Carregando...
 
Skip to main content

Universal

UNIVERSAL

Filosofia

Hermógenes Harada: De Estudo, Anotações Obsoletas

Na perspectiva de uma tal compreensão do ser por excelência, onde o ser coincide com o ente único, singular e supremo, que não é outra realidade do que o amor do encontro e o encontro do amor, a SS. Trindade no mistério da Encarnação, portanto o amor de Deus e Deus de amor temporalizado e de-finido como este, concreto indivíduo-pessoa Jesus Cristo; portanto, na mira de uma tal ciência do ser do amor de Deus, o conceito, i.é, a concepção do que seja pessoal, se liberta inteiramente do binômio subjetivo-objetivo, individual-coletivo, para se estruturar livremente como coincidentia oppositorum1 na unidade viva da singular totalidade, denominada pelos medievais de universal. Por isso, em vez de essencial, substancial, em vez de concentração ou intensificação ou qualificação e plenitude do ser, diziam os medievais também uni-versal2 . Por conseguinte, universal diz vertido, com-vertido, virado de volta, centrado ao uno. Isto é: convergência do e para o uno, recolhimento e expansão, acolhimento e doação do e no uno, a saber, na absoluta concentração do ser, do ser do Deus de amor uno e trino, na concentração do mistério da encarnação como Jesus Cristo, o crucificado: i.é, segundo São Francisco, a Senhora pobreza.


NOTAS:

1 Coincidentia oppositorum é expressão usado por Nicolau de Cusa para indicar um dos existenciais mais importantes da sua ontologia, que possui uma grande afinidade com a ontologia fenomenológica de hoje.
2 Católico ou na grafia antiga cathólico vem do grego kata olou, i.é segundo ou seguindo o todo.