiva dos símbolos e a necessidade de uma disciplina de estudo baseada em literaturas extensas e contextos inteligíveis para compreender a sua significação precisa e consistente.
  • A afirmação de que a linguagem universal do simbolismo tradicional é o meio pelo qual as verdades mais elevadas têm sido expressas, constituindo-se como o único idioma verdadeiramente inteligível para a tradição metafísica.