VIDE: SACERDÓCIO
Frithjof Schuon: SENTIDO DAS CASTAS
Para el brâhmana — el tipo puramente intelectual, contemplativo y «sacerdotal» -, lo «real» es lo inmutable, lo trascendente; no cree, en su fuero interno, ni en la «vida» ni en la «tierra»; hay algo en él que permanece ajeno al cambio y la materia; ésa es, grosso modo, su disposición íntima, su «vida imaginativa», si puede decirse, sean cuales puedan ser las flaquezas que la oscurecen.
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A menudo se confunden las cualidades de los vaishyas con las de los brâhmanes o inversamente, por la sencilla razón de que ambas castas son apacibles; del mismo modo, ocurre que se confunden shûdras y kshatriyas a causa de los aspectos de violencia propios de ambas castas; estos errores son tanto más nefastos cuanto que vivimos en una civilización medio vaishya, medio shûdra, cuyos «valores» facilitan tales confusiones. En un mundo tal, es imposible comprender al brâhman sin haber comprendido previamente al kshatriya; a fin de evitar confusiones demasiado fáciles y las más injustificadas asimilaciones, hay que distinguir claramente y en todos los planos lo superior de lo inferior, lo consciente de lo inconsciente, lo espiritual de lo material, lo cualitativo de lo cuantitativo.
Philippe Lavastine
[René Guénon et l’actualité de la pensée traditionnelle. Actes du Colloque International de Cerisy-la-Salle: 13-20 juillet 1973]
Na Índia, os Brahmanes cercam o rei; são seus conselheiros e aconselham no silêncio. O Brahmane escreve o sermão do rei, mas é o rei quem profere o sermão.
Passo a contar agora uma história sobre o mantra. Eis o que é um mantra: a terminação tra significa «o que salva». É uma fórmula que pode ser muito simples, como uma invocação ao paramâtman, uma saudação ao âtman supremo. Eis a história. Certo dia um rei conversava com um Brahmane. O rei havia-o convidado para jantar com grande respeito. Ora, esse rei não lograva compreender o que era um mantra. O Brahmane explicou-lhe que o mantra pode tudo: nada há que não se possa obter com o espírito, basta que o espírito esteja liberto. Mas o rei dizia não conseguir entender como um som, como a ejaculação de um mantra, poderia produzir tais efeitos. Então o Brahmane recorreu a uma artimanha, a uma ideia que viveria numa imagem dramática. Voltou-se para o chefe da guarda do rei e, apontando o rei, disse-lhe: «Prendei este homem, ligai-no e cortai-lhe a cabeça». Naturalmente, o capitão da guarda e todos os soldados, estupefatos, não se moveram. Então o Brahmane irou-se e repetiu: «Obedecereis? Prendei o rajah!» Repetiu essa ordem três vezes. Finalmente, o rajah julgou que a brincadeira durara bastante. Levantou-se e disse: «Basta!» Fez apenas um gesto aos guardas. Todos precipitaram-se sobre o Brahmane, que foi imediatamente estrangulado. E no momento em que iam cortar-lhe a cabeça, o Brahmane disse ao rajah: «Ah! Agora entendes o que é um mantra! Quando um mantra é pronunciado por quem tem poder, então seu poder é ilimitado. Mas aquele que não tem poder, por mais que pronuncie os mantras, eles permanecem sem efeito». E por mais obtuso que fosse o rajah, compreendeu e mandou libertar o Brahmane.